quinta-feira, 12 de julho de 2012

CAMPÂNULA - nomenclatura terminologia taxonomia

Como posso me perdoar
se  a tulipa negra que tenho
está na literatura de um esteta
- num romance de Alexandre Dumas
um literato de boa cepa
e não em plantio?!
- Não em terreno de orvalho
rocio brando no branco da pomba refletida
pelo aljôfar da madrugada dada sem gado caprídeo
mas na flecha empós o que o arco veio a flexionar
( Flexão e flexível não é a flecha
na aljava do espaço de Zenão de Eléia
um eleata, o Zeno
- a escol da ontologia )

Como vou me perdoar

se a campânula azul
contígua ao céu
é um véu distante :
estrela alfa ou beta
nalguma constelação táurea ou ursa
em Nebulosa de Gato
na névoa da noite
com a brasa apagada no carvão da lenha
ou hulha?!
Perdoar não é pendoar
remir
o santo no remanso
em mansuetude

O perdão tem haste na geometria

flor a brotar de dentro
do que nem é rododendro
ou rodopio
pio
- pio eremita
no deserto
que é o mundo ( Cão danado!
- Cão Maior rasgando o véu da noite no céu
Cão Menor em azeviche sem estrelas alfas e betas
para escrever a literatura cosmológica )

Perdão nem pendão
não está no estado de espírito
do anacoreta da garça alva
nem no ermitão da saracura
ou no eremita da seriema
atávicos com o barro da lagoa
e as ervas que a circundam o paul
pelo viés da elipse
- a fórmula que curva o círculo em gravidade-Newton-Einstein
O derviche ou o sufi
o monge
todo solitário em seu hermetismo
e mutismo
não pendoa nem está na amêndoa
oculta no envoltório da castanha
nem perdoa a turbamulta
que contra ele açula o mastim
- a matilha de cães maiores e menores...
Ficheiro:Egretta alba 2 (Marek Szczepanek).jpg

sexta-feira, 6 de julho de 2012

LÉPIDOS - dicionário wikcionário wiki wik dicionário etimologia etimo verbete glossário lexicografia enciclopédia delta

Uma mulher de verdade
( de fato, real ou natural )
existe durante um período de tempo
tal qual o átomo
na Tabela Periódica dos Elementos
de Mendeleiev
quando as condições
que contribuem para a mutação da matéria
então adstritas a um período de tempo
no qual o átomo está plenamente constituído
até se desmanchar
no borrão do período  de tempo subsequente
ao ganhar ou perder elétrons
em suas camadas periféricas
aonde giram
lépidos

Existe o átomo somente durante aquele período de tempo
com sua camada nuclear
onde estão fixos ou rijos
nêutrons e prótons
e o elétron ou elétrons
orbitando a periferia
e tracejando o desenho
na forma de uma elipse
em gramática geométrica e algébrica
( esta para arabescos )
e na fórmula da equação elipsóide
na gramática da matemática
que descreve o diagrama esquemático
espaçado no debuxo
em bosquejo...
( de pejo?!)

Antes, no tempo zero,
tempo matemático,
- período de tempo em linguagem matemática,
não há átomo algum
Ah!, aliás, há átomo zero
transcrito abstratamente
pelo zero matemático
que põe o zero na conta
do nada
nadificado
em ratificação  matemática-algébrica
ritmando o som da aritmética
no espaço para o silêncio inocente da geometria
euclidiana-analítica

Depois vem um tempo em período
surgindo no nada espacial
( num espaço imóvel
sem o giro do tempo
que ainda não veio
e ficou velho no veludo do velocímetro?! )
a adicionar um próton e um nêutron
a fim de fixar um núcleo atômico
em volta-pião
e em torno do qual põe a circular
circunavegar
em anel de núcleo atômico
um elétron orbital,
que transcreve o espaço
no desenho geométrico-analítico do espaço em elipse
com o giro elipsóide
exprimido por  voz escrita e cantada em equação
para louvar o nascimento
do átomo de número atômico um :
o hidrogênio
  - átomo de primeiro natal
o Cristo atômico-metafórico
na Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev
o sábio profeta e anjo russo
- um barba-roxa ou barba-russa
que anunciou o tempo em períodos para cada átomo

