O paradoxo amplia o sentido restrito da palavra antítese que, podemos
dizer simplesmente, é um paradoxo ameno ou de espectro com ondas
curtas. Ambas as palavras guardam um parentesco no dizer a realidade,
ao nomeá-la, burilam um conceito ou concepção similar, se não
semelhante. O paradoxo, na realidade, que é a existência não posta em
ser, mas já preexistente ou presente antes do nascimento do indivíduo
ou da espécie humana e animal, vegetal, mineral, enfim, anterior à
vida, com alma plantar, alma vegetal, na clorofila que destila o
verde, enfim, o paradoxo destrói ou desconstrói a idéia ou pensamento
por dentro, rói-lhe o interior, aniquila a lógica posta no conceito,
enquanto ser utilizado como instrumento humano para pensar e deslindar
a natureza existente, preexistente, anterior à concepção desenhada,
escrita, pensada, elaborada, realizada em artefatos e comportamentos
oriundos de uma noética fundada numa gnoselogia ou gnosiologia,
enfim, na filosofia, com sua gnose paradoxalmente agnóstica, às vezes
até pernóstica, e, concomitantemente, na religião, que arrebata uma
gnosiologia, a qual diverge diametralmente da gnoseologia.
A tese, berço vocabular da antítese, é, digamos, um paradoxo menor,
vez que cumpre ao paradoxo perscrutar o conhecimento e o expor em
toda a tibieza.Claro, há uma discrepância de etimologia entre tese ou
antítese, que é a mesma tese com o prefixo negativo ou “maniqueu”,
pois Parmênides, da escola eleata, descrevia no conceito da palavra
“doxa”, dando-lhe o sentido de opinião ou conjectura, ou seja,
ligando-a ao pensamento, mas, ao mesmo tempo, como era uma contradição
de todo o conhecimento, como colocava a erudição em risco, classificou
essa ilação de opinião ou conjectura, pois assim evitava a
desconstrução de todo o pensado, a extinção do ser, que é, enfim, todo
o pensado e todo o pensamento ou idéia do homem. A tese é uma posição
no mundo, alienada do pensamento e posta no mundo ou realidade ou
existência; enfim, um arrancar da essência ( do ser, do pensamento) e
transplantar para a realidade alienígena ao homem ou ao mundo interno
do homem :mundo de essências, ser, pensamento, memória, imaginação,
etc.; já o paradoxo é um pensamento perturbador do conhecimento, pois
o questiona radicalmente, conjectura, ousa conjecturar, expõe a
erudição nua, sem a segurança dos gestos escondidos nas palavras
confortadores, consoladores, com “Espírito santo!”, eivadas de
Espírito santo! : o consolador, aquele que revigora a fé nas coisas
invisíveis, repõe o homem num mundo confortável, seguro, livre da
morte e das pragas invisíveis nas guerras freqüentes dos vermes,
fungos, bactérias letíferas, vírus demoníacos, enfim, toda uma horda
de bárbaros hunos laborando para a morte e a besta.
O paradoxo dá idéia de uma realidade ( de toda a realidade ou
existência, no “anexim” o “corolário” de Aristóteles que diz sobre a
separação da existência e a essência) que contradiz, se não anula, o
pensamento essencial do homem, ou pensamento do ser que, quiçá por
isso, no dizer de Heidegger, nunca foi pensado depois do eleata
célebre, excepto numa locução de Kant sobre o ser enquanto “apenas uma
posição” ou tese, a engendrar a antítese de Hegel, Marx e,
consequentemente, a síntese, que é o espaço interno ou interior entre
tese e antítese, as duas polaridades do maniqueísmo exploradas pelo
idealismo.
Imaginemos um paradoxo das antíteses!: Não o há; o que há, no caso,
é uma viscosidade emblemática entre o paradoxo e a antítese, pois é da
natureza da antítese guardar, ser guardiã, por assim dizer, de uma
posição no mundo, um por o pensamento em oposição, ou do opositor,
trasladando-o do intimismo das idéias humanas ao exterior, onde
subjazem as coisas exteriores, das quais fabricamos o ser que moldamos
nelas, no fenômeno que molda o ente, a entidade que laboramos
culturalmente, mentalmente, mas sempre no âmbito da “cosmovisão” ou
visualização da comunidade envolvida pela tez da cultura, porquanto
as coisas do mundo são vistas ou percebidas por nós, humanos, seres
que fabricam seres, seres ativos a produzir ou reproduzir seres
passivos, seres originários da sua paixão, ou da paixão que pervade
sua cultura ou civilização, como invenções nossas e não na realidade
de sua existência, com o perdão da redundância óbvia, mas necessária à
ênfase da frase.
O paradoxo quebra a tíbia do conhecimento, “osso” frágil, debilitado
pelas incertezas dos princípios que, no fim, não têm base alguma senão
em sua suficiência : o princípio da razão suficiente é bastante
emblemático e ilustrativo ou elucidativo. Haverá alguma razão que seja
suficiente e para quê? Para soldar a tíbia que se partiu, a fratura
exposta? O conhecimento é uma fratura exposto, conquanto esse
aforismo, “anexim” ou “brocardo” seja sensacionalista, errático como o
cometa.
As antíteses dependem do referencial, um ponto de partido, um lugar
no mundo ou um “locus” mental, intelectual, filosófico, quiçá
impetrado pela eurística. Cada homem na Bíblia está em antítese com
outro homem; o ser é antitético ( e no mundo, enquanto ser vivo,
inteligência viva no paradoxo que a mantém em vitalidade e viço) , já
explora a maniquéia, é um explorador de maniquéia ( todos somos
Maniqueus confessos ou taciturnos), essa “máquina” do bem e do mal,
uma mostra evidente, na qual o que fica demonstrado é o fato
inexorável de que cada homem, individualmente ( cada homem só existe
enquanto indivíduo, mas tem o poder do ser ou de seu alvedrio, de se
tornar ou ser uma bifurcação expandida em paradoxos ) acha o outro
necessariamente mal : o mal, o lado escuro ou negativo do maniqueísmo
sempre é o outro, o “alter ego”.
O paradoxo é uma figura ( geométrica) do pensamento e,
consequentemente, do discurso, enquanto o paradoxo é o “geômetra” : o
pensamento que se pensa. A antítese mostra o lugar onde está o homem
em sua tomada de posição no mundo, ou seja, fora de seu ego, alijado
do seu ser, engajado no universo, contraposto a outro ser que está na
posição “tese”, que é, na palavra, a posição inicial, afirmativa, no
pólo do bem da maniquéia, enquanto a antítese apresenta a negação da
primitiva posição ou a posição do adversário, do diabo, do inimigo
ferrenho, do ferrabrás, satanás.
Nesta relação de alteridade, na qual há o rei e o bobo, o cortesão, a
cortesã e o bajulador, dentre outros, relação obrigatória e
proibitiva, coercitiva, neste ritual que produz a alteridade,
inevitável, necessária, essencial e existencial ao homem enquanto
indivíduo que partilha um comunidade que o protege, mas que também vem
a coibir a maioria de seus atos, que se chocam com os atos dos outro
no processo natural ou existencial e essencial, há a relação menos
social, mais natural, voltada para o silvestre, no nu da mulher que se
despoja das vestes para praticar o ato natural, o ato sexual, um dos
escassos momentos que ambos tem relação direta consigo e com o outro,
numa alteridade verdadeira, real, existencial, não essencial, tirado o
ser ; esta relação natural, não social, que há entre o homem e a
mulher, na conjunção carnal, é a única da alteridade natural, não
socializável possível.
Tão poderosa e preponderante é tal alteridade silvestre com a mulher,
único elo possível com a alteridade de fato, não teatral, sob rito e
mito natural, que, mesmo achando socialmente a mulher, posta na
maniquéia como mal exacerbado desde a Idade Medianeira, a Idade das
Bruxas, que punha a mulher como o que há de pior; no entanto, e talvez
por causa desse retorno ao natural radical que o ato me comum com a
mulher possibilite, para um homem sadio, não para um padre ou frade
negro doente, um dominicano enraivecido, embevecido pelo cinismo, um
cinófilo, cujo herói ou ídolo desconhecido por ele mesmo é o filósofo
cínico, o cão Diógenes, um ódio irracional pela mulher, que é o desejo
latente de possuí-la sexualmente e, paradoxalmente, por demência ou
alienação institucional, que o coíbe, que tolhe o padre em seus votos
de castidade e obediência tresloucada, conquanto seja a mulher é o
único ser humano que pode dar prazer sexual e prole.
A mulher... : o sexo e o prazer vital, denegado, abortado pela
loucura de que tanto fala Erasmo em sua diatribe. O homem que nunca se
põe nu em sociedade que, na pele do padre, envolto no hábito do monge
ou pela sotaina do frade medieval não se livra desta prisão que o
veste, da roupa, pode fazê-lo ou na solidão triste, mórbida ou na
relação com a mulher, quando o desvestir é conjunto e, portanto, mais
excitante. Essa loucura das vestes talares faz o monge, o frade, o
padre, o homem medieval e a idade média.
O paradoxo testa e atesta a fragilidade ou a tenuidade nas lindes que
separam os conceitos ou concepções-mapas, mapeadas pela cartografia
linguística. Até onde um conceito ou concepção tem validez ou é mera
especulação ou mapa-múndi? ou mapa do tesouro?
O paradoxo está fundado no maniqueísmo, doutrina gramatical, com a
a qual narramos, dissertamos, descrevemos um objeto. E tudo é objeto para
o homem ou indivíduo referencial; aliás, sempre referencial, porquanto
não transcendemos a individualidade senão por concepções, mas não na
integralidade da realidade, na existência, onde os sentidos internos e
externos falam mais alto, é um alto-falante e um auto-falante.
No paradoxo sorites observamos que o conceito sobre um monte ( há montes no
relevo do direito também) termina quando? Quando o monte deixa de ser
um monte? No que, portanto, nos amparamos, senão na grande ou
categoria conceptual da grandeza escalar para definir o que é o monte
essencialmente? E na existência? também a grandeza escalar e o
parâmetro?
O sorites é esclarecedor da função da maniquéia nos conceitos. Só a
Maniquéia ( ou a Nicomaquéia ) apode engendrar conceitos, pois ela
polariza e o bem e o mal não importam em si, pois sé bem ou mal o que
o tempo diz pela língua do
homem o que é bom ou ruim, bem ou mal.No caso das polaridades
elétricas parece que o conceito de negativo está invertido,
socialmente, pois o negativo é quem move e o positivo é o atraído pelo
pólo-motor ou pólo-criador, pólo-deus.
O maior paradoxo é este : o conhecimento não é o conhecimento, mas um
representação imaginária do conhecimento feita pelo ser humano, mesmo
porque o conhecimento não existe, é uma inexistência, um
inexistencialismo ( ateu?) posto de pé no ser
( discurso, lógica, filosofia , ontologia, epistemologia,
gnoseologia) pelo homem. O medico quando faz um diagnostico,
representa o conhecimento por meio da leitura dos sintomas ; eles, os
sintomas legíveis , exprimem a gnose ou conhecimento por sinais do
corpo : é a semiologia médica que, de fato, não está de fato
exprimindo o conhecimento, mas um palpite limitado sobre o que pode
estar ocorrendo e que não pode ser conhecido, pois conhecimento não
existe senão representativamente, em ato da razão e sensibilidade, no
teatro da razão e da percepção, enquanto leitura semiótica ou
semiológica, porém não enquanto conhecimento, que é uma instância, um
“locus” do homem e não um nicho natural ; o nicho natural é a
existência ou mundo real, universo, cosmos, coisas, espaço de coisas e
para coisas ou onde se acham as coisas capturadas ou captadas (
“caput”) pela sensibilidade no ato fenomênico.
Não se conhece o que não existe, e o conhecimento é toda uma
inexistência representativa da inexistência no lugar da existência, a
qual não temos acesso. É o conhecimento o magno paradoxo. Não existe,
ou seja, não está posto ou não tem realidade fora (ex) do homem ou na
existência. É um não-existente ou uma não-existência; contudo, é um
objeto, ou seja, algo retirado pela operação da essência das coisas,
tem um quê das coisas a engendrar porquês.
A essência ou ser é uma operação humana, ação do homem-operário,
inação do homem-filósofo, que contempla o “Theatrum Mundi”. O
inexistencialismo ( ateu?) é uma prerrogativa do homem, uma alienação
que induz ao conhecimento ; essa doutrina, fundada, como todas, no
maniqueísmo onipresente, ignora o mundo ou a exterioridade, fazendo
dela a interioridade paradoxal do conhecimento. Tal doutrina básica,
fundante, contrapõe os universos ( se os há fora do conhecimento) em
internos e externos, na dicotomia característica do maniqueísmo.
Entretanto, o que seria externo e interno, senão um paradoxo
grosseiro? Externo é o mundo, com as coisas fora do homem e algumas
outras coisas ( alimentos, bebidas, etc.) que entram dentro do corpo
do homem ou na sua mente ( doutrinas ); o que entra dentro ou é
objeto, no caso das doutrinas, ou é coisa, no caso das bebidas,
alimentos, etc. Ao menos o conhecimento, que é algo arbitrário,
convencional, similar às palavras ou vocabulário lexical, o léxico,
assim põe as coisas no ser ou o ser nas coisas, transformando tudo em
objeto, ao estudá-los ou pô-los em língua e linguagem e lógica, enfim,
na metafísica.
