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Escrever é ir de encontro à solidão
conquanto seja também fugir à solitude
( secular, regular e milenar )
ao intentar fuga impossível,
quiçá fugaz,
no estado material do gás,
assaz sem paz de ananás,
ou de animal rapaz,
da igreja o primaz
com denodo no sínodo.
Trânsfuga.
( Cidadão honorável do País das Maravilhas
com ervilhas ( "pisum sativum")
bilhas pilhas ilhas milhas da costa leste em amor este-nordeste amarelo de pintainho recém-saído do ovo bicado
quebrada a casca com aspas de aspargos por noz guardiã de amêndoa no caju, castanha...).
Andar é ir de encontro a pás
sem paz nos moinhos de vento,
ouvindo pássaros a pipilar,
grasnar, gorjear,
mas não granjear
adeptos rectos...
em grasnido de gralha,
galha no esgalho
em toca ou nicho
onde o vento dá a volta,
faz volutas nas conchas e caracóis,
para achar em achaques
arroios de arroz ao sol e lua
eivado de achas boiando à flor d'água límpida,
com serpentes enroscadas no invisível anelado
onde o paul se espraia
preguiçoso e indolente,
lânguido tremedal,
moenda de praia
para arraia e alfaia
enquanto a deusa Aglaia
uma das três Cárites
dança no ritmo das três Graças
à oitiva em fuga da melodia de Antônio Canova.
Escrever ou ler,
é o mesmo ato,
o qual discrepa
somente no fato,
vincando um dueto
no que é unidade do ser,
sendo o ato de ler,
nada além de apalpar com os olhos,
e o escrever
gravar ou grafar o ato com a mão
ao ir ao encontro à solidão
e rir na amplidão do ermo
às gargalhadas em canta-vento,
na ermida do ermitão do monte
buscando fuga no papiro,
no papel ou no pergaminho em rolos,
- na prensa de Gutemberg...
ou no museu do ermitão
( museu do eremita )
em contraponto polifônico
a tecer e tossir a possibilidade de fuga
pelo caminho ou rota da seda
aberta ao trânsfuga
pelo bicho-da-seda
e pela chinesa sem pelo
em cetim de chim
vestida e vertida
- numa trama hermética
com cetim roxo
ao olho de mandarim.
Andar é arrostar
arroios de arrozais
a plantar
suplantar
surrealizar
semear
selar (selá?!)
achar rota para a vespa,
marimbondo e vespeiro
na hora vésper
em que Vênus planeja e plana no plano de um planeta
planador solitário no ar cálido
desnudo ao olho nu
no período vespertino
rumo ao país onde o gato é a lua
com uma vastidão no sorriso
do tamanho de lua falciforme
enovelada no céu feito gato
em modo de repouso
sobre os coxins de cetim
artefato de chim
em mandarim chinfrim
no país sempre das maravilhas
onde ande a fábula louca em lebre
( ao invés de louca de pedra:
louca de lebre! ),
a sátira em pé descalça
feito monja carmelita descalça
pé-ante-pé sobre a demência ideológica pueril do chapeleiro;
a rainha, vermelha do sangue das guerras das rosas,
brancas e escarlates nas roseiras espinhosas,
tudo no espelho do olhar
de uma menina meiga e eterna
que molha os olhos no arroio do não-ser senão sonho
na mente de uma criança inocente e pura
de dois a 96 anos de existência
à sombra do idílio e das utopias pias
que a alienaram do mundo real
não-fabulista
insurreto ao surreal
dali, daqui e de acolá
que medra(!...) no chá
inglês e chinês
da vida em sociedade fabular
a satirizar a saciedade
da lagarta que fuma
e assim assume os ares de fumaça
dos homens sempre em comédia grotesca...
Todavia, Alice vê o país das maravilhas
( todos os países são países das maravilhas
dentro dos olhos límpidos de Alice! )
mergulhados em fábulas
que são águas onde o peixe-homem
( ou homem-peixe-espada )
nada ao levante de sua nadidade
respirando através das guelras
ou brânquias
que os fabulistas fabricam
ao bafejar da sorte
ou sortilégio sortido e sorvido
em sorvete a sorver.
Não sorvo sorgo.
( Ah! Alice! Dulcíssima menina!
Alice dos álamos das alas das aléias... :
Alice, ouça : todos os países se jactam maravilhosos :
entrópicos, eutrópicos, utópicos, idílicos...)
Alice não sabia
que a única maravilha
era ela que comunicava ao país
sopesado por seus olhos
- em dois arroios de rocio
da madrugada à sombra das umbelíferas
e das umbelas à mão de minha avó Maria.
A solidão de Alice
não passa ao largo
do que está na razão de três terços :
em um terço o mundo onírico refletido na vida ;
em outro terço no universo das coisas ou realidade ;
e, por fim, no terceiro terço da razão matemática
no universo paralelo da geometria euclidiana
que procede à intersecção da realidade e do realizado,
metade em Alice, que é um microcosmo,
e metade no macrocosmo,
aonde está a essência
o centauro, o fauno...
a ninfa e o deus Pã
ou Zagreu, avatar de Dioniso,
um deus com chifres
que pode evocar o bode
na religião órfica,
nos Mistérios de Elêusis,
ritos esotéricos, apenas para iniciados,
e na tragédia grega,
que canta o bode devorado pelo titãs
no coro dionisíaco,
rito exotérico, para o vulgo.
( de Dioniso a Eros, Pã e os sátiros,
o salto d animal ao homem
deixa entrever o medo abissal
cortado na garganta da Cânion,
pois do coração pulsante de Zagreu
nasce Dionisío
- reencarnação do deus do vinho :
eis o fundo dos mistérios de Elêusis
e o tema da tragedia
que versa sobre a vida e morte de Dionísio,
ou Dioniso, o deus ressuscitado
na reencarnação sempiterna do vinho
- corpo de uva e de Cristo na videira ).
Solidão e solitude
vão a pé na oitiva das palmas batidas para o vento
em dança e música com os buritis
por veredas que apertam o passo do sapato
ao encontro do espelho d'água
com a lagoa entre os coqueiros
sob chuva de marimbondos tecidos em xadrez
na feitura do corpo oblongo, longo e delgado
pela geometria da luz
- e das sombras projetadas por umbelas
pintadas por Caravaggio
ou pelo chinês em símbolo
no jogo riscado em xadrez
mensurado pela constante obtida em diâmetro
pelo "pi" radial
que dita o mal e o bem
e dista o mal do bem
para além e aquém do bem e do mal
animal ou humano.
( Em verdade, esses mistérios se referem aos seres humanos,
os únicos seres trágicos,
os filósofos com "pathos" trágico
simbolizados na linguagem da poesia :
os rituais quotidianos, comezinhos,
dos Dionísios e Alices familiares
os quais somos em essência e existência
conquanto sem ciência ou sapiência
desta realidade mesclada com realização
banhada por mar eclético ).
Alice no País das Maravilhas
é a constatação absoluta
da profunda solidão do ser humano
frente um mundo sem respostas
com os seres humanos
alienados em pessoas do discurso
- máscara ( "persona") e voz do teatro
soldado no "front"
amantes ou amigos sem intimidade
que não se tocam jamais
nem quando dançam
um desesperado e apaixonado flamengo
ou um tango, um samba, um bolero
de Ravel...em tempo ou ritmo "moderato assai",
com compassos em"ostinato"...
Solidão insondável
que das cavernas do sono
mergulhado no torpor, na modorra,
só vê sonho onde há realidade
- brutal e grotesca e amarga realidade
no tempo de fora do paço do espírito
- um tempo amargo de margaridas
com doudas borboletas
- doudas e "douradas" falenas
que douro no Rio Douro
em Sória,
nos campos de Sória,
( Oh! Campos de Sória
que com o poeta vai! ) ;
Campos de Castilha
no canto do poeta Antônio Machado
( Canto que é o sol sobre os campos! ).
nomenclatura
binomial terminologia científica verbete glossário lexicografia léxico
etimologia etimo wikcionário wiki wik dicionário onomástico filosófico
jurídico enciclopédico etimológico enciclopédia delta barsa vida obra
poesia poema antologia poética biografia pinacoteca taxonomia
taxionomia

Há países em que o estado de direito é voltado para fins domésticos, ou
seja, trata-se de um estado doméstico, no qual o estado é a
Casa do político e não o "habitat" do povo em território sem timão,
nave sem tombadilho ( onde dançam os escravos referidos em Castro Alves!