Em outro período de tempo
registrado na Tabela Periódica dos Elementos
dá-se o desmanche do manche do átomo de hidrogênio
quando no canal daquela Mancha
entra outro elétron a compor
a camada periférica do átomo
que soma ao número atômico
mais um elétron giratório-somático
acrescendo à massa atômica de um
a massa com dois elétrons
- quando o átomo de hidrogênio
deixa de ter um período no tempo
falece
perde tomo no espaço
pois o período que entra
carregando de energia a matéria vivaz
vem a possuir massa atômica de numeral quatro
ao trespassar um período lançado
em lanceta
no tempo e espaço
para abrir caminho ao átomo de hélio
um gás dito nobre
bem-nascido em berço de hidrogênio
( já antepassado no período
em o hélio é infante grimpante )
a evolar-se
leve como a leveza
( mas mais leve
que o ultra-leve hélio
é o hidrogênio a levitar
e mais leve ainda
o zero atômico
sem graça
de massa
sem manche no desmanche do comanche,
ó intolerância brutal!  )

Quando uma mulher existe em corpo
está presente na matéria orgânica
é um organismo na química orgânica
no corpo da fisiologia
que tece todo o corpo anatômico-mental
na magia da alquimia
transmutado em ninfa...
- então seu corpo rotundo
arredonda
abre e cobre um diâmetro
aonde não vai ainda
aquela menina
que ensaia com a saia
mas não sai da saia
porque em saia justa
- ainda!
Temporã
demodê
ou vintage
a jovem antes do período
aberto para a mulher
Nem sobeja vereda
na sépala da flor
aonde não vai mais
nem a civilização Maia
povo do milho
com império de pirâmide
renitente no tempo
nem tampouco aquela mulher
em desmanche no ato-átomo
que passou do ponto atômico
da massa atômica
do período de tempo
prescrito na Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev
e  deixou de ser mulher na flor dos anos
ao sair do período
que pertence à deusa Hebe
e passar ao passo roto do tempo periódico
de maturidade em meia-idade ( meia-vida)
com algo de Palas Atena
- que já vai há tempos rotos
longânime
pelas beiradas
à casa da decadência
onde habita
sua vetustez radioativa
em cãs e cães e gatos e plantas companheiras
- casa aonde vai morar a bruxa
que será queimada
na pira funerária da Inquisição espanhola

Quando  uma mulher ganha o corpo
pós-púbere
os cabelos bastos e opulentos
longos por todas as longitudes do mapa
em bandós
fulvos
nigérrimos
ruivos
ao véu
ao léu
de deu-em-deu
na batida rítmica do vento
na forma corporal de Vênus
inebriante na fragrância a exalar
a ponto de tomar a totalidade do ar
e está íntegra
no modo de andar
olhar
sonhar com o olhar
ao passar o brilho vítreo de adaga nos olhos
ao falar com um timbre na voz
tirante a um Tibre
à jusante e sotavento montado num tigre
ou à barlavento
à foz
ao delta
do rio em corredeiras...: 
- tudo nela diz
 ali em flor-de-lis
que está presente
- que está no período tempo
onde o ser é
e não erra
errabundo
errático
errante
- no corpo de uma mulher de fato
presente no tempo
e no período de tempo de ser mulher!
- na hora marcada na tabela dela
também periódica
com elementos sanguíneos
manchando o manche no escarlate de flor
ao sol que repinta o carmesim
carmim sim
cochonilha
enfim

 A mulher 
( ser idealizado )
vestida de sonho
Lilith em fuga
ou raptada e oculta
pelos óculos e para o ósculo
na aldeia congelada na imaginação do poeta menor
o qual conhece melhor
os ventos virtuoses
os quais tocam os moinhos
diretamente no coração
do vento nas ventas
da avena
- a mulher
assim posta pelo artigo definido na gramática
 é meramente uma concepção essencial
não existencial
mero atributo em determinada acepção
do pensar filosófico
no por do ser
e no por do sol
do vir-a-ser
essencialmente :
A mulher em locução precedida de artigo definido
é um ser fora da rosa dos ventos
no que difere de uma mulher
a qual é uma realidade existente
no tempo da existência do átomo
em seu período e massa atômica
na plenitude sexual
- exercício de amor
na paixão de Vênus
Venérea :
venerada
venerável
e Veneranda :
- Uma mulher em pelo
pelos cabelos!
Ficheiro:Lilith (John Collier painting).jpg
  ( Lilith ao espellho-Narciso-epiceno )

domingo, 24 de junho de 2012

ALAZÃO - dicionário wikcionário enciclopédia delta taxonomia nomenclatura binomial terminologia científica zoologia biologia verbete glossário lexicografia taxionomia