A essência ou ser ou pensamento ou discurso, a lógica “”logos”), a
metafísica, enfim, o que está fora (ex) do mundo (ex-mundo,
ex-universo, ex-cosmos, ex-coisa) em oposição diametral à existência
(ex ) que está fora ou no mundo ou fora (ex) do homem ou do pensamento
(ex-pensamento, alienação ) é a representação do conhecimento, fora
da esfera da existência ( ou dentro do homem ) e, portanto, no âmbito
do conhecimento, onde não existe (não ex) mas está; porquanto o que
existe enquanto coisas no espaço
( se há espaço no sentido de fora e dentro do homem, o que acumula ou
amealha mais paradoxos suscitados pelo discurso ou lógica ( a lógica é
um investir em paradoxos insolúveis ) é algo tão complexo que não pode
existir senão enquanto representação por redução ou abstração, que é
o que se encontra na literatura ou nas literaturas específicas.
O paradoxo do interno e externo interior e exterior, enfim, o
paradoxo do “ex” está calcado na doutrina do maniqueísmo, informa esse
corpo doutrinário. Caracteriza uma antinomia clássica que dificulta a
missão da comunicação nas várias formas das linguagens, pondo fora a
língua, conquanto a língua seja mais uma linguagem, mas também mais
que uma linguagem o que, paradoxalmente, pode servir para as demais
linguagens que nunca sabemos quando são línguas ou quando estão
cumprindo missão de linguagem. É o paradoxo sorites.
O conhecimento está expresso integralmente pela Maniquéia, na doutrina
do maniqueísmo, que nada tem a ver com Maniqueu ou outros mitos e
ritos que põem homens enquanto ser de ação, o que não existe, não está
na existência, mas penas nas anedotas da essência, que conta a
história mais por meio de anedotas filosóficas ou científicas do que
de fato, na existência, que não pode ser movida por nós, humanos,
senão tecnicamente, e com os limites da técnica ou tecnologia
sobraçada nas línguas e linguagens que perfazem, o corpo das
matemáticas, geometrias, álgebras, enfim, os vários “idiomas”,
“dialetos” “tatibitates” e outras idiossincrasias” matemáticas e
lingüísticas, semânticas e semiológicas, banhadas a ouro na filosofia
enquanto ontologia, gnoseologia, epistemologia e nóetica, que
constroem ou constituem esse corpo Franskenstein da língua e da
linguagem, que é, e última instância, o reino de onde emerge as
ciências, todas calcadas na filosofia ou naquele conjunto vasto de
conhecimentos ( ontologia, lógica, teologia, ontoteologia,
epistemologia, gnoseologia, geometria, matemáticas, sociologia,
psicologia, etc.), pois o maniqueísmo, sendo o que é, em seu ser,
posto no discurso e não na existência, senão pelo corpo do homem e
pela técnica e tecnologia nas matemáticas e outras formas de
engenharia abstrata, que antecede os artefatos culturais, originários
da técnica ou tecnológias, nada mais que uma doutrina que não
atende aos apelos veementes, instantes, da realidade complexa, maior
que o pensamento; ou seja, o maniqueísmo não atende que é real, de
fato, existencial, que é assaz complexa e não pode ser sequer
representado, senão reduzida em tese, no por ou posição do ser ou
pensamento no mundo.
O único conhecimento que temos é que o sabemos da ausência do
conhecimento através dos paradoxos que os sábios e eruditos levantam,
a fim de demonstrar a fragilidade e a limitação do conhecimento, algo
meramente erudito, fundado na prova do sábio, ou do saber ( o saber é
a prova do conhecimento, mas quem não é réprobo entre os homens,
quando seu interesse está em jogo?).
O conhecimento de fato é um longo acervo de paradoxos e pouco mais.
Somente o paradoxo pode inventariar a realidade ou irrealidade do
conhecimento que, embora válido no sistema ou circuito hermético da
erudição, não tem existência, não atinge ou é partícipe da existência,
não está na corrente da existência, é apenas um dado real ou das
coisas espaçadas.
O agir do homem na existência ou sub-existência é semelhantes, e não
apenas similar, ao agir da bactéria na mesma existência, uma vez que
ambos, homem e bateria, coexistem, estão no mundo ou fora de si, no
sentido paradoxal de que estar no mundo é estar ao desabrigo de si,
fora (ex) do que o homem denomina interior, mente, intelecto, corpo,
etc. e que a bactéria, pelo que consta ou nem consta, não denomina
nada, excepto se seu modo de denominar seja diverso do modo do homem,
numa língua ou linguagem em que fale mais o corpo do que noção ou
vocábulos abstratos.
O ato da bactéria somente parece diferir do ato do ser humano ( a
bactéria é, outrossim, uma ser humano, do mesmo barro do homem, mesmos
átomos e moléculas similares) porque o ato da bactéria é uno,
unificado ato e pensamento, enquanto no homem é premeditado, tem o
impulso inicial no pensamento, é um lance de espírito e outro de alma
: uma duplicada. No mais guarda semelhança, na proporção de cada ente.
Para exemplificar e “exemplar” : se alguém divorcia do cônjuge
marital ou uxório, o outro consorte fica em desamparo momentâneo,
susceptível, ou ambos, o ficam, e os estranhos, os seres “exógenos”
vêem a oportunidade e penetram na relação, destruindo ou
desequilibrando ainda mais os ex-companheiros, bem como ocasionado
mais problemas e traumas para a prole, então já meio perdida, agindo
da mesma com que age rapidamente a bactéria “Clostridium difficile”.
O ato do homem só difere do ato da bactéria e outros animais, nossos
semelhantes, porque, além de estar fundado na existência, nela
ancorado, também está estribado no pensando, que é um alazão tipo o do
herói do imaginário, Hércules ( Heracles), ou seja, é ato além de
realizado pelo corpo humano, também é “ato” imaginado e maquinado,
composto pela tênue “matéria” ou “energia” da inexistência, ou seja,
de algo que está apenas no ser que produz os mitos na literatura,
através dos poetas, que nos fazem poetas também ao produzir textos
para lermos e, destarte, exercitar o poeta que canta dentro de nós, no
canto esquerdo ou direito do hemisfério cerebral, nos lobos,
protegidos por osso contra cães maiores ou menores a rutilar na
abóbada celeste. Eis a grande e única diferença que o homem e o animal
apresentam.
A atitude do médico ( ou qualquer outro profissional na sua respectiva
área de atuação) ao fazer seu prognóstico é um ato fundado no
pensamento mágico, na experiência, no empirismo, doutrina que faz da
prova ( algo tão complexo e um autêntico paradoxo, pois no que se
prova passa antes pela comunicação e não temos acesso senão a esse
comunicado que, por certo, e quase sempre, é, no mínimo, uma colocação
arbitrária e unilateral do ser que fez a prova; a prova em geral não
vem do probo, homem difícil de achar, “avis rara”, porém do réprobo, o
iníquo escravo das doutrinas e dos valores subjacentes, subjetivas,
“subjetivadas”, que escravizam seu pensamento, que não é de um homem
livre, desinteressado, despojado, mas o mero “despojo” ou “espólio”
oriundo de uma alma morta, um espírito ou pensamento plantado sobre um
vegetal morto há tempos e ressequido pelo sol cáustico do deserto, que
“planta” uma prova de interesse, de uma parte interessada na prova,
que comanda o ato probante e o provador venal, inflado à categoria de
pseudo-sábio, enfim, a prova produz ou perfaz inevitavelmente e por
sua natureza social, um ciclo de iniqüidade, o qual retrata a
sociedade no daguerrótipo e no fonógrafo ) pois, devido á complexidade
do tema abordado, a infinidade quase matemático de um infinito
matemático sobre a etiologia da doença, é ta vasta que a possibilidade
de acertar com o diagnóstico é um ato pernóstico, presunçoso.
Na realidade estamos, sem o saber, e muito menos conhecer, numa guerra
entre germes e outras criaturas invisíveis, hospedeiros e comensais,
que podem nos ferir de morte da noite para o dia. Estamos no meio de
uma guerra furiosa, furibunda, uma batalha das Fúrias contra o Fados e
As Gorgonas que vão acabar por nos matar, mercê de uma “bala” perdida
( e tanta são essa malsãs balas perdidas! cotidianas) que nem
percebemos que todo dia podemos estar mortos em segundos, fora outros
acidentes e incidentes.
Em meio a essa selva que vem desde dos tempos das cavernas precisamos
um Jesus “ressuscitado” ( sem as aspas! : há boçais para crer ) ,
salvos do vermes da morte, um Cristo que esteja nos remédios das
farmácias, portanto para ser ingerido e salvar-nos a morte iminente em
cada instante; estamos, enfim, inseguros e nos agarrando á última
tábua de salvação, desde os temos primevos, quando o homem não tinha
qualquer remédio, senão corpo, que era seu médico, seu sábio,
feiticeiro, xamã, seu Cristo, enfim, o salvador eterno e primitivo,
embutido e escondido nos genes que gemem de medo a cada estação.
Recorrente é o mito do conhecimento.
No que tange aos gregos, que inventaram a filosofia ( a única
filosofia é a grega; não existe outra filosofia, mas outras formas de
pensar, similares ao pré-socráticos, que, em Parmênides, e outros, já
são filósofos, mas estão, em Empédocles de Agrigento e Heráclito de
Éfeso, mais como pensadores ; minha família vem de lá, da Grécia, da
Hélade; para constar isso basta ler a onomástica em alemão ( os
topônimos são rastos por onde pisou um povo, representado por um ou
mais indivíduos da nação, etnia ou língua, ao seguir a onomástica do
lugar, como no caso específico da Groelândia, terra cuja onomástica
aponta quem esteve naquelas plagas ao nomear o lugar, deixando à
mostra sua língua nos radicais que compõem a palavra, um idioma
exótico, de um povo que veio de longe, a explorar, dentre outros
inúmeros exemplos.
Outro paradigma : o patronímico Griebel, ou Gribel, que pode ser uma
corruptela ou uma variação do nome original ( ou de algum dos
originais do sobrenome ) , designa, na língua alemã, a família ou um
indivíduo do sexo masculino, possivelmente, que vieram da Grécia, ou
Hálade, ou em alemão : Griechenland, os griechisch, na qual a raiz
grie e land são óbvias; no latim é græcus. Todavia, os "gregos" se
chamavam de helenos, os filhos da Hélade, em Ésquilo, o gênio
trágico.Hellas, Hellada, no latim; no grego: Hellás. Aliás, gregos e
italianos se mesclam no complexo das relações étnicas-culturais.
O etnônimo latino Græcia vem do grego graikós, com os quais se
seguemos respectivos epítetos no gentílico. Eruditismo calcado no
latim, a língua erudita por excelência; aliás, a palavra "erudito" vem
do latim.
Mas isso só tem valor de descoberta erudita; não outra qualquer, nem
qualquer ilação varada na vanidade.
Claro que toda essa arenga ou arrazoada arranjado num passa de
conhecimento, ou seja, algo falho, pontuado de senões ; a família ou
um homem que veio da Grécia ou Hélade para a Alemanha, teria chegado
antes em qual país? E aqueles que vieram da Grécia vieram de que
lugar, antes de vir para a Hélade? Todos esses quesitos são
pertinentes, demonstram o paradoxo do conhecimento, que é sempre
arbitrário, por mais livre que seja, e que e não pode ser de outro
feitio, pois do contrário não teríamos sequer a representação do
conhecimento, uma vez que o conhecimento mesmo, de fato e de direito,
não tem fim e não acabaria jamais de ser aplicado ou exposto. Ele, o
conhecimento, esbarra com a limitada da física, química, temporal.,
espacial do homem; logo, é impossível um espaço ou tempo “humano”
aonde possa ser inserido o conhecimento, mas apenas sua representação
sintética é possível.
Toda tese só passa a ser necessária se levantar-se contra ela uma
antítese ; sem antítese não há tese, nem tampouco síntese : este outro
paradoxo do conhecimento. Se um homem entendesse o outro, na sua tese,
aceitasse-a passivamente e pacificamente não haveria construção da
representação do conhecimento, mas dogma, que é a presunção
fossilizada de verdade que a Igreja, o governo, o estado, enfim, as
instituições e o direito, enquanto entidade que dá força de lei ao
dogma. O conhecimento é o desentendimento, a dúvida, a descrença no
outro, o cepticismo, a fé em si.
A validade e validação da tese está em sua antítese, que a reconhece
enquanto perturbação ou turbação crítica, agressão.
O paradoxo é o conhecimento; pois no paradoxo é o conhecimento de que
não é possível conhecer, mas apenas representar o conhecimento como um
ator ou agente social, de uma forma poética, filosófica, política,
dramática, enfim, com os ritos e mitos disponíveis na literatura e no
teatro. Aliás, o teatro aqui, bem como a literatura, tem sentido
amplo, não envolve somente o teatro convencional, mas também o rito
dramático da Igreja, do Estado com seu Direito, da ciência, etc., bem
como as respectivas literaturas filosóficas,médicas, científicas,
enfim, mitológicas. O teatro, em lato senso, é o rito e o mito
generalizado nas instituições que objetivam alienar o homem pela
repetição incansável de ritos e mitos na suas mais variegadas e
diversificadas formas , não obstante serem o mesmo mito e o mesmo
rito, cuja forma é a mesma e a modificação e apenas uma improvisação
necessária para atender ao cliente e ao que vendedor de ilusões.