: o maior e melhor poeta em português da Terra de Vera Cruz), mastro,
mezena ou âncora ; este povo que cai na enxurrada, ano pós
ano, morro abaixo, soterrando com as encostas às costas.
Neste caso,
terra à vista desde a gávea, Brasil à vista!, o estado que há aqui,
prospera e prosperou, história fora, foi um estado anômalo : o estado
doméstico, estado de
fato, porém não de direito; logo, há a base física do estado : a terra e
o povo, mas não o direito, o qual está apenas na ficção
jurídica, não no estado, que é fático, não jurídico ou jurígeno, o qual
é ignorado pelas pobres e as decadentes elites pouco inteligentes
e, consequentemente, não esclarecidas, vincadas no de mau caráter.
Elites
estúpidas não passam do fato ao direito, não separam essas noções,
pois esse passo titânico depende da evolução intelectual do povo,
enquanto etnia. Essa operação intelectual é produzida por seus
sacerdotes e escribas, que fazem parte do poder, tem um dos três ou
quatro poderes do estado e, portanto, liberdade e vigor e pachorra para a
produção intelectual, que vem com o ócio, com as classes ociosas dos
pensadores que escrevem a crônica do povo ( os historiadores), cantam
seus feitos ( os poetas épicos ) e pensam seus deuses ( os poetas em
suas teogonias e os pensadores e teólogos, moralistas, fabulistas em
suas "filosofias" pragmáticas, utilitárias, mas abstratas e abstrusas,
que assentam as primícias das linguagens matemáticas que depois atinge a
física, a ciência, enfim).
O objeto do estado de fato, objeto fático, vínculo de estado e direito,
pela subsunção, na união final de direito e fato, no caso, estado de
fato, subsunção que
dá o objeto da ciência jurídica, o qual controla ou visa controlar
relações de fato através de aplicações de ilações de direito, porque se,
da hipótese no direito positivo ( lei) ao fato coincidente ou descrito
claramente com a hipótese legal, se não perfaz o caminho que dá
nessa fusão de fato natural, social, cultural e hipótese jurídica
descrita em lei, deixando, destarte, de
existir
duplamente ou em dois, porquanto tal relação somente é possível na
forma de
gêmeos germanos ou siameses, quando, então, é necessário, não
contingente ou acidenta, na consonância das gnoseologias de Kant e
Aristóteles. Sem esse vínculo indissolúvel, é apenas mais
um par em divórcio frequente : duas vozes discrepantes, dissidentes,
incompatíveis. Assim, em divórcio, é objeto
fantasma, fantasmagórico sem fato nem tampouco direito algum a se
reportar.
Aliás, muitos cientistas ignoram o conceito de
objeto e muito menos têm ciência da bipartição do objeto em objeto de
fato e objeto de direito, os quais, ao se ligarem no mundo, com a
alienação do pensamento do cérebro no mundo, ou seja, na junção de fato e
lei (hipótese legal). A lei é o direito posto ou positivo; o direito em
si é negativo, filosófico, uma nadidade cujo objeto está posto em
símbolos e signos no ser. Aliás, nos seres do discursos, que são vários e
obedecem ao comando das linguagens e do não-ser, que é o negativo do
negativo. O ser negativo do não-ser ;do não-ser ainda, do vir-a-ser,
porquanto não há ser para trás do tempo, ser-que-foi, ser-ido nos idos
do tempo, conquanto exista um pretérito em verbo, mas não em tempo
vital, real, atual, atuante, tempo-ator ou tempo-em-ato, que é o fio do
tempo real, existencial, não essencial, de realidade e realização e não
a nadificação que implica o ser e o não-ser.
Pela explanação
supramencionada é possível ler as linguagens matemáticas que vieram da
filosofia e da ontologia, principalmente, pois a ontologia é a mãe do
objeto e dos monstros conceptuais que distam ser e não-ser, na
negatividade que desfaz e assim analisa o positivo, o posto enquanto ser
nas coisas, nos objetos, nos fenômenos, etc.
O senso comum e a gramática vêem o objeto não
como um ser dado pelo ser do homem, na ligação ou intersecção do
interior do homem ao mundo
exterior ( união estável do macrocosmo e microcosmo), natural, real (
constituído de coisas, não em-si, mas para o olho do outro ou o olho do
furacão, que tudo vê ); logo, no senso comum e na gramática, o objeto é
desenhado sobre o corpo físico, produzido pela indústria do homem (
entenda-se por indústria : trabalho), no artefato, objeto produzido pela
técnica, sob os rascunhos ou esboços em equações que exprimem a
linguagem da ciência; este artefato, indubitavelmente, não deixa de ser
um
objeto, no caso, objeto do fazer da ciência e técnica, com linguagem e
produção; contudo, não se trata de um estudo sobre o artefato, que,
assim, não é objeto de ciência enquanto
considerado meramente como artefato, produção cultural, ao invés de
objeto de estudo, que tem os dois lados da moeda.
É, tão-só, objeto de
técnica e linguagem da ciência, mas não objeto de ciência mais, pois há o
pressuposto lógico e óbvio que, se é artefato, produto humano ou da
cultura, já foi estudado enquanto objeto antes de se transformar em
artefato humano que, pode, inobstante, vir-a-ser objeto de ciência, pois
o artefato é outro objeto, um objeto realizado ( não um mero objeto da
realidade ou natural, porém produzido pelo labor humano, com ciência na
etnologia ou etnografia. Fora isso, como artefato puro, não é objeto,
ou deixou de ser objeto, ou ainda é apenas coisa. Donde se conclui que,
na contemplação da etnologia é objeto de
estudo científico; na gramática, objeto do sujeito, em relação ao
sujeito e para o sujeito, dentre outros objetos possíveis e passíveis de
estudo que pode ser em milhões ou bilhões ou estar nesses números
encravados, se não passa ao infinito matemático, infinito de linguagem.
O
objeto de estudo da ciência está no
envoltório do fenômeno; entretanto, não é uma fenomenologia, senão no
homem, ou
no pensamento do homem, que ocorre como ato, analisando a "transliteração"
de ato a fato ou seja, o estudo do
próprio fenômeno, pela filosofia. A filosofia, assim como o direito, não
tem objeto, mas objetivo; logo, no discurso privilegiado da filosofia
não é estudo do objeto o que ocorre , pois a
filosofia não estuda objetos, não tem objetos para estudo, não se declina sobre objetos, como sói com a ciência,
mas somente sobre atos e fatos mentais e naturais, processos cognitivos.
Na ciência, ao
contrário, acontece o estudo do
objeto que os sentidos lança, atira no ar, através dos sentidos, que
então os estuda; portanto, na ciência, o fenômeno é estudado, sendo o
fenômeno,
então, um objeto de ciência.Sim, o fenômeno é algo lançado pelos
sentidos, é objeto passível de estudo pela ciência; todavia, é muito
mais que isso, pois envolve atos e fatos que são analisados
no crivo da filosofia ( não estudados), pois ali há inúmeros objetos,
de um vez dados
aos sentidos, grudados, inseparáveis ( feito cascavéis), indissolúveis, e, como é impossível
estudá-los assim, como vários objetos colados
uns aos outros, o jeito é entregar esse "estudo" holístico à
filosofia, pois é um estudo sem objeto singular, porém com uma
infinidade de
objetos amalgamados, plurais, porém indissolúveis, impossível de
dissociarem-se em objetos individuados pelo sujeito que os sonda desde
os sentidos, sem se lograr distinguir formas e conteúdos
substanciais determinados, individuados, porquanto vêem em cambulhão, de
enxurrada, como uma
onda de luz, eletromagnética ou do mar, do rio.
Assim amalgamados, é da alçada da filosofia, que não visa objetos, porém
traça e observa objetivos, valorando-os ou não. Amálgama de axiologia e
fenomenologia. A filosofia não tem mais a função de estudar o objeto,
mas de estudar o estudo : epistemologia. O estudo do objeto concerne à ciência.