2007KawasakiNinjaZX6R-001.jpg
A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos

Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há ( e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria rio Lete nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar

o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Kawasaki Ninja
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  

Kawasaki-ZZR1400 2007TMCS.jpg
( O motor de uma motocicleta Kawasaki Ninja
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro ;
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
No motor e com o torque do motor
fazemos de tudo para fugir da morte
em alta velocidade
e refazendo a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas
A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá )

O anjo não sopra seu sopro musical

para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmônica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Kawasaki
com cor no matiz  verde-limão à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar

uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 
Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
"inindividuado"
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Kawasaki Ninja
na limonada e no limão em cor matizada

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Kawasaki Ninja! 
- motocicleta que passa por dentro do verde limão 
e adentra o limoeiro inteiro
tirando tinta da clorofila
via folha verde
tocada pelo violinista verde
que a pinta com dedos na cor verde do limão folheado 
em  cordas e baqueta
espargida pelo som do violino
( um Stradivarius executado por um virtuose definitivo)
mas não passa pela flor branca
que furta e barra a cor banhada no limão 
 na barra da alva 
que se levanta ao levante  
 clamando por abelhas e colibris
no feromônio posto no aroma que exala      
ao sugar todo o fôlego do anjo
que cai por terra na folha e flor amarela    
morto em trevas despedaçadas da cor do limão
ao rés-do-chão em tom fatal de outono    
numa febre amarela pendida do verde 
queda na queda 
sem pára-queda ou parapente)    

O homem em sua saga
é um cavaleiro verde-limão
montado sobre um cavalo huno
ou uma Kawasaki Ninja      
uno ao cavalo e à motocicleta
como um Huno
bárbaro
" o flagelo de Deus"
- um centauro a cavaleiro da alva
já em barras no céu azeviche  
no lusco-fusco do dilúculo 
( O homem, o uno, o Huno,
o uno com o Huno
uno com cavalo
e sendo assim uno
homem e  cavalo
no huno
é o centauro em ato
agora uno huno
com a Kawasaki Ninja
cavalo cultural
artefato da engenharia )
                      