O povo não precisa de verdade ou conhecimento, mas sim de comida,
alimento, vestuário, saúde, educação,diversão, entretenimento : pão e
circo romanos. Nem imagina para que serve os paradoxos e nem tampouco
que eles, os paradoxos, é que constituem o único conhecimento que
podemos apreender enquanto seres finitos e temporais, sendo o
conhecimento vasto demais para caber numa vida finita e eivada de
percalços.
Os paradoxos lógicos na matemática tendem a ser mais abundantes visto
que a matemática é uma ciência instrumental para ação; seno arte
ciência ( filosofia) e parte técnica, a matemática tende mais a agir
ou é utilizada como agente no lugar e como vestuário de agir do homem
do que língua ou linguagem. É uma linguagem que age, ou seja, a
matemática é o ser humano agindo por linguagem ou por meio da
linguagem acurada da matemática.
As matemáticas sofrem desse paradoxo essencial.Tem função bijetora : é
um sujeito agindo sem ser sujeito humano, ou seja, sem ser sujeito de
fato, sem ter sujeito ou ser subjetivo no ato precedente ao fato ( ato
precede fato : história do ato é o fato, o feito, o realizado, etc.)
mas, paradoxalmente, um sujeito no que se nomeia como tal um ente que
age, um sujeito e não um objeto, sendo que a matemática é um objeto do
homem e para o homem e pelo homem., mas pode agir enquanto sujeito
abstrato, mesmo tirando o homem do mundo, numa ação sem corpo humano,
porém como corpo teórico ( “corpus Aristotelicum”).
Construída tecnicamente e racionalmente para ser uma ciência de ação,
as matemáticas podem agir por meio de um rito abstrato, sem qualquer
impulso humano, vez que elas traze em seu bojo o rito e o mito, a
máquina de agir, posta em abstrato, e de pensar, no mito, pois todo
pensamento é um mito fundado necessariamente num paradoxo que o
constrói e o destrói simultaneamente.
Nada no pensamento abordamos sem o paradoxo, pois o paradoxo está na
origem e na essência do conhecimento ou da dicotomia entre
conhecimento e existência, ser posto pelo homem no discurso, nas
linguagens e fora da linguagem enquanto outro ato humano que não é
linguagem e linguagem ou semiótica quando o homem silencia o discurso
e as supostas linguagens no ato de agir sem pensamento, no ato zen, do
budista, ou na ioga do guru que, não obstante, mesmo mediante todo
esforço, carrega a linguagem corporal nos signos anatômicos e
fisiológicos.
No maniqueísmo o mal sempre é o outro, sendo o outro sempre também o
mesmo outro no outro; ambos são o outro considerado o ponto
referencial do sujeito; um sujeito submete o outro sujeito a objeto,
rebaixo-o a tal, mas o processo é inverso quando o referencial parte
do ser que antes será objeto posto pelo ser do outro, porem, quando
posto pelo ser em outro ponto referencial o sujeito e o objeto mudam
de posição e o ser também; no entanto, a coisa permanece, pois por ela
não passa o ser, mas somente a percepção que produz a parte do ser
denominada sensibilidade ou percepção. Este é outro de infinitos
paradoxos que,paradoxalmente, não são infinitos, porquanto infinito é
mais um paradoxo adicionado ao monte, do qual fazemos um paradoxo
sorites.
sábado, 2 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
LAVAR A FLOR DE LARANJEIRA ANTES DA BARRA DA ALVA
Uma tarde-noite
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi algumas nuvens passando
numa velocidade insólita
( O lusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subseqüente
enregelada no glaciar da Patagônia
com a sequela do terror no ar rarefeito
na dispnéia dos pesadelos com Íncubos e Súcubos
na obra pictórica de Fussli
- um retrato sem daguerrótipo da noite
Escura na alma aflita )
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
sob os clássicos lençóis alvacentos
esgarçados no matiz para uma ausência de cor
da garça branca
nada cromática ave magérrima
longo pescoço
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
- nada, nada nefelibata
bípede emplumado
com as patas plantadas na lâmina d'água do lago
enquanto o lago é peixe
nadando na piscina
- que o písceo nada na piscina
e (idem!) na piscicultura belicosa
do latim pagão de Roma dos Césares
a começar a arenga em Júlio César
escritor em campanha de general
ditador na República romana
As nuvens cantam a garça
exprimem rapsódias de garças geométricas
no desenho racional de Euclides
( miríades de Euclides
saindo do cupinzeiro
qual térmita, mariposa lépida
com o fito de espargir a semente da geometria
pelo mundo civilizado depois de Alexandre Magno
até o marco aurélio do Império romano!...)
Ah! a graça da garça branca!
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
( ou atravessou o Rubicão! )
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o sol no levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuldas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora de alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando o sangue
mar-oceano em clave no corpo humano
até que o homem seja trespassado
a fio de espada
e a água vire pó em segundos!
por ordem do românico império
múltiplo nos cavaleiros do Apocalipse
segundo a visão do profeta judeu
que assim descreveu o mundo da besta
pródiga em chifres! )
Todavia, vida de ave pernalta
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
no lago plácido
com plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
língua com a qual o sábio erudito
imortalizou a ave
a flora e a fauna
numa espécie nobilíssima
de poema de amor de naturalista
- autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
na forma de nomenclatura binominal
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
Naquele arrebol
as nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo que eu olhava para o verde do abacateiro
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
a me espicaçar...
Assombrações, abantesmas, visagens de cemitérios
( a casa ficava nas era adjacências da necrópole
praticamente contígua ao campo santo)
meras sombras com algo de macabro, lúgubre
tétrico nas trevas a se reproduzir furiosamente
- seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas dentro da mente humana
apenas nesta forma de existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
madrugada em carvão
dilúculo em brasa
tempo Carbonífero ou Carbônico
éon Fanerozóico
sucessor do Devoniano
precede o Permiano
Eras, Épocas, Períodos
para as rochas calcárias
- tempo sem o homem
na Gondwana e na Pangéia
quando a vida vem montada na cavalinha
com alma verde-clorofila de amazona
a desbastar a antítese por hipérbato
e outras ( ostras sem ostracismo!)
figuras geométricas de linguagem
recursos da oratória
de priscas eras
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi algumas nuvens passando
numa velocidade insólita
( O lusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subseqüente
enregelada no glaciar da Patagônia
com a sequela do terror no ar rarefeito
na dispnéia dos pesadelos com Íncubos e Súcubos
na obra pictórica de Fussli
- um retrato sem daguerrótipo da noite
Escura na alma aflita )
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
sob os clássicos lençóis alvacentos
esgarçados no matiz para uma ausência de cor
da garça branca
nada cromática ave magérrima
longo pescoço
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
- nada, nada nefelibata
bípede emplumado
com as patas plantadas na lâmina d'água do lago
enquanto o lago é peixe
nadando na piscina
- que o písceo nada na piscina
e (idem!) na piscicultura belicosa
do latim pagão de Roma dos Césares
a começar a arenga em Júlio César
escritor em campanha de general
ditador na República romana
As nuvens cantam a garça
exprimem rapsódias de garças geométricas
no desenho racional de Euclides
( miríades de Euclides
saindo do cupinzeiro
qual térmita, mariposa lépida
com o fito de espargir a semente da geometria
pelo mundo civilizado depois de Alexandre Magno
até o marco aurélio do Império romano!...)
Ah! a graça da garça branca!
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
( ou atravessou o Rubicão! )
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o sol no levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuldas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora de alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando o sangue
mar-oceano em clave no corpo humano
até que o homem seja trespassado
a fio de espada
e a água vire pó em segundos!
por ordem do românico império
múltiplo nos cavaleiros do Apocalipse
segundo a visão do profeta judeu
que assim descreveu o mundo da besta
pródiga em chifres! )
Todavia, vida de ave pernalta
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
no lago plácido
com plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
língua com a qual o sábio erudito
imortalizou a ave
a flora e a fauna
numa espécie nobilíssima
de poema de amor de naturalista
- autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
na forma de nomenclatura binominal
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
Naquele arrebol
as nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo que eu olhava para o verde do abacateiro
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
a me espicaçar...
Assombrações, abantesmas, visagens de cemitérios
( a casa ficava nas era adjacências da necrópole
praticamente contígua ao campo santo)
meras sombras com algo de macabro, lúgubre
tétrico nas trevas a se reproduzir furiosamente
- seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas dentro da mente humana
apenas nesta forma de existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
madrugada em carvão
dilúculo em brasa
tempo Carbonífero ou Carbônico
éon Fanerozóico
sucessor do Devoniano
precede o Permiano
Eras, Épocas, Períodos
para as rochas calcárias
- tempo sem o homem
na Gondwana e na Pangéia
quando a vida vem montada na cavalinha
com alma verde-clorofila de amazona
a desbastar a antítese por hipérbato
e outras ( ostras sem ostracismo!)
figuras geométricas de linguagem
recursos da oratória
de priscas eras
terça-feira, 28 de junho de 2011
FARENOZÓICO ( wikcionario wik dicionario onomastico etimologia etimologico wiki )
Uma tarde-noite
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi uma nuvens passando
numa velocidade insólita
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
cobertos com lençóis brancos
esgarçados no matiz branco
da garça branca
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
( O fusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subsequente
com a sequela do terror no ar rarefeito no peito )
As nuvens cantam a garça
- a graça da garça branca
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuldas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora de alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando o sangue
mar-oceano em clave no corpo humano )
Todavia, vida de ave pernalta
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
língua com a qual o sábio erudito
escreveu um poema de amor de naturalista
uma autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
As nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo que eu olhava para o verde do abacateiro
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
Assombrações, abantesmas, visagens de cemitérios
( a casa era adjacente à necrópole )
seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas apenas na existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
Uma tarde-noite
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi uma nuvens passando
numa velocidade insólita
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
cobertos com lençóis brancos
esgarçados no matiz branco
da garça branca
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
( O fusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subsequente
com a sequela do terror no ar rarefeito no peito )
As nuvens cantam a garça
- a graça da garça branca
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuladas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora da alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando sub-repticiamente o sangue
- mar-oceano em clave no corpo humano
sorvendo os eflúvios que emanam da noite
na dama-da-noite dançante em perfumes
com o jasmim feio um arlequim
no baile à fantasia )
Todavia, vida de ave pernalta
conquanto não seja periclitante
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
aspirando ao céu de brigadeiro
naquela língua com a qual o sábio erudito
escreveu um poema de amor de naturalista
uma autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
As nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo em que eu olhava admirado o verde do abacateiro
ébrio violinista verde
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
Assombrações, abantesmas , visagens de cemitérios
( a casa era adjacente à necrópole )
seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas apenas na existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
madrugada em carvão
dilúculo em brasa
tempo Carbonífero ou Carbônico
éon Fanerozóico
sucessor do Devoniano
precede o Permiano
Eras, Épocas, Períodos
para as rochas calcárias
- tempo sem o homem
na Gondwana e na Pangéia
quando a vida vem montada na cavalinha
com alma verde-clorofila de amazona
a desbastar a antítese por hipérbato
e outras ( ostras sem ostracismo!) figuras geométricas de linguagem
recursos da oratória
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi uma nuvens passando
numa velocidade insólita
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
cobertos com lençóis brancos
esgarçados no matiz branco
da garça branca
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
( O fusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subsequente
com a sequela do terror no ar rarefeito no peito )
As nuvens cantam a garça
- a graça da garça branca
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuldas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora de alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando o sangue
mar-oceano em clave no corpo humano )
Todavia, vida de ave pernalta
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
língua com a qual o sábio erudito
escreveu um poema de amor de naturalista
uma autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
As nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo que eu olhava para o verde do abacateiro
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
Assombrações, abantesmas, visagens de cemitérios
( a casa era adjacente à necrópole )
seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas apenas na existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
Uma tarde-noite
lusco-lusco no fuso da abóbada celeste
vi uma nuvens passando
numa velocidade insólita
Pareciam, as nuvens passageiras,
fac-símile de fantasmas
cobertos com lençóis brancos
esgarçados no matiz branco
da garça branca
- esgarçada nas nuvens implumes
com plumagem de gaivota-hiperbórea
( O fusco-fusco é um verbete
no dicionário ou enciclopédia da noite
- um apontamento para a madrugada subsequente
com a sequela do terror no ar rarefeito no peito )
As nuvens cantam a garça
- a graça da garça branca
antes da barra da alva
lavar a flor de laranjeira
com abelhas operárias
mel e orvalho matinal
para quem pisou outro rocio
depois de passar a madrugada
no mundo onírico
de onde levantou com o levante
para amar a luz viva
de outra aurora com alma
a espreguiçar no corpo vivo
depois dos passos sobre o aljôfar
arroio sem rumor
brotando da madrugada em vergônteas
dissimuladas nas trevas
medrando a medo
( A madrugada é a hora da alma
queda no corpo
quedo no leito
com o sonho dentro
a nadar a cavaleiro sobre o cavalo-marinho
no mar vermelho
revisitando sub-repticiamente o sangue
- mar-oceano em clave no corpo humano
sorvendo os eflúvios que emanam da noite
na dama-da-noite dançante em perfumes
com o jasmim feio um arlequim
no baile à fantasia )
Todavia, vida de ave pernalta
conquanto não seja periclitante
com asas brandas-brancas
a adejar sobre a brandura da lagoa
em mansuetude de Jesus
plumas matizadas na brancura-alvura pura
flutuando suaves no canto vocal da nomenclatura de Lineu
em latim de missa
aspirando ao céu de brigadeiro
naquela língua com a qual o sábio erudito
escreveu um poema de amor de naturalista
uma autêntica epopéia digna da Musa
cantando a beleza coral do canto trágico dos gregos
emulando o belo poema épico : " A Eneida!"