O
objeto é algo assim como uma não-coisa, dado pelos sentidos, por trás
do qual está o sujeito; o objeto existe somente coberto
pelo véu dos olhos que olham e vêem sob o véu de luz ou trevas que o
cobre, o esconde, tal qual o véu ou a burca esconde a face da mulher,
vela a face e pelo véu do mundo interior do homem, onde o objeto é
recebido e emitido, no vaivém do ser e não-ser, que forma o conhecimento
e dá seu conteúdo.
Um estado sem direito está descrito por Castro
Alves no poema "O Navio Negreiro", obra-prima da literatura mundial,
poesia de primeira grandeza ou da maior grandeza. Estrela alfa na
constelação da Virgem, de Órion, da Cão Maior ou Menor, da Ursa.
Há países em que o estado de direito é voltado para fins domésticos, ou
seja, trata-se de um estado doméstico, no qual o estado é a
Casa do político e não o "habitat" do povo em território sem timão,
nave sem tombadilho ( onde dançam os escravos referidos em Castro Alves!
: o maior e melhor poeta em português da Terra de Vera Cruz), mastro,
mezena ou âncora ; este povo que cai na enxurrada, ano pós
ano, morro abaixo, soterrando com as encostas às costas.
Neste caso,
terra à vista desde a gávea, Brasil à vista!, o estado que há aqui,
prospera e prosperou, história fora, foi um estado anômalo : o estado
doméstico, estado de
fato, porém não de direito; logo, há a base física do estado : a terra e
o povo, mas não o direito, o qual está apenas na ficção
jurídica, não no estado, que é fático, não jurídico ou jurígeno, o qual
é ignorado pelas pobres e as decadentes elites pouco inteligentes
e, consequentemente, não esclarecidas, vincadas no de mau caráter.
Elites
estúpidas não passam do fato ao direito, não separam essas noções,
pois esse passo titânico depende da evolução intelectual do povo,
enquanto etnia. Essa operação intelectual é produzida por seus
sacerdotes e escribas, que fazem parte do poder, tem um dos três ou
quatro poderes do estado e, portanto, liberdade e vigor e pachorra para a
produção intelectual, que vem com o ócio, com as classes ociosas dos
pensadores que escrevem a crônica do povo ( os historiadores), cantam
seus feitos ( os poetas épicos ) e pensam seus deuses ( os poetas em
suas teogonias e os pensadores e teólogos, moralistas, fabulistas em
suas "filosofias" pragmáticas, utilitárias, mas abstratas e abstrusas,
que assentam as primícias das linguagens matemáticas que depois atinge a
física, a ciência, enfim).
O objeto do estado de fato, objeto fático, vínculo de estado e direito,
pela subsunção, na união final de direito e fato, no caso, estado de
fato, subsunção que
dá o objeto da ciência jurídica, o qual controla ou visa controlar
relações de fato através de aplicações de ilações de direito, porque se,
da hipótese no direito positivo ( lei) ao fato coincidente ou descrito
claramente com a hipótese legal, se não perfaz o caminho que dá
nessa fusão de fato natural, social, cultural e hipótese jurídica
descrita em lei, deixando, destarte, de
existir
duplamente ou em dois, porquanto tal relação somente é possível na
forma de
gêmeos germanos ou siameses, quando, então, é necessário, não
contingente ou acidenta, na consonância das gnoseologias de Kant e
Aristóteles. Sem esse vínculo indissolúvel, é apenas mais
um par em divórcio frequente : duas vozes discrepantes, dissidentes,
incompatíveis. Assim, em divórcio, é objeto
fantasma, fantasmagórico sem fato nem tampouco direito algum a se
reportar.
Aliás, muitos cientistas ignoram o conceito de
objeto e muito menos têm ciência da bipartição do objeto em objeto de
fato e objeto de direito, os quais, ao se ligarem no mundo, com a
alienação do pensamento do cérebro no mundo, ou seja, na junção de fato e
lei (hipótese legal). A lei é o direito posto ou positivo; o direito em
si é negativo, filosófico, uma nadidade cujo objeto está posto em
símbolos e signos no ser. Aliás, nos seres do discurso, que são vários e
obedecem ao comando das linguagens e do não-ser, que é o negativo do
negativo. O ser negativo do não-ser ;do não-ser ainda, do vir-a-ser,
porquanto não há ser para trás do tempo, ser-que-foi, ser-ido nos idos
do tempo, conquanto exista um pretérito em verbo, mas não em tempo
vital, real, atual, atuante, tempo-ator ou tempo-em-ato, que é o fio do
tempo real, existencial, não essencial, de realidade e realização e não
a nadificação que implica o ser e o não-ser.
Pela explanação
supramencionada é possível ler as linguagens matemáticas que vieram da
filosofia e da ontologia, principalmente, pois a ontologia é a mãe do
objeto e dos monstros conceptuais que distam ser e não-ser, na
negatividade que desfaz e assim analisa o positivo, o posto enquanto ser
nas coisas, nos objetos, nos fenômenos, etc.
O senso comum e a gramática vêem o objeto não
como um ser dado pelo ser do homem, na ligação ou intersecção do
interior do homem ao mundo
exterior ( união estável do macrocosmo e microcosmo), natural, real (
constituído de coisas, não em-si, mas para o olho do outro ou o olho do
furacão, que tudo vê ); logo, no senso comum e na gramática, o objeto é
desenhado sobre o corpo físico, produzido pela indústria do homem (
entenda-se por indústria : trabalho), no artefato, objeto produzido pela
técnica, sob os rascunhos ou esboços em equações que exprimem a
linguagem da ciência; este artefato, indubitavelmente, não deixa de ser
um
objeto, no caso, objeto do fazer da ciência e técnica, com linguagem e
produção; contudo, não se trata de um estudo sobre o artefato, que,
assim, não é objeto de ciência enquanto
considerado meramente como artefato, produção cultural, ao invés de
objeto de estudo, que tem os dois lados da moeda.
É, tão-só, objeto de
técnica e linguagem da ciência, mas não objeto de ciência mais, pois há o
pressuposto lógico e óbvio que, se é artefato, produto humano ou da
cultura, já foi estudado enquanto objeto antes de se transformar em
artefato humano que, pode, inobstante, vir-a-ser objeto de ciência, pois
o artefato é outro objeto, um objeto realizado ( não um mero objeto da
realidade ou natural, porém produzido pelo labor humano, com ciência na
etnologia ou etnografia. Fora isso, como artefato puro, não é objeto,
ou deixou de ser objeto, ou ainda é apenas coisa. Donde se conclui que,
na contemplação da etnologia é objeto de
estudo científico; na gramática, objeto do sujeito, em relação ao
sujeito e para o sujeito, dentre outros objetos possíveis e passíveis de
estudo que pode ser em milhões ou bilhões ou estar nesses números
encravados, se não passa ao infinito matemático, infinito de linguagem.
O
objeto de estudo da ciência está no
envoltório do fenômeno; entretanto, não é uma fenomenologia, senão no
homem, ou
no pensamento do homem, que ocorre como ato, analisando a "transliteração"
de ato a fato ou seja, o estudo do
próprio fenômeno, pela filosofia. A filosofia, assim como o direito, não
tem objeto, mas objetivo; logo, no discurso privilegiado da filosofia
não é estudo do objeto o que ocorre , pois a
filosofia não estuda objetos, não tem, não se declina de objetos,
mas somente sobre atos e fatos mentais e naturais.
Na ciência, ao
contrário, acontece o estudo do
objeto que os sentidos lança, atira no ar, através dos sentidos, que
então os estuda; portanto, na ciência, o fenômeno é estudado, sendo o
fenômeno,
então, um objeto de ciência.Sim, o fenômeno é algo lançado pelos
sentidos, é objeto passível de estudo pela ciência; todavia, é muito
mais que isso, pois envolve atos e fatos que são analisados
no crivo da filosofia ( não estudados), pois ali há inúmeros objetos,
de um vez dados
aos sentidos, grudados, inseparáveis ( feito cascavéis), indissolúveis, e, como é impossível
estudá-los assim, como vários objetos colados
uns aos outros, o jeito é entregar esse "estudo" holístico à
filosofia, pois é um estudo sem objeto singular, porém com uma
infinidade de
objetos amalgamados, plurais, porém indissolúveis, impossível de
dissociarem-se em objetos individuados pelo sujeito que os sonda desde
os sentidos, sem se lograr distinguir formas e conteúdos
substanciais determinados, individuados, porquanto vêem em cambulhão, de
enxurrada, como uma
onda de luz, eletromagnética ou do mar, do rio.