 Ficheiro:Kawasaki Ninja 250R 2007TMS.jpg POST SCRIPTUM : A Kawasaki ( Kawasaki Heavy industries, é uma companhia internacional, com sede em Kobe, no Japão, unidades em Minato e Tóquio, respectivamente, que fabrica equipamentos de transportes :aeronaves, navios tratores, trens, robôs, dentre outros.    
Não obstante, o que tornou a Kawasaki famosa no mundo inteiro foram as motocicletas ou motos Kawasaki, mormente a Kawasaki Ninja, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquistou o espírito humano de Alexandre, o  Grande, ou o Alexandre Magno, debruçado sobre um cavalo, o Alexandre interiorizado, o qual sobrevive intacto dentro de cada indivíduo, no anfiteatro escavado pela arqueologia e arqueólogo que cada indivíduo é, na sua alienação, ou foi um dia, sem se alienar, dentro da garrafa com o líquido amniótico do sonho ou da loucura incurável, crônica ( Alexandre, o Grande, Magno, é um monumento á paranóia, á megalomania, assim como o é o artista que há no homem, oculto no indivíduo, sob a face de um Salvador Dali, Picasso, que, outrossim é cada indivíduo humano; enfim, fora, pela via da  alienação do pensamento e da profissão ou do homem posto no mundo enquanto ser : ser de cultura, do verbo, do "logos", explorado tecnicamente pelo conceito filosófico,  desde Hegel e o excelso filósofo e pensador Karl Marx, que revolucionou ou evolucionou, a forma de pensar e de penetrar na mente humana através da fenomenologia expressa e expulsa de seu interior nos próprios atos do ser humano,  enquanto ser individuado, que anseia pela alienação de seu esprito no mundo enquanto pensamento filosófico, artístico, científico ou técnico, no caso da engenharia e das invenções que essa "técnica" ou tecnologia do pensar e do fazer  tal qual faz o engenheiro, com a linguagem
( ciência) da física pelos signos e símbolos matemáticos, do mesmo modo, ou de modo similar, ao que realiza o senhor da primeira linguagem, ou ciência, que é  poeta, em sua técnica simples e direta, que lê e, posteriormente escreve ou glifa e grafa em desenhos, esboços, conceitos para palavras e geometrias, que especulam, destarte, o homem ( primeira ciência separada da religião ou filosofia embrionária); contudo, em contraposição ou contraponto ao poeta das letras, da literatura, na engenharia a literatura leva a outros caminhos, às veredas aonde são postos os artefatos, objetos do fazer do engenheiro ( objetos do engenho) e das linguagens sociais e psicológicas, as quais grassam na antropologia, enquanto etnografia e etnologia e sociologia, bem como a psicanálise e outros instrumentos que deram ocasião ao pensamento atual, que muda completamente depois da ciência ou linguagem com a tratam Freud e Jung, cujos predecessores foram Nietzsche, Shopenhauer, com posterior desenvolvimento dado por Marx e o tronco filosófico-científico que medra na linguagem pós-marxiana, que pode ser lido e percebido na literatura dos antropologistas e outros psico-sábios ou psico-eruditos e sócio-sábios ou sócio-eruditos não envolvidos com política completamente, pois sempre se está sob  o óbolo de Cesar e ter que dar a César o que é dele, por força.Contra essa força bruta, estribada no direito à toda força brutal,não há opção, senão entre as masmorras, o ostracismo, o cadafalso ou a fogueira da inquisição como os juízes, desembargadores e ministros e mais : médicos, psiquiatras, todos policiais, pois todo estado e a política é polícia e policial, como o queria Michel Foucault em seu pesadelo do real.
A Kawasaki Ninha, conquanto tenha sido criada para abrir o sonho em potência nas multidões alvoroçadas, uma vez que a motocicleta tem a capacidade de aglutinar, amealhar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, e não tinham à época, por serem produtos sem o charme de um moto que acaba sob o comando de qualquer indivíduo, que a pode pilotar, caso que não se dá com o avião e outros artefatos complexos e de difícil acesso à maioria ou multidão faminta de sonhos, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo ( é um cavalo a vapor, por assim dizer, um cavalo, um alazão ou baio filho do do homem, objeto e representação imediata e presente em cada esquina ou garagem, da engenhosidade do ser humano , inclusive nas corridas de moto velocidade, cuja predecessora eram de fato e de direito as corridas de cavalos em hipódromos.
De mais a mais, na motocicleta a força motriz é mensurada por cavalos ( HP, na sigla para  a língua inglesa, o inglês, e Cavalo vapor ( CV) nas línguas neolatinas, onde a paixão parece ser maior, embora, de fato, não o seja.
CV, é sigla, (ou siglema?), cujo significado óbvio é Cavalo-Vapor ou Cavalo-Força, locução que une indústria ( produção de artefatos ) e natureza, posta no cavalo, ente natural ou "in natura" ( na natureza ou ao natural ), como melhor dizia ou exprimia a língua quando em latim. Esses cavalos exprimem ou mensuram a quantidade de imaginários, metafóricos, alegóricos cavalos em força, os quais dão o empuxo ao motor no automóvel, como os cavalos naturais o faziam com as carruagens, de sonhos londrinos ou de uma Londres onírica em Sherlock Holmes, personagem de Conan Doyle, carruagens luxuosas que sã os carros do primeiro tempo historial da indústria humana do transporte.
A força ninja que vem do Japão e, como o bárbaro Huno, em outro sentido da palavra "bárbaro", conquista o mundo montado, na posição do centauro. O vocábulo "Huno", nome daquele célebre povo "bárbaro" e requintado, que teria sido conduzido por Átila, o huno,  teria originado a palavra para a nação húngara, estaria na onomástica de Hungria, a terra, o país, a pátria?!, ou esse pensar é  ocioso demais, como é do feitio primevo de todo pensamento, que, não obstante, do ócio criou toda a linguagem para religião, arte, ciência e  técnica na engenharia, na química, na física, na biologia, enfim, todas formas de engenharia com linguagem que encaixam-se no objeto focado, pensado, agarrado e transformado pelas mãos e mente, em dois movimentos : o matemático ou abstrato e o técnico ou manual, hoje em automação.
Sua velocidade ( das motos em questão)  depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade.Trata-se de potência ou potencial, conforme o caso e o piloto que pode tirar da potência toda um potencial impensado na lacuna da engenharia, que é preenchida pela interação entre o projetista, o engenheiro, o mecânico, o piloto e também o gerente e demais membros da equipe. Uma motocicleta não é só uma moto, mas a conquista de uma equipe coesa. A coesão e a coerência é que torna a equipe poderosa ou um fracasso iminente. 
OBSERVAÇÃO : A Kawasaki, sendo uma moto ( ou mota ou motocicleta) esportiva, participa de campeonatos, tais quais : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Moto GP, etc., quer sejam essas competições locais, regionais ou mundiais.
Tipos de motocicleta, quer sejam Kawasaki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Vide taxonomia, taxionomia, nomenclatura binomial, terminologia científica dicionário científico, botânica, biologia, zoologia, entomologia,lexicografia, verbete, glossário, wikcionário, dicionário, etc., bem como Kawasaki : biografia, historiografia, historiologia, história, síndrome, cidade, motocicleta, onomástica, dicionário onomástico, verbete, enciclopédia delta, dicionário wikcionário, glossário, lexicografia indústria.Este nome atua em vários.