da lavra de Virgílio Romano
ou a obra magnífica do excelso poeta latino Lucrécio
epicureu, epicurista de gênio
da pena do qual foi editada a obra "De Rerum natura"
com fulcro na filosofia de Epicuro de Samos
filósofo grego que fundo a doutrina do epicurismo
uma intuição genial da ciência moderna e coeva
Lineu deixou como legado de sua erudição
e inteligência viva e natural
um glossário da língua e da filosofia natural
que ainda contém sua alma viva
na inteligência viva aplicada à ciência taxionômica
- na sua taxionomia navega no ar
seu espírito encravado na alma
e esta grafada indelevelmente no pensamento
dentro de sua alma
conservada em gênios da natureza
escrita na estela dos genes
As nuvens fugiam no vento
com almas de fantasmas
em formas fantasmagóricas
que mostrei à minha filha
quando ela tinha nove para dez anos
tempo em que eu olhava admirado o verde do abacateiro
ébrio violinista verde
assomando sobre o telhado
da casa onde minha companheira
era a melancolia
Assombrações, abantesmas , visagens de cemitérios
( a casa era adjacente à necrópole )
seres que não estão fora do homem
não estão na existência natural
mas apenas na existência fictícia
enquanto seres dados pelo pensamento humano
porquanto para o homem
há uma existência intrínseca
onde convivem um acervo de seres
criados pelo pensamento
e que não têm existência de fato
porém apenas em ato
- no ato de pensar e imaginar
os seres dos sentidos internos
genuínos monstros de Frankenstein
modelados à base dos seres
percebidos pelos sentidos externos
na mixórdia entremeada de sonho e vigília
- noite apagada e dia aceso
madrugada em carvão
dilúculo em brasa
tempo Carbonífero ou Carbônico
éon Fanerozóico
sucessor do Devoniano
precede o Permiano
Eras, Épocas, Períodos
para as rochas calcárias
- tempo sem o homem
na Gondwana e na Pangéia
quando a vida vem montada na cavalinha
com alma verde-clorofila de amazona
a desbastar a antítese por hipérbato
e outras ( ostras sem ostracismo!) figuras geométricas de linguagem
recursos da oratória
segunda-feira, 27 de junho de 2011
CORIFEU ( wikionario wik dicionario enciclopedia enciclopedico onomastico enciclopedia )
Eu vim da Hélade
de um lugar de muito verde na terra
e a subir os montes
e muito azul a descer mar
e a subir céu
por uma escada de anil
Meu pai recitava com frequência
um poema que dizia de verdes campos
e a evocação corriqueira desses violinistas verde
tocando a pedra revestida de formas herbáceas
de um verde intenso no clamor do violino
atestava que ele viera de longe
- originário de outras plagas além-mar!
Depois que cresci e vi ilhas gregas fotografadas
ao sol do mar Tirreno
( fonografadas Cíclades!...)
era como se olhasse
para o que meu pai descrevera no "salmo" doméstico
ou como se tivesse o vislumbre no horizonte
dos elementos naturais que compõe meu próprio corpo
porquanto toda a matéria corporal
a totalidade física e química
composta musicalmente no corpo humano
carrega a terra do lugar de origem
- e terra é também as ervas!...:
as ervas daninhas, arbustos, lianas ...
a alma vegetal a mover vida em animal, inseto...
plantas e planta do pé das aves palmípedes
pisando e marcando delevelmente
seu rasto na água do mar mediterrâneo...
- a fauna e o fauno
que representa a cultura
na tradição e no cântico dos mitos
na teogonia do poeta Hesíodo
ou no canto coral ou ditirambo
hino em uníssono
narrando apaixonadamente
um fato alegre ou sombrio...
( Seria o salmodiar intermitente do meu progenitor
memória genética
ou o que os simplistas denominam "coincidência"?!
Mas com tal incidência, veemência!...)
Assim soprava a voz no latim de Roma imperial : grego!
- ou Grécia! e não Hélade!
Neste modular do canto
com este sotaque se gravou
a melodia que é a fala
antes do gramofone
então em potência
e concomitantemente se grafou o nome
da terra dos helenos
a qual no ditirambo de Ésquilo
a harmonia cantada em coro
não vinha a sucumbir
e veio suscitar a voz para Hélade
graças à presença do corifeu
( Desde as tragédias ou cantos de poeta trágico Ésquilo
o dicionário onomástico para todas as regiões
habitadas por helenos
era Hélade e não Grécia
que veio a viger após o advento do filósofo macedônio
Aristóteles de Estagira
no cenário da tragédia mundial
Contudo, ganhou o canto da voz no latim de Roma
e no latim cristão
Outrossim proliferou sumariamente nos gentílicos
dos respectivos vernáculos
com os etnônimos para grego
oriundo do latim "Graecos"
- um outro macarrão
bem à moda italiana )
Vim da Hélade
não sei se passei pelo monte Parnaso
nem tampouco se pisei a erva daninha
a medrar imaginariamente nas bordas e sopé do monte Olimpo
onde os deuses são a natureza
a ninfa as águas
o ar o Zéfiro
que respira um moinho de vento de cada vez
no sorvo das narinas do moleiro
nominado num pássaro
que sabe a mar
- amar o mar das Cíclades
o mandrião-de-longa-cuda
que em latim de Lineu
tem as notas musicais na melodia
com um resquício de saudade do romano
a debicar assim o motejo no gorjeio em latim :
"Stercorarius longicaudus"
Não tenho o mar Egeu nos olhos
não trago um gole de água do mar jônico
não lembro da visão do Pártenon
de seu capitólio
nem da Acrópole em Atenas
mas talvez essa memórias
estejam escritas em língua de genes
que não é idioma de helenos na Hélade
Eu vim da Hélade
no corpo do meu antepassado
e estou aqui a olhar
as flores em formas de trombetas
matizadas de um roxo violáceo
no timbre de um violoncelo
a tocar a partitura lilás
ou matizadas no amarelo
- um amarelo Modigliani
a pintar sua esposa com suéter amarelo
no divã amarelo
com a expressão facial
de algum ser
cuja opção foi se plasmar
dentro do meu corpo
na plenitude do inexistencialismo céptico
sem vir à lume
para o tempo do homem fora no retrato
( que é a existência
e a consequente perda do ser para o ente fenomênico )
- queda antes do daguerrótipo e no fonógrafo
sem mover a pedra do tempo
que é um objecto de arquitetura e engenharia
do ser humano posto na existência
sob as regras naturais e sociais
que pesam uma cruz em gravidade!
- no orbe e na urbe
( Essa mulher sentado num divã
sobre e sob o amarelo-Modigliani em cantata
na ária do artista personalíssimo
seria um ser em concerto sinfônico para amarelo
ou para a lua em plenilúnio amarelo?! )
de um lugar de muito verde na terra
e a subir os montes
e muito azul a descer mar
e a subir céu
por uma escada de anil
Meu pai recitava com frequência
um poema que dizia de verdes campos
e a evocação corriqueira desses violinistas verde
tocando a pedra revestida de formas herbáceas
de um verde intenso no clamor do violino
atestava que ele viera de longe
- originário de outras plagas além-mar!
Depois que cresci e vi ilhas gregas fotografadas
ao sol do mar Tirreno
( fonografadas Cíclades!...)
era como se olhasse
para o que meu pai descrevera no "salmo" doméstico
ou como se tivesse o vislumbre no horizonte
dos elementos naturais que compõe meu próprio corpo
porquanto toda a matéria corporal
a totalidade física e química
composta musicalmente no corpo humano
carrega a terra do lugar de origem
- e terra é também as ervas!...:
as ervas daninhas, arbustos, lianas ...
a alma vegetal a mover vida em animal, inseto...
plantas e planta do pé das aves palmípedes
pisando e marcando delevelmente
seu rasto na água do mar mediterrâneo...
- a fauna e o fauno
que representa a cultura
na tradição e no cântico dos mitos
na teogonia do poeta Hesíodo
ou no canto coral ou ditirambo
hino em uníssono
narrando apaixonadamente
um fato alegre ou sombrio...
( Seria o salmodiar intermitente do meu progenitor
memória genética
ou o que os simplistas denominam "coincidência"?!
Mas com tal incidência, veemência!...)
Assim soprava a voz no latim de Roma imperial : grego!
- ou Grécia! e não Hélade!
Neste modular do canto
com este sotaque se gravou
a melodia que é a fala
antes do gramofone
então em potência
e concomitantemente se grafou o nome
da terra dos helenos
a qual no ditirambo de Ésquilo
a harmonia cantada em coro
não vinha a sucumbir
e veio suscitar a voz para Hélade
graças à presença do corifeu
( Desde as tragédias ou cantos de poeta trágico Ésquilo
o dicionário onomástico para todas as regiões
habitadas por helenos
era Hélade e não Grécia
que veio a viger após o advento do filósofo macedônio
Aristóteles de Estagira
no cenário da tragédia mundial
Contudo, ganhou o canto da voz no latim de Roma
e no latim cristão
Outrossim proliferou sumariamente nos gentílicos
dos respectivos vernáculos
com os etnônimos para grego
oriundo do latim "Graecos"
- um outro macarrão
bem à moda italiana )
Vim da Hélade
não sei se passei pelo monte Parnaso
nem tampouco se pisei a erva daninha
a medrar imaginariamente nas bordas e sopé do monte Olimpo
onde os deuses são a natureza
a ninfa as águas
o ar o Zéfiro
que respira um moinho de vento de cada vez
no sorvo das narinas do moleiro
nominado num pássaro
que sabe a mar
- amar o mar das Cíclades
o mandrião-de-longa-cuda
que em latim de Lineu
tem as notas musicais na melodia
com um resquício de saudade do romano
a debicar assim o motejo no gorjeio em latim :
"Stercorarius longicaudus"
Não tenho o mar Egeu nos olhos
não trago um gole de água do mar jônico
não lembro da visão do Pártenon
de seu capitólio
nem da Acrópole em Atenas
mas talvez essa memórias
estejam escritas em língua de genes
que não é idioma de helenos na Hélade
Eu vim da Hélade
no corpo do meu antepassado
e estou aqui a olhar
as flores em formas de trombetas
matizadas de um roxo violáceo
no timbre de um violoncelo
a tocar a partitura lilás
ou matizadas no amarelo
- um amarelo Modigliani
a pintar sua esposa com suéter amarelo
no divã amarelo
com a expressão facial
de algum ser
cuja opção foi se plasmar
dentro do meu corpo
na plenitude do inexistencialismo céptico
sem vir à lume
para o tempo do homem fora no retrato
( que é a existência
e a consequente perda do ser para o ente fenomênico )
- queda antes do daguerrótipo e no fonógrafo
sem mover a pedra do tempo
que é um objecto de arquitetura e engenharia
do ser humano posto na existência
sob as regras naturais e sociais
que pesam uma cruz em gravidade!
- no orbe e na urbe
( Essa mulher sentado num divã
sobre e sob o amarelo-Modigliani em cantata
na ária do artista personalíssimo
seria um ser em concerto sinfônico para amarelo
ou para a lua em plenilúnio amarelo?! )
domingo, 26 de junho de 2011
INOVADORA (wikcionario bioolgia zoologi etologia eocologia wik dicionario enciclopedico)
A história, enquanto ciência, ou presunção tal, nunca houve; o que
existiu foi a escrita, que buscou mitos, para colocar ritos e cantos
rituais de sacerdotes ou astros do rock e do pop, ritos para o senso
comum. A história e a escrita são, reciprocamente, espelho e imagem
espelhada, uma dualidade, mutualidade, da qual, por ser a mais simples
ou simplista forma de conhecer, faz emergir a idéia do maniqueísmo,
onipresente e onisciente e onipotente em todas as ciências, filosofias,
epistemologias, contos, poemas, epopéias, mitologias, enfim, em todas
as manifestações escritas ou faladas ( fonadas).
A história é a história do maniqueísmo, o pano de fundo ou o coro da
tragédia grega, onde está a ideia una e única ( o ser, o célebre ser,
posto na palavra, ao sair da mente humana de Parmênides, um grego de
Eléia, depois de postado para o mundo dos homens
( um correio e telégrafos! ); vocábulo entremeado com a idéia
inovadora, posto neste mundo ou universo social humano, que nos vem
em um cambulhada, numa multidão "plebéia" de vocábulos concatenados
pela gramática; aliás, o maniqueísmo é a gramática doa história, da
história de tudo, pois esse "tudo" é a literatura sob as mais diversas
e divergentes formas escritas e faladas : poesia, prosa, drama,
retórica, sob as formas de ontologia, tecnologia, ciência, mito,
lenda... sob todas as formas literárias, incluindo a "literatura" das
matemáticas e a notação musical, a ópera e seus libretos, enfim, tudo
o que é escrito ( ou história ) e falado.