Assim amalgamados, é da alçada da filosofia, que não visa objetos, porém
traça e observa objetivos, valorando-os ou não. Amálgama de axiologia e
fenomenologia. A filosofia não tem mais a função de estudar o objeto,
mas de estudar o estudo : epistemologia. O estudo do objeto concerne à ciência.
O
objeto é algo assim como uma não-coisa, dado pelos sentidos, por trás
do qual está o sujeito; o objeto existe somente coberto
pelo véu dos olhos que olham e vêem sob o véu de luz ou trevas que o
cobre, o esconde, tal qual o véu ou a burca esconde a face da mulher,
vela a face e pelo véu do mundo interior do homem, onde o objeto é
recebido e emitido, no vaivém do ser e não-ser, que forma o conhecimento
e dá seu conteúdo.
Um estado sem direito está descrito por Castro
Alves no poema "O Navio Negreiro", obra-prima da literatura mundial,
poesia de primeira grandeza ou da maior grandeza. Estrela alfa na
constelação da Virgem, de Órion, da Cão Maior ou Menor, da Ursa.
dicionário
wiki wik dicionário wikcionário verbete glossário etimologia etimo
biografia obra vida pinacoteca enciclopédia delta barsa léxico
lexicografia dicionário onomástico filosófico científico jurídico
enciclopédico etimológico nomenclatura binomial terminologia científica taxonomia taxionomia
Era natal.
Morava então em uma casa grande e velha...
- Amo habitar os extensos sobrados
que não sobram
em sombras sóbrias
nem tampouco em porões sombrios com assombrações
- mui sombrias!
e à sombra dos sótãos
sobranceiros...
Natal.
Não morava na Morávia :
morava em morada enamorada do natal
sob a estrela da noite
que rasgava todo véu negro
dentro da alma da criança.
Foi pelos idos do natal.
Meu filho orçava então
pelos dois anos
e ganhara uma metralhadora de brinquedo ( óbvio! )
que emitia um som algo cantante
e uma luz rutilante.
Pu-lo ao colo e fui rua fora
até a casa de mãe.
Irradiava o pequenino
uma alegria contagiante
- protegido por uma armadura de cavaleiro medieval
zelosa no mantenimento daquela felicidade perfeita,
rotunda,
sem barafunda,
do menino
sob meus auspícios,
armado cavaleiro, tamanho meu exagero
no zelo.
Também eu,
que não morava em Belém,
naquela noite de Jesus-menino,
a qual cintilava na estrela
que era a alma do meu menino...,
- eu também!,
naquela noite feliz,
fora consagrado cavaleiro templário,
mais um Pobre Cavaleiro de Cristo!,
pelo Rei de Copas,
herói arquetípico,
arcano.
O rasto desse menino feliz
e seu pai alvoraçado
pode ser rastreado no pó
de algum arcanjo de esquina
bêbado num bar
a dialogar com o poeta
Verlaine em seu paul
- até dar com a face ao rés do chão! :
Ébrio.
Descaído.
Aquele rastro nunca será apagado
da face da terra :
- é raiz eterna no chão plantada!
Radical do chão
eterno
porque Deus andou por cima dele
- daquele solo sagrado!
como o faz toda criança
sobre sapatos e sandálias de adulto
- pé no chão
cabeça nas nuvens do chapéu.
Nefelibata.
Natal.
Um menino-Jesus
e uma menina-Jesus
inclinavam-se sobre um presépio
onde não estava Jesus em menino
que fugira para o Egito
consoante o oráculo do profeta
registrado pela crônica
na expressão do afresco de Giotto
que capta a travessia
do filho indo para aonde o pai chamara.
( "Do Egito chamei o meu filho",
vaticinou o profeta ).
fuga
para o egito egipto giotto di bandone pintor italiano afresco fresco
artista arte vida obra giotto biografia dicionário filosófico científico
etimológico enciclopédico onomástico onomástica etimologia etimo
verbete glossário léxico lexicografia wikcionário wik wiki dicionário
wikdicionãrio wikipédia wikisource

O Brasil é um estado de fato, isto é fato, porém não um estado de
direito, com aparato legal, legítimo; isto não é, nem tampouco pode
ser, pois não tem povo
ativo na cultura e qualificado pela educação para conceber e exercer o
direito, nem sequer se formou aqui uma elite genuína. Somos subjugados
por uma elite espúria que, de elite, só tem a pecha, graças à sua
superioridade política e, concomitantemente, econômica, fundadas, ambos,
no crime. De fato e de direito, não constitui-se numa escol
propriamente dita, mas de uma escória de arrivistas que, num dado
momento, de jogos de dados, no Cassino da história truncada do estado,
tomou de assalto o poder e passou a comandar e a assegurar a sua
hegemonia com seu inúmeros crimes.
É um estado de senhores domésticos,
o Brasil, um estado doméstico, uma empresa ou casa daqueles que dividem
os três
poderes da República entre seus grupos : os grupos do executivo, os
agrupamentos do legislativo e , por fim, os homens agregados ao poder
judiciário ou judicante, cada um dos aparatos de poder sendo mais mais
importante e útil para a outra instância do outro poder que, qualquer
um dos três, ou o trio (assombro!) junto para a população abandonada a
vegetar sem a assistência de nenhum poder, senão for poder para
encarcerá-los ou esquartejá-los tal qual se fez com o alferes
Tiradentes, que acabou agonizante na forca, no patíbulo. O pobre paga
com a vida, a tortura e a execração pública qualquer pequeno delito que
cometa ou caso venha ousar a reivindicar qualquer direito político ou
econômico, porquanto tais reivindicações despertam uma fúria
desproporcional.
Sendo, como o é, este país da Vera Cruz ( de fato! : a verdadeira cruz
está aqui, neste país, às espáduas de seus cidadãos em cidadania, senão a
fictícia) , um estado de fato, estado doméstico, sua política e
economia..., enfim, tudo o
que o estado provê, não é para o povo deste país, porém para os senhores
locados e galgados aos poderes, que, por sua vez, obedecem àqueles cuja
incumbência é a de financiar os poderes, os quais são, a saber : os
grandes empresários e as
Ciclópicas Corporações nativas ou alienígenas; outrossim, as Igrejas, os
donos dos
meios de comunicação, etc., mandantes ou mandatários de fato, que
ordenam o que trazem do "Ordenamento Jurídico" e outras leis
assim"afonsinas": "Ordenações Afonsinas", "Filipinas"...
Os três poderes não funcionam senão na lógica e logística doméstica,
reinante na
velha Casa Grande simbólica, alegórica, que nunca sai do meio do
caminho ( meio do caminho tombado pelo poeta Drummond, em "Minas não há
mais...") , nem tampouco de dentro do sapato que colheu uma pedra na
metade do
caminho ínvio, tortuoso, escuro de Dante, o cantor do inferno. Boca de
fogo ou forno. Para o povo, não obstante, esses poderes não
tem função alguma ( só se for função zeta!), excepto para punir com
rigor e coibir os mínimos passos dos pobres eleitores, que elegeram
quem lhes toma o dinheiro e bate-lhes com as varas da Justiça. Que
justiça!
Os três poderes de fato são harmônicos, de uma harmonia paradigmática,
raro observar desentendimento entre eles,
pois um "lava a mão do outro" e assim fica tudo em casa, na Casa Grande,
sem conflitos. Para o pobre despudorado a senzala nas favelas e o
pelourinho ( hoje no corpo espinhoso da lei-ouriço ) é a lei vigente na
carne viva, em chagas, após os açoites impiedosos, o exercício pleno da
crueldade, que marca este estado sem direito para a maioria absoluta da
população, ainda tratada como escravos nas Casas Grandes dos Três
Poderes, que podem tudo contra a população escravizada, reduzida a
animais de carga.
Os poderes agem como se não houvessem abolida a
escravidão neste país para escravos, eufemisticamente denominados de
proletários e outros nomes para o lúmpen-proletariado. eufemismos que
ocultam os fatos atrás do direito que não é para todos, mas para inglês
ler e maravilhar-se.
No que tange aos empresários onerados com fortunas de tributos pesados,
tudo não passa de um mito, que não entra em modo de rito, senão no carnaval, mas
apenas em fantasias e alegorias de Escolas de Samba, com seus enredos
dóceis, inofensivos, fingindo na ginga e no canto que tudo vai bem
demais neste país dos carnavais e marchinhas. Quem paga tudo é o povo, os desvalidos, os miseráveis de Vitor Hugo.