sábado, 16 de junho de 2012

ERRABUNDO - dicionário wikcionário etimologia etimo glossário verbete lexicografia enciclopédia delta

Esta vida é um caminho
que não dá em lugar algum
- estrada com abrupto fim
inacabado fim na palheta
do pintor Vincent Van Gogh
que pára o caminho
antes do meio do caminho 
( dantes Dante e pós-Drummond )
meado-meada antes de finalizar
o novelo aonde e sobre o qual caminho
mas que deixa de se caminhar
solitariamente
( não solidariamente )
e fica sem peregrinar
a pervagar enquanto caminho
que prescinde de topógrafo errabundo
e até de mim 
que não sou o caminho
porém o caminhar, o caminhante
e o caminheiro em jornada
- isso quase sou a caminho 
( O caminho é outro ser 
que não anima o homem
nem passa por dentro dele
tal qual um rododendro 
ente ao levante
 O rododendro 
outro ser 
já jaz por dentro 
na estufa do símbolo e dos signos
que se arrastam em serpentes 
a serpentear riachos lassos )
Sou só o andarilho solitário
pisando a solitude nos campos
 metido em capa de biógrafo de artista
brandindo uma paraplégica ou tetraplégica biografia...:
( A biografia não repõe o ser em bioma
nem tampouco o devolve aos corvos
depois que se revolve
no pó do anjo de queixo caído
em nocaute definitivo )


Um trigal com corvos

caminho por onde caminha Vincent Van Gogh
no  ser que continua a ser
Vereda sem buritis
cujo fim nem é fim
pois termina abruptamente
fechando-se em si mesmo
numa chave de traços herméticos
numa clave de sol
que o encima
sem pé que possa alcançá-lo
caminhá-lo
sentí-lo no quilo
( Caminho que caminho 
por ínvio caminho
sem pé ou escabelo
com o cabelo da noite às espáduas
em longas madeixas cor-de-ameixas
nigérrimas
- sob a Cabeleira de Berenice
e uma Medusa desgrenhada
em bruxa ou górgona )

Um caminho pelas entranhas da pinacoteca
leva à uma igreja
que o artista em seu fetiche
ou fetichismo
abriu no espaço criado
( espaço de credo do poeta
ali em furta-cores de arco-íris de Osíris
divindade mais egiptológica
que mitológica
ou egípcia  )
na "ermida" em verde que não abre porta
e sim o sol 
o guarda-sol ( guarda-ser )
só para o verde vivaz ou mortiço
verde-primaz
em diálogo com outros colores
"Capela" torta
tortuosa
atribulada por padres
frades que sejam!
( que sejam mas que não é! 
não são na santidade do santarrão
fanfarrão parlapatão
a parlar n púlpito )
Santuário sem portal
sem portada 
sem frontão
( aonde vai uma mulher às espáduas
rumo ao anil que se aninha dentro das janelas
gravosas ou livres!?... )
Sem vão de entrada
( bizarras entranhas estranhas
patranhas, manhas artimanhas... )
empareda e presa em si
num anel
anelada
no anelo
que irrompe da arte de Vincent Van Gogh
que deu de ombros para este mundo sórdido
depredado
dilapidado pela vanidade
( hospedeira no homem )
lapidado na lápide
pelas flores-em-versos medonhos
do poeta morto-triste
- outro Maiakoviski suicida
este Vincent Van Gogh
caminho do suicídio
( Basta a basta pinacoteca do artista holandês
para compreender
que o caminho se finda
ao suicidar-se
o homem que há no caminho
que passa no caminho
que faz o caminho
com o caminhar
Que o caminho anda junto com o caminhar
e ambos e tornam pétreos de chofre
não se sabe se no meio
do caminho da mula
ou de um era geológica
ou ainda de uma lógica
que guia o poema-batel ao mar de escolhos
( o batel a bater no arrecife! 
sem Cabral
João Cabral 
ou baía Cabrália )
Caminho pedregoso
que outrossim ou outro-não
se emperra no fim
que o autor lhe outorga
Enfim, nos confins
porque fim não há
na obra do gênio meteórico
emancipada da escatologia cristã-aristotélica
patética
poética
obra de ética
e noética
do filósofo
que inspirou a alma
( soprou a alma
como uma bolha de sabão
do oboé que tocava )
- a alma dos finais felizes!
comuníssima nos filmes felizes
e desventurados de Hollywood
e adjacências não infensas
ao poder do mito da felicidade
que engloba em si ( emaranhados )
todos os outros mitos abstratos
derivados da filosofia de Aristóteles
ou do melhor fim possível
imaginariamente ou literariamente
para o ser humano
- este indigente que somos!
- a sonhar ser
o melhor e mais feliz dos finais
como Aristóteles o foi
para a filosofia
que foi um instante breve
encetado por Sócrates
e consumado por Aristóteles
que dirige em pensamento
a cultura e a história
até os dias atuais
- dias e noites dentro do homem
que são atores ( dos dias!)
e atrizes, as noites e madrugadas,
do ultimo filósofo grego
do único trio de filósofos
que a cultura produziu no mundo inteiro
de europeu a autóctones )