A ciência nunca foi mais que técnicas ou prestação de contas
( contabilidade, ciência contábil ) sobre a validade das técnicas que,
faladas ou postadas na escrita ( escrituração de livros didáticos não
difere da escrituração contábil; é o mesmo gestual a administrar
ritos sumários, também inseridos no Direito, outra forma contábil, mas
sob forma de signos linguísticos ao invés de signos e símbolos
catacterísticos na "terminologia" numérica matemática : a matemática
se expressa por números, ou seja, conta, mensura, exibe grandezas ) ou
na literatura especializada, se metamorfoseia em "tecnologia" : palavra
e artefacto, voz e produto humano manual, manufaturado ( ou
industrializado ), e mental ou intelectual : a nova face do Narciso na
lâmina d'água do arroio do suicida.
A palavra tecnologia é, outrossim, nome para os artefactos de ponta,
conceito, desenho, e discussão teórica sobre o funcionamento e a
feição desses objectos provenientes da razão.
A tecnologia e a ciência, no sentido econômico da palavra, é a mesma
face ou a mesma moeda com duas faces : a ciência e a indústria, fazem
interface, dependentes ambos do investimento e da direcção que tomarão as
ciências sob este investimento, para não dizer da palavra
"investimento" algo que possa ser maléfico em algum pólo maniqueísta.
Mas sempre o é, pois toma o parido do beneficiário dos lucros da
empresa, do capital. Retoma o maniqueísmo de Marx, a velha discussão
dos males que espalha essa promiscuidade entre ciência e indústria e,
concomitantemente, comércio, polêmica que também tem como objecto as
relações do estado, por seu governo ( homens, não nos esqueçamos! : o
governo é de um homem ou muitos, se o monarca é débil e os oligarcas
miríades de insetos no sentido-latim, latinório) e as empresas
industriais e comercias, pessoas jurídicas ( ou pessoas metafísicas,
metafóricas, metonímicas, pessoas para prosopopéia ), sob as ordens e
ato das pessoas reais ou físicas, sendo ambas atores e atrizes no
palco do mundo ou teatro da guerra ( ou “theatrum mundi” )e das
operações da política, outra guerra, sob formas de estratégia e
estratagemas que, quando falham, convoca os soldados para atirar sem
piedade, sem lembrar que há qualquer fábula democrática ou de Direitos
Humanos românticos, novas amadas idílicas para poetas em
degenerescência.
A ciência de fato ( não de Direito, que faz seus produtos metafísicos
de fábrica) sempre foi a filosofia, a ontologia, espistemologia,
noética, enfim, o espaço e tempo grego de pensar gregariamente e para
atender à agremiação dos gregários; a saber : ao grêmio que é o povo,
assembléia para Deus ou deuses. Pensar-povo.
Todavia, a ciência que, na realidade "existe"nos postulados da
filosofia ( filosofia é palavra modesta para um monte, no paradoxo; a
ciencia é uma "sorites" paradoxal ( o paradoxo sorites , um
super-herói em signos e pensamento, sempre apto a corrigir ou
testemunhar as agrúrias e penúrias do conhecimento, nunca firmamento
estribado, sobre o cavalo, um cavaleiro andante, ambulante, na Hélade,
onde explodiu o sintagma filosófico ), paradoxo recorrente em anfibologias ( frase tautológica) , que empalidece as coisas dadas nos entes, fenomenologicamente, sob o efeito do fenômeno, que é um efeito dos sentidos, desfocando o saber inato os animais e, consequentemente, nos
outros animais, para o conhecimento, que vem em signos e símbolos e
sinais naturais, indo começamos a ler o mundo e a construir o mundo
do homem, universo parcial, à parte ( mundo à parte, tempo idem) ,
brotado no âmbito da cultura, que molda tudo com seu maniqueísmo, o
qual faz a religião e a tecnologia primeva, que, posteriormente, se
transmuta em filosofia ou ontologia e seus desdobramentos e a tecnologia de Ponta ( na ponta de cada temo há uma para os artefatos, os quais vão "aumentando" ou amealhando o tempo
do homem no mundo, tempo esse posto e feito por esses artefactos. Vide
o relógio e em sua "história" na matéria e transformação da matéria
( indústria, processo industrial ou de industrialização ) e energia
( também labor ou trabalho físico, químico e mental do homem operando,
operante) e depois na história escrita pela mão do homem com a e pena
a ferir a superfície do pergaminho ( a religião está nos pergaminhos,
em rolos! E papiros, onde escrito está o “livro dos Mortos”, nome
imaginado pelos ocidentais para um livro-mapa-itinerário a orientar o
vindante (..."e sua sombra"!!!... ) no outro lado do mundo, ou abaixo
do horizonte para onde
descaiu o disco solar ) , os quais fazem a religião e artefatos
técnicas primitivas ou primordiais, primeiras línguas e linguagens
para o conhecimento erudito ).
A técnica dá uma noção lógica e frugal da ciência, pois a ciência se
transforma em técnica ; aliás, sua primeira aparição e linguagem está
sob a forma da técnica. A frugalidade da ciência não é nenhuma chacota
ou pilhéria sobre a vestimenta do imaginário arlequim posto não-vivo
nesta "folia" sem Foucault ou pêndulo, conquanto não vai aqui o
Foucault pendular ( Arlequim não-vivo é esta personagem sem alma,
pilhado da existência e da folia e alocado em "locus" para mera
locução ; enfim, um paradoxo dentre outros infinitos paradoxos que
rubricam a ciência como um complexo de dubiedades, um longo acervo de
anfibologias e incertezas : o princípio da incerteza em ato e de fato
consagrado em toda a história, que é pura e simples ontologia. A
ciência, em última instância, vem encorpar o paradoxo do arlequim, a
se vestir como um monarca para a outra "folia", a folia viva, não
morta em pergaminhos, papiros, livros para mortos, história e
itinerário para falecidos, paradoxo de Zeno, ou Zenão de Eléia, do
asno de Buridan; enfim, os paradoxos do conhecimento dão uma mostra do
que é o conhecimento ; aliás, o conhecimento é mera administração de
paradoxos ou é o conhecimento, auto-consciência de veneno ou vírus
letífero no "Corpus Aristotelicum", entremeado nesses paradoxos ; é um
conhecimento por paradoxos ou fundamentados nos paradoxos ou dos
paradoxos, levando a doxologia à falência, à septicemia paradoxal a
fulminar o ato de pensar, arrolando-o entre os atos nulos, nulidades,
nadidades, nafidicação ).
Contudo a técnica é apenas uma face da ciência.
Esta relação promíscua entre ciência e industrial, restringe o objeto
da ciência, alija a filosofia, a axiologia, a noética e outros campos
onde ocorre a ciência independente, que é tudo o que a indústria e o
mercado , a política, outra indústria e comércio, aspiram e articulam
nos bastidores. Para isso o estratagema é o de desarticular a
filosofia que, sob este nome simplista, originário de efeito
conotativo de época, um efetivo “conotador”, abriga sob a rubrica
“filosofia” uma quantidade e qualidade de ciências livres, um vasto
acervo do espírito humano, uma saga do pensamento, atravessando tempos
construídos e arquitetados pelo homem, sob a égide da “filosofia que,
a saber, mais que uma mera paixão pela sabedoria ou pelo conhecimento,
que diverge da sabedoria intrinsecamente e extrinsecamente, contém um
monte de disciplinas científicas de fato e de Direito, na melhor
tradição do termo em sentido kantiano ; a filosofia, essa paixão
( “pathos”) grego , invenção exclusiva dos filósofos da vetusta
Hélade,o helenismo, tem inúmeras faces, tantas quantas são os Narcisos
a especular sua imagem : a ontologia, a epistemologia, a noética ( não
considero a ética ciência, mas mera técnica comportamental,
racionalizada ), a teologia, a gnoseologia ( considerando a
gnosiologia religião e parte da teologia, cujo objecto não é preclaro,
bem como ciências que se perderam para o mercado : psicologia sem
perspectiva filosofante, sociologia voltada para a arte da política
e, concomitantemente, da polícia, para servir ao mercado controlado
pelo direito, esses dois novos leviatãs que Hobbes não pode ler nem
tampouco por enquanto objecto de sua ciência. Hobbes tinha uma ciência
; aliás, a ciência não sai da esfera individual : quando vai ao
coletivo se transmuta qual um deus Proteu ( daí provem a palavra
“proteína”) de mil faces e facetas.
Pode ser visto, esse deus dos mares, em xilogravura de 1531. O tempo
está na xilogravura exposta.
A ciência no mercado e para fins de mercância , obra para mercadores
( isso a ciência atual e de sempre, excepto alguns raros lampejos ainda
lidos e escritos por poucos, que fazem a história, que é antes de mais
nada a história do pensamento, algo ontológico, epistemológico,
noético, gnoseológico, etc. ) concentra toda sua energia de forma
inercial num pólo do maniqueísmo interessante aos senhores do momento
ou do tempo inventado de novo pelo homem que o vive.
Destarte, a pseudociência perde o contato com o outro ponto antípoda
da tensão privilegiada ou escolhida ao alvedrio dos interesses
momentâneos ou temporais e, ao preterir uma polaridade em benefício de
outra, planta um núcleo na relação, a qual., em detrimento do pólo
preterido, anula o conhecimento no que tange ao espaço e tempo
presente entre as polaridades antitéticas responsáveis pelo movimento
ou pelo passar do tempo pelo espaço bipolar ou de polaridade quase
nula, desarmando o gatilho do maniqueísmo, que parece onipresente, ao
menos na estrutura do pensamento humano, em todas as culturas, ou
seja, o maniqueísmo é universal, mas o processo e os procedimentos o
mitigam ou anula no ato do conhecimento, o que faz supor que o
maniqueísmo é parte da existência, não figura somente na essência,
porém,além de servir ao homem doutrinariamente, o homem o torce e
distorce à vontade, à revelia, ao imprimir seus interesses sobre o
maniqueísmo, que, destarte, funciona somente em num pólo, anulando ou
mitigando os efeitos do outro pólo, ao menos no pensamento expresso
por símbolos, signos, na geometria, religião e outras formas de
conhecer ou saber.
Anulando ou mitigando o fluxo entre polaridades, o homem altera, na
mente, por meio de doutrinas, a visão ou concepção do fluxo natural
nas relações sociais, conquanto não o faça quando se trata de aplicar
o conhecimento e a sabedoria na arquitetura e construção dos artefatos
bélicos, utilitários, sacros, lingüísticos, teóricos, enfim, em todo o
cabedal social ou que se diz social, no estratagema, no ardil que se
usa para afastar o povo dos bens comuns, que se tornam incomunicáveis
no processo.
A hegemonia do sistema financeiro modificou todas as relações,
consoante previu e analisou Marx. Nos tempos de antanho, os reis eram
anunciados com trombetas e vinha acompanho de uma comitiva, ou séqüito
real, numa carruagem especial, luxuosa, ou carregado por escravos ou
servos numa espécie de palanquim ou literia, enfim, algo desse jaez.
Outrossim, os espetáculos animavam as festas dos reis na coorte com
dançarinos hábeis, cantores, contorcionistas, enfim, todo um aparato
que hoje está no circo e mais recentemente na televisão, pois o circo
também perdeu espaço mercadológico para a televisão, que,literalmente
“roubou a cena”.
Na atualidade, com a ascensão do mercado em lugar, que passou a ser um
peão representando o dinheiro e a nova deusa “Economia”, para quem
deve-se fazer encômios graciosos e gratificantes,o trono e o cetro
real foram ocupados pela nossa diva e rainha dos pobres e dependentes
viciados em mídias, que podem ver e ouvir qualquer espetáculo pela
televisão como se fossem novos reis, embora sem poder algum, porém com
postura real, comprando geléia real , sendo reis escravos ou
escravizados no divã, ouvindo a mídia que vende os produtos das
indústrias e do comércio, na nova corrida do ouro : a corrida
tecnológica, que emprega a ciência, que são os cientistas, um novo
batalhões de frades ou soldados disciplinados e sob ordens severas,
ordens militares dos senhores que comandam as grandes “guildas” atuais
( empresas e outras instituições afins ou tais e quais ) ou grandes
corporações, com seus monopólios, cartéis, trustes, franquias, etc.,
para atender o apetite voraz dos novos imaginários reis e sua
dinastia, todos devidamente sentados, esses novos-reis ou novos ricos
ou a classe média no divã, regentes imaginários de um reino do
consumo, a ouvir com êxtase as trombetas a tocar nos filmes ( não em
Jericó, com Josué) , porém no antigo cinema e hoje na confortável sala
de estar : poltrões derreados na poltrona.
Eis uma fórmula que a maniquéia usa para polarizar exageradamente uma
mania de época, que apaixona as pessoas escritas para este drama
cômico, canhestro, que ficam desamparadas de maniqueísmo, uma vez que
o maniqueísmo que parece ter uma função clara na natureza, na
inteligência animal focada no saber, mas que o homem, ao construir o
tempo, com sua maniquéia , opera um obscurecimento no saber através da
operação do conhecimento, que vem por palavras, sempre passíveis de
servirem como artefatos de engodo, escravizando o pensamento através
de sofismas requintados e falsa erudição, o que não é novidade, e sim
palavra vetusta na Grécia antiga, já na boca do Sócrates platônico.