Os
empresários sonegam,
mormente os grandes, enquanto a lei fecha o olho e dorme o sono dos
justos, pois os donos das empresas, em geral, são filhos da casa, da
casa Grande, ou apaniguados, e têm
informações privilegiadas, pois o estado é do pai, tios, parentes,
enfim, dos amigos do peito. Por ter o bizarro direito à sonegação, não
se preocupam com a corrupção, que até os beneficia,
pois, em geral, estão no esquema dos processos licitatórios, e o
dinheiro perdido com a sonegação é dinheiro do povo, porquanto sendo
alguns dos principais tributos deste estado, tributos indiretos, não
oneram as empresas, que os recolhe para repassar ao governo, mas antes
disso, quando o repasse ocorre, o que nem sempre é certo, são
utilizados como investimento às empresas, pelo menos pelo tempo que
estão no poder dos empresários.
Os empresários não pagam certos impostos; logo, quem os paga é a
população, que é
furtada, ludibriada por brechas abertas de propósito no direito, que,
num estado que não reconhece o direito a todos, mas somente a alguns,
aos quais é estendido todo direito ( um direito doméstico, concernente a
alguns indivíduos, mas não extensivo ao estado, senão quando
conveniente) é o povo quem se encarrega de todo o pagamento, de
sustentar a sociedade, seus luxos e ociosos.
O povo, que, por sua ignorância, não podem ter dignidade e se
vendem mais barato que qualquer pobre prostituta, não têm instrução
suficiente para entender o processo criminoso que se monta contra eles e
que eles, os homens do povo, e as mulheres, sustentam, principalmente
votando nas mesmas pessoas, eleitas somente para dilapidar o
patriminônio e os recurso que entram no erário e saem nas mãos dos
mágicos políticos e prestidigitadores habilíssimos.
A população é educada e cresce dentro de uma cultura ( conjunto de
valores e artefatos, etc.) que os faz indigentes, intelectual e
fisicamente, ignorantes,
ineptos para ler a realidade e os complôs políticos, e , destarte, são
alijados de qualquer processo social ou consciente; e sendo esta
população constituídas precipuamente destas pessoas tornadas inócuas,
que formam a esmagadora maioria dos
eleitores, que elegem e parecem legitimar sempre os mesmos candidatos,
as mesmas atitudes criminosas dos corruptos e corruptores, quer os meios
de
comunicação esclareça ou não que os candidatos cometeram ilícitos. Os
miseráveis (
sem pai : sem Vitor Hugo) acham normal que os ricos candidatos fiquem
ricos assaltando feito bandoleiros e piratas o erário, pois têm
atavicamente o hábito de crer que a a casa, a Casa Grande , que abriga
os Três poderes, pertence por direito inalienável aos eleitos, porquanto
este modo de
pensar está impregnado nos costumes, consubstanciado, arraigado,
atávico ( é um atavismo avoengo! ), e é parte da
integrante da cultura do miserável, que no Brasil, é o principal
eleitor destes políticos
que estão aí há anos sem fim, perpétuos no poder,
vitalícios.Inevitáveis.
As pessoas instruídas, na terra de Pindorama, do pau-brasil, o pau em
brasa, na metáfora para o vermelho-fogo, não elegem senão um minimo de
políticos, e assim são lesadas pelo poder público, que se aproveita da
empatia que um corrupto ocasiona em outro corrupto ou no corruptor :
esta a relação do povo analfabeto e miserável com maioria sempre eleita
neste país de mandatos eternos, apenas trocando de governador para
deputado ou senador, e outros cargos de favores ou por eleição.
De
mais a mais, lamentavelmente, as pessoas que não votam nestes políticos
em círculos viciosos, são a classe média que, por seu turno, não é uma
classe única, mas possui variegadas segmentos ; classe média baixa,
alta, média-média ( que vai de Medeia a Medusa ) e cuja maioria, em
torno de 60%, (no mínimo!), é constituída de analfabetos funcionais ou
virtuais, além de muitos indivíduos serem afetados pelo atavismo
recorrente, de onde emerge o pernóstico com o ranço que sempre estraga o
pensamento das pessoas aqui, as quais não tem paladar ou gosto algum,
são insípidos e retrógradas e tendem, invariavelmente, a atender os
ditames do costumes, dos péssimos costumes que aniquilam o agrupamento
social deste país de tantos tolos e inúmeros tresloucados.
nomenclatura
binomial terminologia científica glossário verbete léxico lexicografia
historiografia etimologia etimo wikcionário dicionário filosófico
onomástico científico etimológico enciclopédico enciclopedia delta barsa
biografia vida obra pinacoteca goya
O Egito fez das pirâmides seus museus contextuais : a arte, o poder
político, a religião, o trabalho excedente, a ciência e a tecnologia
rodeia o diâmetro da pirâmide, assim como a vida do povo e do faraó e
dos
sacerdotes. Na estrutura piramidal toda arte, desenhos, pinturas,
geometrias, filosofia, comportamento e normas do Antigo Egito. Em
companhia do faraó plenipotente vinha toda a vida do Egito na história e
na religião, narrada em hieróglifos e retratos do cotidiano.
O luxo, a soberba e o desperdício, a prodigalidade e a liberalidade do
senhor do Egito em seu derradeiro ato, fazia parte da economia dos ritos
faraônicos, cuja megalomania era patente e cultural. Parece que, com o
sepultamento do
faraó, os egípcios pensavam em comprar, subornar, sabotar, lograr ou
distrair os deuses com uma montanha de ouro, arte, vida e presentes
ofertados sem parcimônia. O faraó era pródigo como todo rico, avesso à
economia, excepto a do povo pobre coagidos por lei de mercado a pagar a
conta, a fim de sustentar a luxúria e volúpia, bem como todos os vícios
dos opulentos.O faraó é a figura nuclear, o cerne da vida egípcia.
Ao dominar as linguagens, construindo uma língua, falada
e, principalmente, escrita ( hierático, hieróglifos, demótico, copta, no
caso específico do Antigo Egito dinástico ) , desenhada, conceptual,
sagrada e profana, o
homem, no caso, o egípcio dos arcaicos impérios ou reinos, conquista o mundo a seu redor e tende a se expandir ao cosmos
infinito
através das linguagens-substratos que se estão no fundo abissal da
língua que fala e
escreve, desenha e geometriza, pensa e ri, extrapola a mediocridade ocre
e a vida prosaica do arrivista que sonha em se locupletar
impunemente,consoante há um código oculto e toda sociedade que
proporciona e estimula tal enriquecimento ilícito ou enriquecimento
político.
Amealhar fortuna e poder é a finalidade do político. Ademais
finalidades ou objetivos são conteúdos vazios nos discursos para pobres que
esperam e desesperam esperando pelas suas benesses, quando as há, no
próprio interesse egoísta. O larápio homenageado é o político, o eleito
pelo povo para ter o direito inalienável de roubar, furtar ao erário,
onde a população pinga as moedas lavadas o suor do trabalho. Existe
melhor lavagem de dinheiro?!
A
linguagem ( que são muitas) medem, equacionam, dão significação e
significação à vida; conquistada e dominada a língua, o homem não tem mais
limites no conhecimento ou ciência, pois a linguagem possibilita toda a
arte, que cria a técnica abstrata e concreta e o pensamento contextual,
porquanto a linguagem ( linguagens) tem validade contextual; exilada do
contexto de onde derivaram a língua e as linguagens que a acompanham,
pouco valem para o leitores e hermenêutas, exegetas externos à cultura,
quer seja para ler um livro ou uma frase na língua original, mergulhada
em linguagens, que ficam no fundo e , por isso, passam despercebidas,
não são lidas; estão mortas tal qual a cultura e o homem que a vivia no
dia-a-dia, no rame-rame, fru-fru das onomatopéias. São barradas à visão
do estrangeiro ou do estudioso pela conotação perdida, não mais
passível de reconstrução.
No Egito, civilização cujo excedente de
produção está óbvio na estrutura e tempo que as pirâmides tomavam, como
obras de arte, de vida, e de ciência, religião e pensamento político,
bem como ação : era uma civilização rica, com enormes reservas, das
quais podiam até esbanjar tamanha a opulência do reino. Fausto e fastio observado
nos ritos funerários.