Ainda errando pela tangente do caminho
pode-se suscitar a tese magra ou gorda
com seu corolário em um escólio
de que não há caminho concluso
ou em conclusão
senão até um ponto
( o ponto x-tudo ou x-nada ou x-9
de Euclides de Alexandria
e de Mégara )
- ponto incógnito antes do horizonte
fechar os olhos
( como se o horizonte fosse a Bela adormecida num bosquejo de bosque! )
- olhos negros com enormes cílios de noite
- noite banhada no betume da deusa Nix
e na luz estelar
a devassar a intimidade do lar
e o azul-verde-violinista do mar
( Por íngreme caminho caminho
- caminho eu
e  vou envolto no vulto da noite
embuçado
em contraponto ou contrapondo-me
ao ponto de Euclides
não obstante estar sempre  bailando
saltitando
equilibrando-me
sobre o menor segmento de reta
que resta
na régua
antes do fim do caminho
e do término do caminhar
do caminheiro
que sou sem caminhão
para rododendro de rodovia 
de via
- quase Ápia
ou harpia
que não pia
nem pia é
batismal
ou Maria
que espia o dia
- espiã! :
espiã russa
- a espiã que abalou
ou abaulou
a testa abaulada
de um espião soviético
no tempo glacial
da guerra fria
e cinza-flor
ou cinza-amor
no cinzel  )

O ser de Vincent Van Gogh
ficou todo em traços geométricos
mas em uma geometria em fuga de Euclides
( de Euclides a Bach há um cravo bem temperado! )
em contraponto de um Descartes montado em corpo de  parábolas
arremessado nas cores cambiantes
detrás das quais se plantam
moinhos de vento
de um Dom Quixote desvairado
alucinado
preso na malha dos caminhos hermético-escatológicos
que travam os passos
- os derradeiros passos
para a cruz
e de encontro às crucíferas ao rás-do-chão
- crucíferas crucificadas ao rés-do-chão
enquanto o céu jejua
na rota do anil roto
de déu-em-déu
bate asas ao léu
sem caminhos cortados
ou tracejados no fumo do jato
nublando o branco
dos olhos azuis
verdes herbáceos
castanhos de estanho
ou negros sem caminhos na noite
ou na pinacoteca de Joan Miró
que mira a noite
com outro  ser
que já não é Vincent Van Gogh
mas uma alternativa de caminho
frustrado por fora
porém lavrado por dentro
do ser enquanto esteve em erva daninha
espargindo a vida
- toda a vida!
no verdor dos anos de sua clorofila
na fila
da vila
- vila enclavada na aldeia abandonada às teias de aranha