O tempo do homem também e, principalmente, é construído com fulcro num
ajuste da maniquéia para servir os fins dos que comandam e mandam
construir a casa do tempo ou história, que está escrita em todos os
seus artefatos, em toda manifestação cultural e na alocação da
maniquéia para a época. Esse “locus” em transliteração repudia e
tripudia da maniquéia antiga e desenha um novo objeto de estudo.
O estudo do tempo é o tempo, enquanto idéia do homem em sua relação
cósmica, cosmológica e social.
O ser do conhecimento, que, socialmente, para o senso comum, escapa ao
crivo da sabedoria vulgar, provado que é por entes não probos, mas
réprobos interesseiros, interessados no processo e na urgência de
provar, mesmo através de fraudes, o que se quer impor ao grande
público passivo e omisso, é posto então neste “locus” enquanto objeto
moldado por uma ciência do que se quer, o que se anela, aquilo que se
deseja com ardor, enfim, uma ciência ou sub-ciência a serviço da
política, ou do poder, indiferente a qualquer suposta verdade oficiosa
que não pode provar nem reprovar nada, porquanto não tem autoridade
nem poder sem nenhum para fazê-lo ; são réprobos antes mesmo de
qualquer gesto de defesa num processo cognitivo no qual a capacidade e
a autoridade para produzir provas já está determinado de forma
imutável em lei que, outrossim, nomeia ou encarrega as pessoas ou
peritos que podem provar ou ter acesso às provas.
Ninguém, enquanto indivíduo, pode provar nada, nem sequer ter acesso
aos métodos e conhecimentos proibitivos que conduzem à prova. Todo
poder, em sociedade totalitária, de leis sobre a cabeça do homem, é
usurpado do indivíduo, exceção feita aos indivíduos no poder.
A ciência não é senão uma técnica para pensar como fazer sobre objetos
e com objetos, a fim de defender o homem das intempéries naturais,
dentre as quais estão as doenças. É uma técnica embasada nas normas
coercitivas da gramática ( a gramática exerce uma coerção severa )
cujo escopo é comunicar o pensamento técnico ou o fazer e como fazer :
este o âmbito de toda sua literatura.
Vasculhar o pensamento, os objetos do pensamento e da ciência, ter ou
por o pensamento por objeto, no “locus”, enfim, por o ser, a tese,
posicioná-lo no “locus” é função da epistemologia, cujo escopo é o
estudo da fenomenologia do espírito humano, ou seja, tem como objetivo
estudar ou tratar o pensamento e a sensibilidade, os sentidos
externos ; dos fenômenos captados e da transmutação desses fenômenos
por meio de conceitos.
Quem investida o universo é a filosofia ( quem se fia na filosofia! ),
não enquanto “amor” ou “paixão” apenas, mas como razão, juízos,
postulados, através da ontologia, espistemológica, noética, etc.,
partindo sempre de uma gnoseologia, que a ciência não postula, nem tem
liberdade, independência, emancipação para postular.
A ciência é a filosofia menor de hoje e de ontem, quando era
epicurismo e depois ao se rebaixar à uma menoridade de retardado
mental na doutrina tresloucada do cristianismo que, não obstante, é
boa política para o povo simplório,boçal, incapaz de entender poesia
ou filosofia e mesmo, muitas vezes, até a ciência com a qual convivem
enquanto profissionais da área.
Ciências são filosofias restritivas, obedientes aos métodos ou
metodologias para condenados ou prisioneiros em novas galés, gente não
livre, nem livre-pensador, nem tampouco livres e emancipados enquanto
ser humano autocrático, mas “criaturas” presas às regras e princípios
da filosofia que as norteiam, bússolas úteis apenas para atender
certas áreas do conhecimento e limitadas ao trabalho sobre objetos
determinados e delimitados filosoficamente, mas não para o
conhecimento livre, sem peias, que é o objeto ou “locus” de estudo da
filosofia, que representa e é o pensamento na maioridade, na plenitude
do tempo, capaz, inclusive de dialogar com filósofos de todos os
tempos. Os cientistas, homens sofríveis, alienados nas pessoas
patéticas do discurso, ou nas personagens a representar no teatro
social, meras bússolas a apontar maquinalmente o norte magnético,
tornam-se, elas mesmas, objetos de maquinações alheias, que as colocam
abaixo das estruturas gramaticais ou jurídicas, das doutrinas
revestidas de sua maniquéia em voga, na moda.
Aristóteles até hoje mantém um diálogo profícuo com os filósofos de
todos os tempo e e cada vez mais, mormente,com os atuais.
A ciência, que não possui consciência do conhecimento, nem tampouco e
muito menos auto-consciencia ( cientistas não desenvolvem a
auto-consciência ou auto-leitura, se tais há, ou epistmologia própria
e alienígena do filósofo ( ou filostrato ), são homens mais limitados,
prisioneiros entre as grades e a máscara de ferro de seu tempo,
restritos a este tempo que imaginam ser o único e último ou até o
eterno ( e não o tempo, mormente depois da operação-ressurreição do
cristianismo ) , encarnados e vestidos, marcados a ferrete e fogo pelo
logotipo e logomaquias temporais, os diatribes versus a dogmática,
tudo no bojo do maniqueísmo clássico ou revestido de modernidade,
“tempos modernos” com Chaplin no cinema mudo, tartamudo ).
A ciência, que é o homem em sua alienação encarnada ou representada na
pipeta do químico , não apresenta evolução consciente, por isso morre
com a idade do homem que a criou : é um produto do tempo. Vide a
psicanálise e Freud ou a filosofia natural de Isacc Newton. que,
aliás, por ter uma certa perspectiva com nuance filosofante , durou
mais e ainda é útil à engenharia, orienta a engenharia, ou seja,
cumpre o papel da ciência, que é dar voz aos artefatos tecnológicos
com a língua e as linguagens ou idiomas matemáticos, que não falam,
mas escrevem em signos próprios e símbolos. Vide quão vivo continua o
pensamento de Marx ( "O Capital" ), na sociologia e na economia, que
com ele ganharam
um estudo humano ou humanista, se querem assim assinar o ato humano
que a filosofia proporciona e a ciência denega, pois só serve ao
trabalho e, evidentemente, ao capital, à indústria, comércio...
Essas proposições heréticas que não vão agradar a ninguém evoca a
função dos paradoxos no conhecimento, cujo fito é relativizar o
conhecimento, num relativismo essencial, pois o conhecimento jamais é
absoluto e sobrevive no ser humano, sujeito de relações múltiplas,
multifacetadas ; este paradoxo da análise abordaria ou faria um
levantamento ou inventário da doseometria para o verdade ou realidade
ou para o conhecimento, que está entre eles, mas não é nenhuma delas :
é apenas um esforço contínuo.
Tal paradoxo poderia ser proposto assim : poderia o cientista , pago e
na universidade investido das honrarias e insígnias ter a liberdade,
carente de as remuneração, dentro de si ao menos, ter capacidade
“livre” e poder para conhecer ou ousar conhecer algo da verdade que
fira os interesses de seus patrões? Mais: poderia alguém livre dessas
peias sociais, não envolvido profissionalmente ter alguma
possibilidade de conhecer algo da verdade ? Quais os impedimentos
capazes de estorvar a liberdade ou influir de forma sutil e
imperceptível em cada um dos seres postados e envolvidos ou
encapsulados socialmente e ainda na sua eqüidistância enquanto um ser
humano como referencial? Isso levaria ao “princípio da incerteza
somente na física quântica ou seria um princípio epidêmico? – endêmico
no homem.
Tanto é técnica a ciência, técnica expressa no léxico, com verbetes,
glossário, assim como o é a matemática que exprime esta mesma técnica
com outro jargão e signos e símbolos com maior grau de economia e
efetividade, ou servir à técnica é o objetivo prioritário da
“ciência” divorciada da filosofia, a o menos no que planta o anelo dos
cientistas inflados por uma vaidade monstruosa, que a adição da
palavra “logia”, cujo escopo é dizer, exprimir, em “logos”, palavra
cuja etimologia vem do grego “filosófico” e poético em Homero, que
está em raiz do “chão” na formação do vocábulo“tecnologia”, pois o
termo denuncia a função da ciência em seu destino ou em seu rumo
escatológico”, que a ciência não objetiva senão dar expressão, assim
como as linguagens matemáticas e algébricas, à técnica, falar da
técnica ou seja : dizer, estudar, ser ciência em função da técnica e,
tudo o que tem e pode dizer é tecnologia, exprimir o discurso para o
fazer embasado em conceitos lexicais e matemáticos, palavra ou
concepção e desenhos que ajustam essa a concepção aos postulados e
teoremas da geometria, que é o ramo conceitual da matemática. As
matemáticas são ciências numenais ou noumenais, vinculadas
indissoluvelmente à prática ou à indústria e mercancia. Vide o numenal
e o noumenal.
A filosofia, por seu turno, é a inutilidade dos gênios sábios, dos
eruditos que atingiram o cume da maturidade intelectual e de vivência,
experiência. Originária da poética, que funda a religião e a ciências
( outro artigo ou profissão de fé cega, ingênua ), a filosofia é o
cume da sabedoria e do conhecimento, em oposição à ciência ( o
cientista é a ciência! E o filósofo a filosofia! : o resto é erro
formal e plural, pluralidade de equívocos).
Na realidade, a ciência, cuja alma que vivifica o espírito do homem
está em ato no homem que se aliena para fazer ciência ou pensar
insulado do mundo por uma mar de abstração ( um oceano Atlântico ou
pacífico ou indico abstrato! deixando o náufrago em solitude no areal
da ilha de Robinson Crusoé), não enfrenta a prova do saber ou a
sabedoria, que só pode ser provada individualmente, para ser
fidedigna, e pelo homem probo, cuja probidade é indubitável, o que é
quase impossível se não for realizada pelo próprio indivíduo,
porquanto a credibilidade de outrem é credulidade fundada em vanidade,
pois o ser humano, em geral, é mendaz e susceptível de erros crassos,
bem como movido por interesses escusos, quase sempre.
Pessoas crédulas são aquelas que em menoridade mental, moral que não
provaram o mundo por si, mas aleatoriamente, pelas provas das línguas
com enzimas ou sem enzimas de outros seres humanos, em geral
interessados numa verdade românica, imperial ou romântica,quando não
louvadas em motivo torpe, que é o mais comum, corriqueiro na pocilga
social, onde os políticos, seres reles, promíscuos, despóticos,
pérfidos, estão a coibir a maioria dos animais domesticados nas
escolas com a vara da lei ou da justiça, ou o paradoxo que tem a
alcunha de justiça. Uma cega mendiga esculpida por um Rodin venal.
A ciência não almeja a verdade, mas com a política ; o cientista
sequer fareja o saber, é cega para a sabedoria, indiferente; o que
importa nesse “locus” é o resultado econômico, financeiro, ou pessoa
ficta, que comanda o mundo enquanto escudo dos poderosos, que se
escondem sob a instituição e sob as picuinhas casuísticas da lei ; os
casuísmos...; enfim, a ciência está restrita a um conhecimento
limitado, ao que é plosivo ou oclusivo na consoante. Pouco além disso
vai seu vocabulário ou dicionário no vernáculo. Sobrevive de um jargão
mal definido ou cujos conceitos jamais podem ler as concepções
espaciais e temporais exprimidas pelas artes plástica ou pela
literatura, quando surge um Dostoievski ou um Kafka a ver toda a
sociologia invisível ao sociólogo comuníssimo, agrilhoado e fustigado
pelo aguilhão escolar, o cilício da educação, universitário ou outros
nomes assim pomposos que atestam o testemunho de Erasmo de Roterdan ,
o qual prova de cabalmente, de forma cabal e fática, todos os
movimentos da política em sociologia, apenas se utilizando do fato
notório presente ou onipresente em cada dia e pelos séculos e séculos,
amém e amem, se quiserem ou puderem amar a loucura, a folia descrita
em Michel Foulcaud, na mesma linha do humanista holandês, a espoliar
Luciano, na Menipéia, Apuleio e outros sábios eruditos que descrevem o
homem comum enquanto investidos do poder e das insígnias do asno
dourado, o asno de ouro, que pode ser um imperador, um papa ,bispo,
rei ou presidente ou um acadêmico bufão a palestrar, ou melhor, a
palrar na esteira do truão tolerado pelo monarca, seja quem quer que
seja o monarca ou que referencial se tomou para a monarquia, que tem
seu “eterno retorno” social .
Hoje o monarca tem seu trono no divã da sala de estar do pequeno
burguês pós-marxismo, outra utopia que, não obstante, como
conhecimento é fundamenta na sua maniquéia poética-religiosa-atéia, o
que é um paradoxo inovado. Outro asno de Buridan, caro Erasmo.
existiu foi a escrita, que buscou mitos, para colocar ritos e cantos
rituais de sacerdotes ou astros do rock e do pop, ritos para o senso
comum. A história e a escrita são, reciprocamente, espelho e imagem
espelhada, uma dualidade, mutualidade, da qual, por ser a mais simples
ou simplista forma de conhecer, faz emergir a idéia do maniqueísmo,
onipresente e onisciente e onipotente em todas as ciências, filosofias,
epistemologias, contos, poemas, epopéias, mitologias, enfim, em todas
as manifestações escritas ou faladas ( fonadas).