Falavam o demótico, língua do povo, o copta,
que era um grego sórdido, idioma para felás, não obstante escreviam com
arte suprema e superior erudição na língua dos hieróglifos, no qual se
expressa o livro dos mortos e, provavelmente, nas suas linguagens
matemáticas, científicas e técnicas, enfim, que não estão em copta sujo
ou no demótico para simplórios, aonde guardavam em segredo , a sete
chaves, seu conhecimento, sua sabedoria tirada às linguagens cósmicas,
que "falam", e "escrevem" por toda parte, inclusive em geometrias ( as
geometrias não são várias na mesma cultura, nem tampouco em culturas
diversas, independente do grau de maturidade
da civilização, da sofisticação da língua : são de fato uma só
geometria, insulada numa cultura e língua, com linguagens que buscam um
referencial próprio a cada cultura, porquanto a ciência é uma só em
qualquer cultura e
civilização, consoante seu estágio de desenvolvimento e envolvimento
intelectual, pois a ciência é linguagem no bojo de linguagens, no âmbito
de uma língua e um comportamento tocado por uma maneira de pensar o
mundo e o homem em sua axiologia).Não há duas matemáticas, há duas ou
mais abordagens da matemática de um cultura ou de culturas díspares,
insuladas em seu pensar o mundo em linguagens matemáticas desenvolvidas,
bem como várias linguagens para exprimir a matemática numa mesma cultura
ou em cultura alienígena, a qual não tempos como ler e,
consequentemente, compreender em contexto.
Tendo
uma língua culta, constituída de variedades de linguagens subjacentes,
chegado a um grau de refinamento, a uma literatura de primeira
qualidade, que somente alguns homens de alto nível mental, intelectual, é
capaz de compreender e utilizar com proficiência, a cultura
abre as portas à civilização e ao surgimento dos homens inteligentes,
dos gênios, sábios, os eruditos,
tão extraordinariamente dotados de tal grau de inteligência que, tendo
seus feitos intelectuais e técnicos, narrados com pretensões históricas,
pelos homens comuns, ou ordinários, levam a credulidade dos incautos a
passar a narração de história à lenda e ao mito divino,
abrigando, inclusive a crença infantil de que tais homens eram
extraterrestres, pois os extraterrestres são os deuses aptos para
atender a um tempo de alto nível tecnológico, ou seja, justificar com
uma tecnologia miraculosa, oriunda da mente de gênios telúricos, errar
pela seara da poesia épica e da mistificaçao religiosa ou cultura.Uma
línguas que atingiu as raias da erudição, tem um livro fundamental, pelo
menos : Bíblia, Corão, Teogonia, Os sertões, Os Lusíadas, A Eneida, A
Odisséia, As Metamorfoses, Os Upanixades dos Vedas, etc.
Os gênios e
os sábios supremos,
cujos feitos são heróicos e aparentemente impossíveis ou improváveis
de serem realizados pelo simples mortal, no contexto atual, e,
mormente, no contexto de um tempo nu de tecnologia, a menos na
literatura do espaço vazio que a história não pode preencher, nem
tampouco vincular ao que é humano ("demasiado humano" ) entram pela
perna da lenda e saem pelo pé do mito, atendendo os ditames e as
lacunas que o contexto da
cultura que os lê não pode penetrar naquele universo escrito, cifrado
pela cultura que o escreveu e leu em seu mundo único. Então nascem os
heróis, deuses, extraterrestes, consoante o
contexto que lê e reescreve a língua e linguagens dentro de si, como se
isso fosse possível de levar a cabo.
A leitura da Pedra ou estela de
Rosetta é descontextualizada u recontextualizada para à época e o
momento em que vivia Champollion, que não deixa de ser um gênio
extraordinário, um verdadeiro extraterrestre em sentido figurativo,
pois, pelo que se sabe, se existem ( e existem!) extraterrestes, esses
são bactérias ou extremófilos analfabetos, que não lêem em grego,
demótico, copta ou em hieróglifos. Quiçá possam as bactérias ler algo em
geóglifos, nos textos fragmentados e seccionados que a terra produz
desde os primórdios, antes das epopeias humanas-homéricas, da ciência em
verso de Hesíodo. A leitura da Pedra ou estela de Rosetta ainda aguarda
contexto.
A linguagem, que se polariza, modifica-se ,
consubstancia-se em linguagens, sendo essas linguagens a ciência mesma em sistemas para diletantes e profissionais.
Povos de linguagem oral ou tradição oral não evoluem muito em
conhecimento técnico ou intelectual. Sem o acréscimo do intelecto pelas
linguagens o conhecimento é pífio, repetitivo, travado no limite,
bastardo. É essencial os signos e símbolos e suas gramáticas e normas
diversas para que o intelecto tome à mão sua ferramenta abstrata que
vem constituir um mundo à parte, de linguagens e nas linguagens, as
quais permitem escrever ou desenhar os conceitos que nortearão o
conhecimento, seus princípios de razão suficiente, sua axiomática,
teorética, doutrinas, seu pensamento, enfim, envolto por essas formas de
linguagens figuradas.
O que se fala e escreve numa linguagem ou numa
"dinastia" de linguagens, não pode ser lida, senão restritivamente, em
outro sistema linguístico, que não apresenta senão a língua, mas não as
linguagens e suas mazelas,suas "idiossicrasias", idiotismos,
particularidades intraduzíveis, por próximo que seja povo em etnia, em
tempo e espaço que os separa e circunda.
Essas linguagens também
cria formas ou geometrias e ideias que se sobrepujam conforme a
necessidade e os objetivos. Senão vejamos: arco mongol difere e muito
dos demais arcos, pois as linguagens que o elaboraram tinha um diálogo
diversificado quanto aos objetivos perseguidos com perseverança de homem obcecado.
As pirâmides maias, astecas, toltecas, inca, não guardam
similitude verdadeira com a pirâmide egípcia, conscientemente, porque
são objetos realizados por outra cultura com suas linguagens
inconfundíveis; exceto na leitura que fazemos delas através da ótica
da geometria ocidental e as ideias de Platão, que nos dão a ler o que
está escrito nas linguagens do filósofo da academia e nos "desenhos" com
a arte abstrata de Euclides. Parece até que Platão e Euclides eram a
mesma pessoa, pois as formas de Euclides correspondem às ideias de
Platão e lhe dão formas econômicas de linguagens do desenho,
simplificação que torna a ciência, inclusive a das pirâmides, possível,
senão decorre necessariamente de uma a outra. Esse encontro ou
intersecção ocorre por necessidade, funda toda a engenharia e
arquitetura, o desenho técnico e artístico e fornecem objetos à ciência e
à filosofia : ontogênese.
Lemos o que sabemos e podemos ler dentro de
um contexto linguístico e principalmente de linguagens que a fonte da
leitura não aborda, conquanto na sua aparência externa haja similitude, similaridade,
porquanto mais complexa que a linguística são as linguagens em diálogo e
dialética permanente.
O Egito faraônico tinha uma fortuna fabulosa,
inimaginável, inenarrável, concentrada na pessoa do faraó, que era o
centro ou sol de tudo. O faraó ou a vida e morte do faraó iluminava o
Egito, era mais que o sol. O esporte ou a obsessão do faraó era evitar a
ociosidade da população ; como a riqueza do reino era sem fronteiras,
incomensurável, mormente por ser praticamente do clero , dos nobre e,
mormente, do faraó, que concentrava essa imensa quantidade e qualidade
de bens e serviços, tinha o governante, para manter a paz, evitar rusgas e
insurreição, levante,dar trabalho infinito para a plebe ignara e
indócil, que, somente assim, olvidados de si na labuta, mantinha-se
dócil e manso, ocupados que estavam por toda uma vida, na construção da
pirâmide do faraó. Cada faraó mandava construir sua pirâmide, era de
praxe e, decerto, obrigatório, porquanto tal empreitada colossal era
útil aos sacerdotes e aos nobres, que se empregavam como engenheiros,
certamente por esporte, livremente,cujo escopo era exercitar o
intelecto.