( a aranha arranha o espaço com seu tear )
protegida na redoma da imaginação
de cada indivíduo que se ama por dentro
( num rododendro rodopiando 
- se e quando rodopiante 
nas hastes da taxionomia, taxonomia nomenclatura, botânica...)
e por fora nas táticas e estratégias
- fortalezas construídas na virtude
para se defender de um mundo escravocrata
camuflado de democrata
- em processo de demôniocracia idiossincrática
mercê os idiotismos
que faz a língua única no se dizer
ou imaginar que se diz
no desdiz da cicatriz 
por onde entra e sai
no vaivém de um rododendro ( "Rhododendron campanulatum" )
ou de dois mil rododendros ( "Rhododentron indicum" )
que invadem a tez 
plantam-se na pele e nas vísceras
como árvore da vida 
e na mente humana
como árvore do conhecimento
para além do bem e do mal
consoante toca Nietzsche
em sua alma de oboé 
dionisíaco-ditirâmbico
( coro de faunos e sátiros
na tangente para o satírico )
Esta vida é um caminho
que não dá em lugar algum
- estrada com abrupto fim
inacabado fim na palheta
do pintor Vincent Van Gogh
que pára o caminho
antes do meio do caminho 
( dantes Dante e pós-Drummond )
meado-meada antes de finalizar
o novelo aonde e sobre o qual caminho
mas que deixa de se caminhar
solitariamente
( não solidariamente )
e fica sem peregrinar
a pervagar enquanto caminho
que prescinde de topógrafo errabundo
e até de mim 
que não sou o caminho
porém o caminhar e o caminheiro em jornada
metido em capa de biógrafo de artista
brandindo uma paraplégica ou tetraplégica biografia...:
( O caminho é outro ser 
que não anima o homem
nem passa por dentro dele
tal qual um rododendro 
ente ao levante
 O rododendro 
outro ser 
já jaz por dentro 
na estufa do símbolo e dos signos
que se arrastam em serpentes 
a serpentear riachos lassos )
( A biografia não repõe o ser em bioma
nem tampouco o devolve aos corvos
depois que se revolve
no pó do anjo de queixo caído
em nocaute definitivo )


Um trigal com corvos

caminho por onde caminha Vincent Van Gogh
no  ser que continua a ser
Vereda sem buritis
cujo fim nem é fim
pois termina abruptamente
fechando-se em si mesmo
numa chave de traços herméticos
numa clave de sol
que o encima
sem pé que possa alcançá-lo
caminhá-lo
sentí-lo no quilo
( Caminho que caminho 
por ínvio caminho
sem pé ou escabelo
com o cabelo da noite às espáduas
em longas madeixas cor-de-ameixas
nigérrimas
- sob a Cabeleira de Berenice
e uma Medusa desgrenhada
em bruxa ou górgona )

Um caminho pelas entranhas da pinacoteca
leva à uma igreja
que o artista em seu fetiche
ou fetichismo
abriu no espaço criado
( espaço de credo do poeta
ali em furta-cores de arco-íris de Osíris
divindade mais egiptológica
que mitológica
ou egípcia  )
na "ermida" em verde que não abre porta
e sim o sol 
o guarda-sol ( quarda-ser )
só para o verde vivaz ou mortiço
verde-primaz
em diálogo com outros colores
"Capela" torta
tortuosa
atribulada por padres
frades que sejam!
( que sejam mas que não é! 
não são na santidade do santarrão
fanfarrão parlapatão
a parlar n púlpito )
Santuário sem portal
sem portada 
sem frontão
( aonde vai uma mulher às espáduas
rumo ao anil que se aninha dentro das janelas
gravosas ou livres!?... )
Sem vão de entrada
( bizarras entranhas estranhas
patranhas, manhas artimanhas... )
empareda e presa em si
num anel
anelada
no anelo
que irrompe da arte de Vincent Van Gogh
que deu de ombros para este mundo sórdido
depredado
dilapidado pela vanidade
( hospedeira no homem )
lapidado na lápide
pelas flores-em-versos medonhos
do poeta morto-triste
- outro Maiakoviski suicida
este Vincent Van Gogh
caminho do suicídio
( Basta a basta pinacoteca do artista holandês
para compreender
que o caminho se finda
ao suicidar-se
o homem que há no caminho
que passa no caminho
que faz o caminho
com o caminhar
Que o caminho anda junto com o caminhar
e ambos e tornam pétreos de chofre
não se sabe se no meio
do caminho da mula
ou de um era geológica
ou ainda de uma lógica
que guia o poema-batel ao mar de escolhos
( o batel a bater no arrecife! 
sem Cabral
João Cabral 
ou baía Cabrália )
Caminho pedregoso
que outrossim ou outro-não
se emperra no fim
que o autor lhe outorga
Enfim, nos confins
porque fim não há
na obra do gênio meteórico
emancipada da escatologia cristã-aristotélica
patética
poética
obra de ética
e noética
do filósofo
que inspirou a alma
( soprou a alma
como uma bolha de sabão
do oboé que tocava )
- a alma dos finais felizes!
comuníssima nos filmes felizes
e desventurados de Hollywood
e adjacências não infensas
ao poder do mito da felicidade
que engloba em si ( emaranhados )
todos os outros mitos abstratos
derivados da filosofia de Aristóteles
ou do melhor fim possível
imaginariamente ou literariamente
para o ser humano
- este indigente que somos!
- a sonhar ser
o melhor e mais feliz dos finais
como Aristóteles o foi
para a filosofia
que foi um instante breve
encetado por Sócrates
e consumado por Aristóteles
que dirige em pensamento
a cultura e a história
até os dias atuais
- dias e noites dentro do homem
que são atores ( dos dias!)
e atrizes, as noites e madrugadas,
do ultimo filósofo grego
do único trio de filósofos
que a cultura produziu no mundo inteiro
de europeu a autóctones )