A história é a história do maniqueísmo, o pano de fundo ou o coro da
tragédia grega, onde está a ideia una e única ( o ser, o célebre ser,
posto na palavra, ao sair da mente humana de Parmênides, um grego de
Eléia, depois de postado para o mundo dos homens
( um correio e telégrafos! ); vocábulo entremeado com a idéia
inovadora, posto neste mundo ou universo social humano, que nos vem
em um cambulhada, numa multidão "plebéia" de vocábulos concatenados
pela gramática; aliás, o maniqueísmo é a gramática doa história, da
história de tudo, pois esse "tudo" é a literatura sob as mais diversas
e divergentes formas escritas e faladas : poesia, prosa, drama,
retórica, sob as formas de ontologia, tecnologia, ciência, mito,
lenda... sob todas as formas literárias, incluindo a "literatura" das
matemáticas e a notação musical, a ópera e seus libretos, enfim, tudo
o que é escrito ( ou história ) e falado.
A ciência nunca foi mais que técnicas ou prestação de contas
( contabilidade, ciência contábil ) sobre a validade das técnicas que,
faladas ou postadas na escrita ( escrituração de livros didáticos não
difere da escrituração contábil; é o mesmo gestual a administrar
ritos sumários, também inseridos no Direito, outra forma contábil, mas
sob forma de signos linguísticos ao invés de signos e símbolos
catacterísticos na "terminologia" numérica matemática : a matemática
se expressa por números, ou seja, conta, mensura, exibe grandezas ) ou
na literatura especializada, se metamorfoseia em "tecnologia" : palavra
e artefacto, voz e produto humano manual, manufaturado ( ou
industrializado ), e mental ou intelectual : a nova face do Narciso na
lâmina d'água do arroio do suicida.
A palavra tecnologia é, outrossim, nome para os artefactos de ponta,
conceito, desenho, e discussão teórica sobre o funcionamento e a
feição desses objectos provenientes da razão.
A tecnologia e a ciência, no sentido econômico da palavra, é a mesma
face ou a mesma moeda com duas faces : a ciência e a indústria, fazem
interface, dependentes ambos do investimento e da direcção que tomarão as
ciências sob este investimento, para não dizer da palavra
"investimento" algo que possa ser maléfico em algum pólo maniqueísta.
Mas sempre o é, pois toma o parido do beneficiário dos lucros da
empresa, do capital. Retoma o maniqueísmo de Marx, a velha discussão
dos males que espalha essa promiscuidade entre ciência e indústria e,
concomitantemente, comércio, polêmica que também tem como objecto as
relações do estado, por seu governo ( homens, não nos esqueçamos! : o
governo é de um homem ou muitos, se o monarca é débil e os oligarcas
miríades de insetos no sentido-latim, latinório) e as empresas
industriais e comercias, pessoas jurídicas ( ou pessoas metafísicas,
metafóricas, metonímicas, pessoas para prosopopéia ), sob as ordens e
ato das pessoas reais ou físicas, sendo ambas atores e atrizes no
palco do mundo ou teatro da guerra ( ou “theatrum mundi” )e das
operações da política, outra guerra, sob formas de estratégia e
estratagemas que, quando falham, convoca os soldados para atirar sem
piedade, sem lembrar que há qualquer fábula democrática ou de Direitos
Humanos românticos, novas amadas idílicas para poetas em
degenerescência.
A ciência de fato ( não de Direito, que faz seus produtos metafísicos
de fábrica) sempre foi a filosofia, a ontologia, espistemologia,
noética, enfim, o espaço e tempo grego de pensar gregariamente e para
atender à agremiação dos gregários; a saber : ao grêmio que é o povo,
assembléia para Deus ou deuses. Pensar-povo.
Todavia, a ciência que, na realidade "existe"nos postulados da
filosofia ( filosofia é palavra modesta para um monte, no paradoxo; a
ciencia é uma "sorites" paradoxal ( o paradoxo sorites , um
super-herói em signos e pensamento, sempre apto a corrigir ou
testemunhar as agrúrias e penúrias do conhecimento, nunca firmamento
estribado, sobre o cavalo, um cavaleiro andante, ambulante, na Hélade,
onde explodiu o sintagma filosófico ), paradoxo recorrente em anfibologias ( frase tautológica) , que empalidece as coisas dadas nos entes, fenomenologicamente, sob o efeito do fenômeno, que é um efeito dos sentidos, desfocando o saber inato os animais e, consequentemente, nos
outros animais, para o conhecimento, que vem em signos e símbolos e
sinais naturais, indo começamos a ler o mundo e a construir o mundo
do homem, universo parcial, à parte ( mundo à parte, tempo idem) ,
brotado no âmbito da cultura, que molda tudo com seu maniqueísmo, o
qual faz a religião e a tecnologia primeva, que, posteriormente, se
transmuta em filosofia ou ontologia e seus desdobramentos e a tecnologia de Ponta ( na ponta de cada temo há uma para os artefatos, os quais vão "aumentando" ou amealhando o tempo
do homem no mundo, tempo esse posto e feito por esses artefactos. Vide
o relógio e em sua "história" na matéria e transformação da matéria
( indústria, processo industrial ou de industrialização ) e energia
( também labor ou trabalho físico, químico e mental do homem operando,
operante) e depois na história escrita pela mão do homem com a e pena
a ferir a superfície do pergaminho ( a religião está nos pergaminhos,
em rolos! E papiros, onde escrito está o “livro dos Mortos”, nome
imaginado pelos ocidentais para um livro-mapa-itinerário a orientar o
vindante (..."e sua sombra"!!!... ) no outro lado do mundo, ou abaixo
do horizonte para onde
descaiu o disco solar ) , os quais fazem a religião e artefatos
técnicas primitivas ou primordiais, primeiras línguas e linguagens
para o conhecimento erudito ).
A técnica dá uma noção lógica e frugal da ciência, pois a ciência se
transforma em técnica ; aliás, sua primeira aparição e linguagem está
sob a forma da técnica. A frugalidade da ciência não é nenhuma chacota
ou pilhéria sobre a vestimenta do imaginário arlequim posto não-vivo
nesta "folia" sem Foucault ou pêndulo, conquanto não vai aqui o
Foucault pendular ( Arlequim não-vivo é esta personagem sem alma,
pilhado da existência e da folia e alocado em "locus" para mera
locução ; enfim, um paradoxo dentre outros infinitos paradoxos que
rubricam a ciência como um complexo de dubiedades, um longo acervo de
anfibologias e incertezas : o princípio da incerteza em ato e de fato
consagrado em toda a história, que é pura e simples ontologia. A
ciência, em última instância, vem encorpar o paradoxo do arlequim, a
se vestir como um monarca para a outra "folia", a folia viva, não
morta em pergaminhos, papiros, livros para mortos, história e
itinerário para falecidos, paradoxo de Zeno, ou Zenão de Eléia, do
asno de Buridan; enfim, os paradoxos do conhecimento dão uma mostra do
que é o conhecimento ; aliás, o conhecimento é mera administração de
paradoxos ou é o conhecimento, auto-consciência de veneno ou vírus
letífero no "Corpus Aristotelicum", entremeado nesses paradoxos ; é um
conhecimento por paradoxos ou fundamentados nos paradoxos ou dos
paradoxos, levando a doxologia à falência, à septicemia paradoxal a
fulminar o ato de pensar, arrolando-o entre os atos nulos, nulidades,
nadidades, nafidicação ).
Contudo a técnica é apenas uma face da ciência.
Esta relação promíscua entre ciência e industrial, restringe o objeto
da ciência, alija a filosofia, a axiologia, a noética e outros campos
onde ocorre a ciência independente, que é tudo o que a indústria e o
mercado , a política, outra indústria e comércio, aspiram e articulam
nos bastidores. Para isso o estratagema é o de desarticular a
filosofia que, sob este nome simplista, originário de efeito
conotativo de época, um efetivo “conotador”, abriga sob a rubrica
“filosofia” uma quantidade e qualidade de ciências livres, um vasto
acervo do espírito humano, uma saga do pensamento, atravessando tempos
construídos e arquitetados pelo homem, sob a égide da “filosofia que,
a saber, mais que uma mera paixão pela sabedoria ou pelo conhecimento,
que diverge da sabedoria intrinsecamente e extrinsecamente, contém um
monte de disciplinas científicas de fato e de Direito, na melhor
tradição do termo em sentido kantiano ; a filosofia, essa paixão
( “pathos”) grego , invenção exclusiva dos filósofos da vetusta
Hélade,o helenismo, tem inúmeras faces, tantas quantas são os Narcisos
a especular sua imagem : a ontologia, a epistemologia, a noética ( não
considero a ética ciência, mas mera técnica comportamental,
racionalizada ), a teologia, a gnoseologia ( considerando a
gnosiologia religião e parte da teologia, cujo objecto não é preclaro,
bem como ciências que se perderam para o mercado : psicologia sem
perspectiva filosofante, sociologia voltada para a arte da política
e, concomitantemente, da polícia, para servir ao mercado controlado
pelo direito, esses dois novos leviatãs que Hobbes não pode ler nem
tampouco por enquanto objecto de sua ciência. Hobbes tinha uma ciência
; aliás, a ciência não sai da esfera individual : quando vai ao
coletivo se transmuta qual um deus Proteu ( daí provem a palavra
“proteína”) de mil faces e facetas.
Pode ser visto, esse deus dos mares, em xilogravura de 1531. O tempo
está na xilogravura exposta.
A ciência no mercado e para fins de mercância , obra para mercadores
( isso a ciência atual e de sempre, excepto alguns raros lampejos ainda
lidos e escritos por poucos, que fazem a história, que é antes de mais
nada a história do pensamento, algo ontológico, epistemológico,
noético, gnoseológico, etc. ) concentra toda sua energia de forma
inercial num pólo do maniqueísmo interessante aos senhores do momento
ou do tempo inventado de novo pelo homem que o vive.
Destarte, a pseudociência perde o contato com o outro ponto antípoda
da tensão privilegiada ou escolhida ao alvedrio dos interesses
momentâneos ou temporais e, ao preterir uma polaridade em benefício de
outra, planta um núcleo na relação, a qual., em detrimento do pólo
preterido, anula o conhecimento no que tange ao espaço e tempo
presente entre as polaridades antitéticas responsáveis pelo movimento
ou pelo passar do tempo pelo espaço bipolar ou de polaridade quase
nula, desarmando o gatilho do maniqueísmo, que parece onipresente, ao
menos na estrutura do pensamento humano, em todas as culturas, ou
seja, o maniqueísmo é universal, mas o processo e os procedimentos o
mitigam ou anula no ato do conhecimento, o que faz supor que o
maniqueísmo é parte da existência, não figura somente na essência,
porém,além de servir ao homem doutrinariamente, o homem o torce e
distorce à vontade, à revelia, ao imprimir seus interesses sobre o
maniqueísmo, que, destarte, funciona somente em num pólo, anulando ou
mitigando os efeitos do outro pólo, ao menos no pensamento expresso
por símbolos, signos, na geometria, religião e outras formas de
conhecer ou saber.
Anulando ou mitigando o fluxo entre polaridades, o homem altera, na
mente, por meio de doutrinas, a visão ou concepção do fluxo natural
nas relações sociais, conquanto não o faça quando se trata de aplicar
o conhecimento e a sabedoria na arquitetura e construção dos artefatos
bélicos, utilitários, sacros, lingüísticos, teóricos, enfim, em todo o
cabedal social ou que se diz social, no estratagema, no ardil que se
usa para afastar o povo dos bens comuns, que se tornam incomunicáveis
no processo.
A hegemonia do sistema financeiro modificou todas as relações,
consoante previu e analisou Marx. Nos tempos de antanho, os reis eram
anunciados com trombetas e vinha acompanho de uma comitiva, ou séqüito
real, numa carruagem especial, luxuosa, ou carregado por escravos ou
servos numa espécie de palanquim ou literia, enfim, algo desse jaez.
Outrossim, os espetáculos animavam as festas dos reis na coorte com
dançarinos hábeis, cantores, contorcionistas, enfim, todo um aparato
que hoje está no circo e mais recentemente na televisão, pois o circo
também perdeu espaço mercadológico para a televisão, que,literalmente
“roubou a cena”.
Na atualidade, com a ascensão do mercado em lugar, que passou a ser um
peão representando o dinheiro e a nova deusa “Economia”, para quem
deve-se fazer encômios graciosos e gratificantes,o trono e o cetro
real foram ocupados pela nossa diva e rainha dos pobres e dependentes
viciados em mídias, que podem ver e ouvir qualquer espetáculo pela
televisão como se fossem novos reis, embora sem poder algum, porém com
postura real, comprando geléia real , sendo reis escravos ou
escravizados no divã, ouvindo a mídia que vende os produtos das
indústrias e do comércio, na nova corrida do ouro : a corrida
tecnológica, que emprega a ciência, que são os cientistas, um novo
batalhões de frades ou soldados disciplinados e sob ordens severas,
ordens militares dos senhores que comandam as grandes “guildas” atuais
( empresas e outras instituições afins ou tais e quais ) ou grandes
corporações, com seus monopólios, cartéis, trustes, franquias, etc.,
para atender o apetite voraz dos novos imaginários reis e sua
dinastia, todos devidamente sentados, esses novos-reis ou novos ricos
ou a classe média no divã, regentes imaginários de um reino do
consumo, a ouvir com êxtase as trombetas a tocar nos filmes ( não em
Jericó, com Josué) , porém no antigo cinema e hoje na confortável sala
de estar : poltrões derreados na poltrona.