A pirâmide em construção centralizava tudo na figura do
faraó : arte, ciência, política, economia, enfim, uma gama de atos e
fatos que movimentavam a vida social e cultural do antigo Egito, ainda
sem egiptólogos, por certo. Essa ardilosa, sagaz, arguta forma de
governar foi copiada pela Igreja católica, que pôs a figura do Cristo
como nuclear ( figura nuclear ) , em torno dela girando uma infinidade de artistas,
artífices, sábios, eruditos, arquitetos, engenheiros, teólogos (
intelectuais) e juristas ( Direito Canônico); enfim, um mundo tão vasto
socialmente que é impossível abarcar a cadeia completa de indivíduos e
corporações envolvidas no processo construtivo-político.
A língua,
sem as linguagens submersas, sistemáticas, inconscientes ao homem
comum, cavando cavernas na alma e no espírito do gênio e do sábio, não
faz a ciência, nem tampouco possibilita estudos tecnológicos, porque não
tem lógica, uma das linguagens-berçário; na melhor hipótese, tem uma
técnica, forma rudimentar e incipiente de ciência.A prática e
conhecimento teórico íntimo dessas linguagens é que habilita a ciência, a
filosofia, a tecnologia, que entra no cérebro genial e passa ao largo
da mente infantil do homem do povo, de senso comum.

nomenclatura
binomial terminologia científica verbete glossário léxico lexicografia
etimo etimologia wikcionário dicionário filosófico científico
etimológico enciclopédico onomástico onomástica enciclopédia delta barsa
A
matemática é uma linguagem descritiva do objeto; ela não fala com o
objeto, nem de si, nem tampouco consigo mesma, mas apenas descreve o
objeto "calada", sem emitir opinião ou analisar o objeto. É uma
linguagem sem diálogo, em monólogo. Aliás, assim falam as linguagens da
ciência, ou seja, as variegadas linguagens que caracterizam o objeto da
ciência, que é una como a substância ou o ser e não várias ou "ciências"
como pensa o vulgo e os cientistas atuais em sua carência ou ignorância
epistemológica e ontológica, filosófica, enfim.
Tanto a química, a física, a antropologia, a sociologia, enfim, cada
ramo da árvore da ciência, se apresenta ou apresenta o objeto
travestido em uma das várias linguagens específicas da ciência, ciência
esta que é uma, única, una e não várias "ciências", porém sim seus
objetos e a linguagem usada na ciência para descrevê-la enquanto ciência
debruçada sobre determinado objeto, sempre na forma de monólogo, ao
contrário da filosofia que questiona e fala todo o tempo todo com seus
objetos e mesmo com seus objetivos. A filosofia sobrevive do diálogo em
seu estudo e mais especificamente da dialética, uma forma privilegiada
de diálogo ou de estudo do objeto e do objetivo. A filosofia separa,
porém não se cala sobre o objeto e sobre o objetivo e estabelece tal
diálogo, na forma da dialética de Zeno de Eléia, todo o tempo.
Aquilo que preenche ou é conteúdo de linguagens é o ser e o não-ser, o
bem e o mal, o masculino e feminino, enfim, as polarizações, as quais
estão extensas no espaço da realidade natural e sensível, no caso do ser
( ou um, número um, na matemática, aritmética, ou do primeiro átomo ou
átomo de menor número ou massa atômica, na química, etc. ), e no espaço
imaginário ou intelectivo, no caso do não-ser ou o número zero, numeral
que exprime o negativo, o nada, a anti-matéria, na física quântica. São
as polarizações entre o existente e inexistente, ou existência e
essência ( conceitos medievos ), ficção e realidade, que fazem as
linguagens e as movimenta "polarmente", pelos pólos ou em meio à tensão
que preenche o espaço imaginário ou real entre o pólo positivo e o
negativo, zero e o um ( numérico e não numérico ), o todo e o nada,
etc. Esse o motor e torque que move o espaço tenso ou em tensão, quer
seja tensão natural, entre polaridade do imã ou elétrica, dentre outras,
ou intelectuais, no cado do todo e do nada, meras concepções de fluído
ou índole filosófica, em tropel.
O ser, não obstante, é polifônico e não vem se esgotar nas polaridades;
ultrapassa-as, não se quedam apenas naquele espaço do lugar-comum entre a
polaridade positiva ( real, fática, natural, mundana, existente) e
negativa (intelectual, imaginária, inexistente, em essência pura,
sagrada ).
De mais a mais, o ser é visto de vários modos e com muitos atributos que
fazem aparentes modificações na essência da substância, que é imutável
e eterna. O ser para o homem não é somente o que é dado pela realidade
na relação com o fenômeno, mas o que o homem modifica no ser, mormente
ao por o não-ser, que é nada, porém exercita a linguagem abstrata. Na
realidade do pensamento humano o não-ser é outro ser posto, nema espécie
de "anti-matéria", porquanto o pensamento do ser humano vive entre a
realidade e a idealidade , o que existe e o que não existe, contrapondo o
mundo num contraponto que dá no princípio do contraditório, o qual é
essencial à compreensão do princípio da identidade e faz parte dele,
constrói esse princípio desconstruindo-o, na filosofia do
construtivismo, que é a forma que o ser acha de se por integralmente no
mundo.
O homem pensante cria no corpo do ser um objeto que ele, o ser, não
possui como atributo, não concerne ao ser , mas ao homem pensante, ao
modo de Zeno em meio ao paradoxo ou ao labirinto de paradoxos que fecha
seu pensamento a toda rota de fuga ou saída honrosa, honorável,
possível, passível. O ser e não-ser ( e similares), neste diálogo ou
dialética, são dois elementos de linguagens, esteios das linguagens. A
distinção entre o ser e o fenômeno está na origem do pensamento, que não
pode observar o ser ( coisa-em-si) senão por instrumentos ( e portanto
parte de uma observação dependente do objeto utilizado na técnica e
conotação fraca ) e o ser enquanto dado manifestado no fenômeno, que dá
um ser meio real e com outra metade irreal, surreal, em conotação forte,
severa. o estudo filosófico do fenômeno é obra da fenomenologia.
Outrossim, estão em opúsculos.
O objeto da ciência é o ser em sua descrição exata, no conteúdo do que é
exato em linguagens, porém não em realidade; na realidade não há
exatidão, mas caos ; a exatidão é uma platonização ou um tipo platônico,
uma forma de pensamento colocado no espaço e não de realidade, um sonho
de realização, cm tendência à perfeição utópica, idílica, que pode ser
observado na geometria, com suas figuras imaginariamente perfeitas ou
as formas perfeitas de Platão : as ideias. A perfeição em pensar, em
esculpir figuras abstratas, basilares, representando ou postulando
princípios do espaço com seus axiomas, corolários, escólios,
proposições, juízos. O espaço e as idéias, ambos formas concomitantes,
têm, outrossim, seus princípios.
O objetivo da ciência é a técnica ou tecnologia, não realizar um estudo
do ser, mas, principalmente, fazer o ser ou transformá-lo
industrialmente, em artefato, que é outro ser, este da feitura do ser
humano, dado em linguagens de equações e depois realizado pelo homem (
"homo faber") em matéria e energia, assim como os objetos geométricos
são dados na mente com outro objeto e objetivo, modificados, em
indústria, depois em escala industrial ; aliás, o objeto ou o ser
construído ou desconstruído, e o objetivo mudam conforme o ser venha a
sofrer as mutações que a arte, o labor, a engenho e a habilidade do
homem proporciona e põe em objeto inovador, que não prescinde de
objetivo inédito. A inovação do objeto, do pragma, norteia outro caminho
para o objetivo, que , senão, fica defasado, obsoleto, arcaico.
No fenômeno o ser é representado, quer dizer, é apresentado desde o
pretérito, ou no passado, e não está , pois, presente, no tempo, porém
fora do tempo real, que é o presente : sem realidade ou existência,
excepto a existência dos sentidos que o captam, os recolhem ou colhem no
mundo das coisas. Daí, é representado tal qual a luz da estrela que
vemos agora é representada, porque sua luminosidade vem de um passado
remoto, e sua luz observada agora, viajou muito para chegar ao olho
humano, na velocidade da luz. Quiçá, a estrela em foco nem exista mais,
nem esteja mais emitindo. Aliás, todo ato de representar é um ato que
remete ou se refere a tempo pretérito; logo, na representação não há
presente, mas presença do ser que se remete ao passado remoto ou
imediato com presença no pretérito, pois, enfim, o presente já é
passado, quando chega à percepção humana, de ato a fato.