Ainda errando pela tangente do caminho
pode-se suscitar a tese magra ou gorda
com seu corolário em um escólio
de que não há caminho concluso
ou em conclusão
senão até um ponto
( o ponto x-tudo ou x-nada ou x-9
de Euclides de Alexandria
e de Mégara )
- ponto incógnito antes do horizonte
fechar os olhos
( como se o horizonte fosse a Bela adormecida num bosquejo de bosque! )
- olhos negros com enormes cílios de noite
- noite banhada no betume da deusa Nix
e na luz estelar
a devassar a intimidade do lar
e o azul-verde-violinista do mar
( Por íngreme caminho caminho
- caminho eu
e  vou envolto no vulto da noite
embuçado
em contraponto ou contrapondo-me
ao ponto de Euclides
não obstante estar sempre  bailando
saltitando
equilibrando-me
sobre o menor segmento de reta
que resta
na régua
antes do fim do caminho
e do término do caminhar
do caminheiro
que sou sem caminhão
para rododendro de rodovia 
de via
- quase Ápia
ou harpia
que não pia
nem pia é
batismal
ou Maria
que espia o dia
- espiã! :
espiã russa
- a espiã que abalou
ou abaulou
a testa abaulada
de um espião soviético
no tempo glacial
da guerra fria
e cinza-flor
ou cinza-amor
no cinzel  )

O ser de Vincent Van Gogh
ficou todo em traços geométricos
mas em uma geometria em fuga de Euclides
( de Euclides a Bach há um cravo bem temperado! )
em contraponto de um Descartes montado em corpo de  parábolas
arremessado nas cores cambiantes
detrás das quais se plantam
moinhos de vento
de um Dom Quixote desvairado
alucinado
preso na malha dos caminhos hermético-escatológicos
que travam os passos
- os derradeiros passos
para a cruz
e de encontro às crucíferas ao rás-do-chão
enquanto o céu
na rota do anil roto
de déu-em-déu
bate asas ao léu
sem caminhos cortados
ou tracejados no fumo do jato
nublando o branco
dos olhos azuis
verdes herbáceos
castanhos de estanho
ou negros sem caminhos na noite
ou na pinacoteca de Joan Miró
que mira a noite
com outro  ser
que já não é Vincent Van Gogh
mas uma alternativa de caminho
frustrado por fora
porém lavrado por dentro
do ser enquanto esteve em erva daninha
espargindo a vida
- toda a vida!
no verdor dos anos de sua clorofila
na fila
da vila
- vila enclavada na aldeia abandonada às teias de aranha

( a aranha arranha o espaço com seu tear )
protegida na redoma da imaginação
de cada indivíduo que se ama por dentro
( num rododendro rodopiando 
- se e quando rodopiante 
nas hastes da taxionomia, taxonomia nomenclatura, botânica...)
e por fora nas táticas e estratégias
- fortalezas construídas na virtude
para se defender de um mundo escravocrata
camuflado de democrata
- em processo de demôniocracia idiossincrática
mercê os idiotismos
que faz a língua única no se dizer
ou imaginar que se diz
no desdiz da cicatriz 
por onde entra e sai
no vaivém de um rododendro ( "Rhododendron campanulatum" )
ou de dois mil rododendros ( "Rhododentron indicum" )
que invadem a tez 
plantam-se na pele e nas vísceras
como árvore da vida 
e na mente humana
como árvore do conhecimento
para além do bem e do mal
consoante toca Nietzsche
em sua alma de oboé 
dionisíaco-ditirâmbico
( coro de faunos e sátiros
na tangente para o satírico )

 A vida é um caminho para dentro :
rododendro