Eis uma fórmula que a maniquéia usa para polarizar exageradamente uma
mania de época, que apaixona as pessoas escritas para este drama
cômico, canhestro, que ficam desamparadas de maniqueísmo, uma vez que
o maniqueísmo que parece ter uma função clara na natureza, na
inteligência animal focada no saber, mas que o homem, ao construir o
tempo, com sua maniquéia , opera um obscurecimento no saber através da
operação do conhecimento, que vem por palavras, sempre passíveis de
servirem como artefatos de engodo, escravizando o pensamento através
de sofismas requintados e falsa erudição, o que não é novidade, e sim
palavra vetusta na Grécia antiga, já na boca do Sócrates platônico.
O tempo do homem também e, principalmente, é construído com fulcro num
ajuste da maniquéia para servir os fins dos que comandam e mandam
construir a casa do tempo ou história, que está escrita em todos os
seus artefatos, em toda manifestação cultural e na alocação da
maniquéia para a época. Esse “locus” em transliteração repudia e
tripudia da maniquéia antiga e desenha um novo objeto de estudo.
O estudo do tempo é o tempo, enquanto idéia do homem em sua relação
cósmica, cosmológica e social.
O ser do conhecimento, que, socialmente, para o senso comum, escapa ao
crivo da sabedoria vulgar, provado que é por entes não probos, mas
réprobos interesseiros, interessados no processo e na urgência de
provar, mesmo através de fraudes, o que se quer impor ao grande
público passivo e omisso, é posto então neste “locus” enquanto objeto
moldado por uma ciência do que se quer, o que se anela, aquilo que se
deseja com ardor, enfim, uma ciência ou sub-ciência a serviço da
política, ou do poder, indiferente a qualquer suposta verdade oficiosa
que não pode provar nem reprovar nada, porquanto não tem autoridade
nem poder sem nenhum para fazê-lo ; são réprobos antes mesmo de
qualquer gesto de defesa num processo cognitivo no qual a capacidade e
a autoridade para produzir provas já está determinado de forma
imutável em lei que, outrossim, nomeia ou encarrega as pessoas ou
peritos que podem provar ou ter acesso às provas.
Ninguém, enquanto indivíduo, pode provar nada, nem sequer ter acesso
aos métodos e conhecimentos proibitivos que conduzem à prova. Todo
poder, em sociedade totalitária, de leis sobre a cabeça do homem, é
usurpado do indivíduo, exceção feita aos indivíduos no poder.
A ciência não é senão uma técnica para pensar como fazer sobre objetos
e com objetos, a fim de defender o homem das intempéries naturais,
dentre as quais estão as doenças. É uma técnica embasada nas normas
coercitivas da gramática ( a gramática exerce uma coerção severa )
cujo escopo é comunicar o pensamento técnico ou o fazer e como fazer :
este o âmbito de toda sua literatura.
Vasculhar o pensamento, os objetos do pensamento e da ciência, ter ou
por o pensamento por objeto, no “locus”, enfim, por o ser, a tese,
posicioná-lo no “locus” é função da epistemologia, cujo escopo é o
estudo da fenomenologia do espírito humano, ou seja, tem como objetivo
estudar ou tratar o pensamento e a sensibilidade, os sentidos
externos ; dos fenômenos captados e da transmutação desses fenômenos
por meio de conceitos.
Quem investida o universo é a filosofia ( quem se fia na filosofia! ),
não enquanto “amor” ou “paixão” apenas, mas como razão, juízos,
postulados, através da ontologia, espistemológica, noética, etc.,
partindo sempre de uma gnoseologia, que a ciência não postula, nem tem
liberdade, independência, emancipação para postular.
A ciência é a filosofia menor de hoje e de ontem, quando era
epicurismo e depois ao se rebaixar à uma menoridade de retardado
mental na doutrina tresloucada do cristianismo que, não obstante, é
boa política para o povo simplório,boçal, incapaz de entender poesia
ou filosofia e mesmo, muitas vezes, até a ciência com a qual convivem
enquanto profissionais da área.
Ciências são filosofias restritivas, obedientes aos métodos ou
metodologias para condenados ou prisioneiros em novas galés, gente não
livre, nem livre-pensador, nem tampouco livres e emancipados enquanto
ser humano autocrático, mas “criaturas” presas às regras e princípios
da filosofia que as norteiam, bússolas úteis apenas para atender
certas áreas do conhecimento e limitadas ao trabalho sobre objetos
determinados e delimitados filosoficamente, mas não para o
conhecimento livre, sem peias, que é o objeto ou “locus” de estudo da
filosofia, que representa e é o pensamento na maioridade, na plenitude
do tempo, capaz, inclusive de dialogar com filósofos de todos os
tempos. Os cientistas, homens sofríveis, alienados nas pessoas
patéticas do discurso, ou nas personagens a representar no teatro
social, meras bússolas a apontar maquinalmente o norte magnético,
tornam-se, elas mesmas, objetos de maquinações alheias, que as colocam
abaixo das estruturas gramaticais ou jurídicas, das doutrinas
revestidas de sua maniquéia em voga, na moda.
Aristóteles até hoje mantém um diálogo profícuo com os filósofos de
todos os tempo e e cada vez mais, mormente,com os atuais.
A ciência, que não possui consciência do conhecimento, nem tampouco e
muito menos auto-consciencia ( cientistas não desenvolvem a
auto-consciência ou auto-leitura, se tais há, ou epistmologia própria
e alienígena do filósofo ( ou filostrato ), são homens mais limitados,
prisioneiros entre as grades e a máscara de ferro de seu tempo,
restritos a este tempo que imaginam ser o único e último ou até o
eterno ( e não o tempo, mormente depois da operação-ressurreição do
cristianismo ) , encarnados e vestidos, marcados a ferrete e fogo pelo
logotipo e logomaquias temporais, os diatribes versus a dogmática,
tudo no bojo do maniqueísmo clássico ou revestido de modernidade,
“tempos modernos” com Chaplin no cinema mudo, tartamudo ).
A ciência, que é o homem em sua alienação encarnada ou representada na
pipeta do químico , não apresenta evolução consciente, por isso morre
com a idade do homem que a criou : é um produto do tempo. Vide a
psicanálise e Freud ou a filosofia natural de Isacc Newton. que,
aliás, por ter uma certa perspectiva com nuance filosofante , durou
mais e ainda é útil à engenharia, orienta a engenharia, ou seja,
cumpre o papel da ciência, que é dar voz aos artefatos tecnológicos
com a língua e as linguagens ou idiomas matemáticos, que não falam,
mas escrevem em signos próprios e símbolos. Vide quão vivo continua o
pensamento de Marx ( "O Capital" ), na sociologia e na economia, que
com ele ganharam
um estudo humano ou humanista, se querem assim assinar o ato humano
que a filosofia proporciona e a ciência denega, pois só serve ao
trabalho e, evidentemente, ao capital, à indústria, comércio...
Essas proposições heréticas que não vão agradar a ninguém evoca a
função dos paradoxos no conhecimento, cujo fito é relativizar o
conhecimento, num relativismo essencial, pois o conhecimento jamais é
absoluto e sobrevive no ser humano, sujeito de relações múltiplas,
multifacetadas ; este paradoxo da análise abordaria ou faria um
levantamento ou inventário da doseometria para o verdade ou realidade
ou para o conhecimento, que está entre eles, mas não é nenhuma delas :
é apenas um esforço contínuo.
Tal paradoxo poderia ser proposto assim : poderia o cientista , pago e
na universidade investido das honrarias e insígnias ter a liberdade,
carente de as remuneração, dentro de si ao menos, ter capacidade
“livre” e poder para conhecer ou ousar conhecer algo da verdade que
fira os interesses de seus patrões? Mais: poderia alguém livre dessas
peias sociais, não envolvido profissionalmente ter alguma
possibilidade de conhecer algo da verdade ? Quais os impedimentos
capazes de estorvar a liberdade ou influir de forma sutil e
imperceptível em cada um dos seres postados e envolvidos ou
encapsulados socialmente e ainda na sua eqüidistância enquanto um ser
humano como referencial? Isso levaria ao “princípio da incerteza
somente na física quântica ou seria um princípio epidêmico? – endêmico
no homem.
Tanto é técnica a ciência, técnica expressa no léxico, com verbetes,
glossário, assim como o é a matemática que exprime esta mesma técnica
com outro jargão e signos e símbolos com maior grau de economia e
efetividade, ou servir à técnica é o objetivo prioritário da
“ciência” divorciada da filosofia, a o menos no que planta o anelo dos
cientistas inflados por uma vaidade monstruosa, que a adição da
palavra “logia”, cujo escopo é dizer, exprimir, em “logos”, palavra
cuja etimologia vem do grego “filosófico” e poético em Homero, que
está em raiz do “chão” na formação do vocábulo“tecnologia”, pois o
termo denuncia a função da ciência em seu destino ou em seu rumo
escatológico”, que a ciência não objetiva senão dar expressão, assim
como as linguagens matemáticas e algébricas, à técnica, falar da
técnica ou seja : dizer, estudar, ser ciência em função da técnica e,
tudo o que tem e pode dizer é tecnologia, exprimir o discurso para o
fazer embasado em conceitos lexicais e matemáticos, palavra ou
concepção e desenhos que ajustam essa a concepção aos postulados e
teoremas da geometria, que é o ramo conceitual da matemática. As
matemáticas são ciências numenais ou noumenais, vinculadas
indissoluvelmente à prática ou à indústria e mercancia. Vide o numenal
e o noumenal.
A filosofia, por seu turno, é a inutilidade dos gênios sábios, dos
eruditos que atingiram o cume da maturidade intelectual e de vivência,
experiência. Originária da poética, que funda a religião e a ciências
( outro artigo ou profissão de fé cega, ingênua ), a filosofia é o
cume da sabedoria e do conhecimento, em oposição à ciência ( o
cientista é a ciência! E o filósofo a filosofia! : o resto é erro
formal e plural, pluralidade de equívocos).
Na realidade, a ciência, cuja alma que vivifica o espírito do homem
está em ato no homem que se aliena para fazer ciência ou pensar
insulado do mundo por uma mar de abstração ( um oceano Atlântico ou
pacífico ou indico abstrato! deixando o náufrago em solitude no areal
da ilha de Robinson Crusoé), não enfrenta a prova do saber ou a
sabedoria, que só pode ser provada individualmente, para ser
fidedigna, e pelo homem probo, cuja probidade é indubitável, o que é
quase impossível se não for realizada pelo próprio indivíduo,
porquanto a credibilidade de outrem é credulidade fundada em vanidade,
pois o ser humano, em geral, é mendaz e susceptível de erros crassos,
bem como movido por interesses escusos, quase sempre.
Pessoas crédulas são aquelas que em menoridade mental, moral que não
provaram o mundo por si, mas aleatoriamente, pelas provas das línguas
com enzimas ou sem enzimas de outros seres humanos, em geral
interessados numa verdade românica, imperial ou romântica,quando não
louvadas em motivo torpe, que é o mais comum, corriqueiro na pocilga
social, onde os políticos, seres reles, promíscuos, despóticos,
pérfidos, estão a coibir a maioria dos animais domesticados nas
escolas com a vara da lei ou da justiça, ou o paradoxo que tem a
alcunha de justiça. Uma cega mendiga esculpida por um Rodin venal.
A ciência não almeja a verdade, mas com a política ; o cientista
sequer fareja o saber, é cega para a sabedoria, indiferente; o que
importa nesse “locus” é o resultado econômico, financeiro, ou pessoa
ficta, que comanda o mundo enquanto escudo dos poderosos, que se
escondem sob a instituição e sob as picuinhas casuísticas da lei ; os
casuísmos...; enfim, a ciência está restrita a um conhecimento
limitado, ao que é plosivo ou oclusivo na consoante. Pouco além disso
vai seu vocabulário ou dicionário no vernáculo. Sobrevive de um jargão
mal definido ou cujos conceitos jamais podem ler as concepções
espaciais e temporais exprimidas pelas artes plástica ou pela
literatura, quando surge um Dostoievski ou um Kafka a ver toda a
sociologia invisível ao sociólogo comuníssimo, agrilhoado e fustigado
pelo aguilhão escolar, o cilício da educação, universitário ou outros
nomes assim pomposos que atestam o testemunho de Erasmo de Roterdan ,
o qual prova de cabalmente, de forma cabal e fática, todos os
movimentos da política em sociologia, apenas se utilizando do fato
notório presente ou onipresente em cada dia e pelos séculos e séculos,
amém e amem, se quiserem ou puderem amar a loucura, a folia descrita
em Michel Foulcaud, na mesma linha do humanista holandês, a espoliar
Luciano, na Menipéia, Apuleio e outros sábios eruditos que descrevem o
homem comum enquanto investidos do poder e das insígnias do asno
dourado, o asno de ouro, que pode ser um imperador, um papa ,bispo,
rei ou presidente ou um acadêmico bufão a palestrar, ou melhor, a
palrar na esteira do truão tolerado pelo monarca, seja quem quer que
seja o monarca ou que referencial se tomou para a monarquia, que tem
seu “eterno retorno” social .
Hoje o monarca tem seu trono no divã da sala de estar do pequeno
burguês pós-marxismo, outra utopia que, não obstante, como
conhecimento é fundamenta na sua maniquéia poética-religiosa-atéia, o
que é um paradoxo inovado. Outro asno de Buridan, caro Erasmo.
Assinar:
Comentários (Atom)