Não percebemos imediatamente, mas mediatamente, porquanto o tempo que se
leva para compor o ato em fenômeno já constitui um tempo pretérito,
como, aliás, dí-lo o prefixo "re"( para trás, no pretérito), que encetam
palavras que exprimem o tempo passado ; senão vejamos: recuar, rever,
requerer, repetir, representar ( tirar do passado ou pretérito e por no
presente como presença do homem pensante, porém nunca como tempo
presente, porque o presente mesmo não é nos dado conhecer, mas apenas
vivê-lo e enquanto vivendo, existindo não há representação da vida em
ato imediato, apenas é possível uma representação da memória de vida,
no fato que deriva do ato.
O presente vivido com o ser a percebê-lo imediatamente, ou a
coisa-em-si, no sentido de linguagem filosófica, não existe, não há, é
impossível, pois a percepção não acompanha a vida, que vem antes (pré),
enquanto o pensamento vem posteriormente (re). Não há presença do ser em
percepção, mas sim na vida. o ser é ausente no ato, porém pode ser
representado no fato, como a luz da estrela cintilante que vemos hoje no
céu, conquanto ela, a estrela, já tenha emitido tal luz há milhões de
anos-luz.
O fenômeno tem liame com a sensibilidade, que dá o ser representado, ou o
não-ser, que se passa por ser, porquanto fora do presente não há ser
presente, não há ser algum, mas apenas não-ser. O ser é, enquanto coisa
em si, ou seja, coisa no homem, no tempo presente, algo vivido ou
experenciado no homem e pelo homem, no tempo em que o homem atua, vive,
existe; tempo vivo, vital, que pode e é vivido, no ato, porém não
pode ser percebido : é imperceptível, não passa pelos sentidos, e
tão-somente toma fumos de conhecimento, naquilo que não perceptivo, não
sensível, ou seja, na apercepção do intelecto que, assim, outrossim,
conhece a coisa em si, não no sentido kantiano, que mira a razão ou de
Shopenhauer que atira na volição como ser em si. Trata-se de um ser
pensado, não vivido; parte existente, parte essencial. o ser não está em
presença senão da vida, a qual não percebemos; no entanto, refugiamos
na apercepção intelectual para realizar esse ser, compô-lo de pensamento
e de realidade mista, não fenomênica. Vivemos no presente, mas somente
percebemos e experenciamos o mundo e o tempo como pretérito, no tempo
passado para a memória, a qual cumula fatos, ou fabrica fatos conhecidos
dos atos vividos.
A coisa-em-si é um não-ser no fenômeno, algo em natureza que que não
partilha a coisa com a sensibilidade, pois o ser sensível do homem não
percebe, imperceptível que é a coisa, que é um ser em si, não para o
outro, não para a percepção, mas para a apercepção intelectiva; porém a
coisa percebida pelo intelecto em si ( intelecção coisa ou ser de
intelecto ), tem expressão na imaginação, em parte, e em parte na
razão, a.qual põe o quadrado e a raiz do quadrado : a quadrada,
quádrupla, hermética em si como a coisa-em-si.
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Primeiro temos medo do escuro
sem tempero de lua
Posteriormente emerge o medo da morte
e por fim acabamos com o mais sombrio dos medos :
o medo de nós
só traduzido me linguagem individual conotativa
no medo em mim
de mim mesmo!,
pois eu posso me matar,
perpetrar suicídio após uma loucura irreversível;
logo, tenho o poder de me assustar
até o auge do pânico
melhor que qualquer demônio ou espírito obsessor
uma vez que sou o deus Pã
- o deus silvestre
no jângal dentro de mim
que aparece de chofre
ocasionando o terror pânico
que no jargão médico-psiquiátrico
é o transtorno ou a síndrome de pânico
O recém-nascido, a criança,
têm medo do escuro
que não temperou lua no céu noturno,
de mamífero fechado em olhos
para luz aberta em lua temperada
com o trevo das trevas
que arregalam os olhos
ao menor facho de luz
ao archote : tempero de luz
Cada noite de intempérie,
intemperança natural,
na madrugada longeva,
que vai e vem no balouço do ar
pelas ondas sonoras dos galos,
que, destarte, forma um arroio,
- mais medo de mim
é adicionado à trilha da calada,
em passo de horas sombrias
sobre a alfombra orvalhada
com o arcanjo negro
a brandir trevas
sobre um corcel retinto
Do berço ao mausoléu
a luz corre atrás da volúvel borboleta amarela;
porém a escuridão
amarga as ervas do sono,
suscita um tempo para margaridas amargas
e espicaça as abelhas melíferas
O terror macabro
lúgubre no ubre da noite em Via Láctea
é um betume pintando meus olhos
enquanto o pânico em mim
que sobe na surdina de mim contra mim
adiciona um anelo de amarelo ao meu temor
infundado no fundo do fundamento
que me funda na pedra em radical
para medrar o medo em pau
- Pau D'arco!
Entrementes, os meus medos medonhos,
não são arremedos do pavores tribais
dos arianos originários da Assíria,
Líbia e Fenícia,
reinos da época do medo e dos medos
do povo da Média
os quais se exprimiam
em língua do tronco indo-europeu
em cantos de cem versos à Média
aos montes Zacros
e ao país do Elão
Os Medos da Média:
- um povo todo de medos!
Um povo de dar medo!
Horripilantes bárbaros
ginetes sectários do horror
( Os meus medos
não são os seus medos
nem tampouco os nossos medos nos ossos
- os meus povos
são povos incomunicáveis
insólitos
inéditos )
Nadamos do ventre
no líquido amniótico
à cova rasa
na faixa de luz.
Cardumes somos
em travessia nos arroios de umidade do ar
em ponto do orvalho
em carradas de luz.
Viandantes entre as sombras do deserto
e a luz que medeia o andarilho ao claro do luar
- entre as quais atravessa o ser humano
sanduichado entre duas mortes
ou regiões de sombra
que precede à natividade
e, após a travessia,
com os pés plantados na alfombra de luz solar,
e a cabeça tendo por chapéu o dossel verde da vinha,
encontra as águas frias
na região do encontro oeste
ensombradas no que pisa na alcatifa
e no tinge o chapéu negro do dossel da noite
temperado com estrelas alfas e deltas
( É a célebre e breve travessia
de este
ou da morte para a vida
em exíguo caminho de luz
até o oeste
quando as trevas voltam a cobrir tudo
inclusive a vida e a morte
do sul ao norte )
Com uma das mortes no breu
em trevas de antes da travessia pela luz solar
e a outra ao abrigo da sombra
que apaga a última luz,
caminho em passamento para a escuridão glacial
ensaiando primeiros passos de bebê pela luz
sob as veredas banhadas em águas claras de estrelas enfileiradas
que esta é a estrada por onde passa a vida
com sua força e alegria imorredouras
dourando a própria luz
com o frenesi da vida pululante
ululante nos lobos e no vento
- uma alcateia a ulular ao luar
que cintila em espelho nas escamas do dourado
peixe pescado no Rio São Francisco
pelos canoeiros com tarrafas ou anzol
O medo de mim
que jaz em nós
aumenta a cada lustro
e paralisa tal qual o veneno da vespa negra
que imobiliza a aranha
a fim de servir de pasto à cria
da vespa negra assustadora
detentora de temível tecnologia tóxica
cuja arma é uma peçonha
desenhada na química com geometria em linguagem
da farmácia da natureza
e da ciência do homem consumado
O pior pânico
é o medo interno
- o medo de mim!
medrando cada vez mais
na medrosa flor a medrar
na inflorescência amarela
em lividez de lua
assustadiça
de mais a mais
- para o mais
indo cada vez mais
enfronhar-se no tempero preto e branco
de vida e morte
ao sol a este
e sombra à oeste
da tulipa negra
O terror pânico
o temor supersticioso e cioso
do homem mais próximo de mim
- que sou eu mesmo!
esse ser dado à boca da besta
à fera predadora
persecutória
letal
em modo de caça
perseverando atrás da presa
- a infeliz vítima
que posso ser eu
vitimado por mim mesmo
na selva negra embuçada de trevas da noite
do medo sem dó menor
em dó maior
em concerto para piano e orquestra sinfônica ou filarmônica
de Mozart ou Tchaikovsky