sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CELÍACO(CELÍACO!) - etimologia etimo verbete


Mãe amava jardinagem e... - amava minha avó,
que era a mãe dela,
bem como seus filhos
(seu marido?!) e a poesia
de Casimiro de Abreu, Junqueira Freire
e Álvares de Azevedo :
três ultra-românticos poetas
e um árcade conjurado
abaixo pescado.
 
   
Mãe recitava de Alvarenga Peixoto,
o conjurado árcade ,
o poema, que escrevera no cárcere,
na Ilha das Cobras,
o requintado intelectual lançado às traças
por sua participação na conjuração mineira.
O poema... - ei-lo em parte,
na parte que parte o coração:
"Bárbara bela
do norte estrela
que o meu destino
sabes guiar,
de ti ausente,
triste, somente
as horas passo
a suspirar.
    Isto é castigo
que Amor me dá".
 
 
Mãe cozinhava mui bem:
galinha à cabidela,
empadas deliciosas
( nunca comi similares
- ou só mordisquei similares!)
e outros tantos acepipes, quindins...
(" Isto é castigo
que Amor me dá".)


Mãe saía à rua
acompanhando, acompanhada,
em companhia de todos os filhos
ainda crianças, que então eram sete :
Osvaldo, o caçula,
viria pelo vento do cavalo com venta
na trombeta soprada por anjo rechonchudo. 
( Isto não foi castigo).

 
O povo que a via
na via expressa 
com a feliz prole
comparava-a à galinha com os pintainhos
ou a "escadinha", o time de futebol...
 
 
Íamos Ícaros (Ícaro!)
com destino à casa de sua mãe,
nossa senhora avó 
do tempo em que fomos gerados
quase nos gerânios que mãe plantara
por toda a parte vinculando com amor
o imaginário ao real, mesclados,
em clados...
Ecletismo, miscelânea, cladismo...


Mãe cantava canções maviosas
e seu canto santo - materno e terno
era melhor do que o melhor grupo musical do mundo:
- The Beatles :
 The Beatles de sublimes baladas!
( Besouros, escaravelhos, rola-bosta,
vira-bosta, coleópteros).
.


Mãe fazia tudo
- e era tudo que havia,
tudo quanto havia
( só de de ave era : tiê sangue, tiê preto,
cardeal( "Paroaria coronata..."):
era tudo isso sem erro)) :
dela não havia ausência
nem nas penas dos seus gansos
( onipresente é a mulher);
enquanto meu pai 
apenas aparecia de coadjuvante
e de preferência ébrio e furioso
tal qual um Ludovico Ariosto
 que recitava o poema
"Orlando Furioso"
cuspindo marimbondos.
(A atuação do pai é sempre a de um bufão
- embriagado!
Pobre de mim
que fluí assim
pela água do rio
que untava meus pés
no banho de língua lambida
do cachorro carinhoso:
O arroio  rumorejante é um cão
com todo carinho de mãe
em dedicatória loquaz).
  Por certo que "isto é castigo
que Amor me dá".


Ora, se insto em frisar
que mãe fazia e acontecia,
em tempos  de paraíso,
à luz edênica,
ou no Jardim das Hespérides
ou na Casa de Filosofia de Epicuro,
denominada o Jardim por aquele sábio,
não é porque ela já esteja morta;
mãe ( Mãe!!!... grito e a noite me devolve 
o silêncio sem mãe,
a calada da noite 
com a esposa surda 
em seus afazeres domésticos, coitada!:
ela tem a árdua tarefa 
de ser mãe para outros filhos,
outra rainha, outra deusa
para pequeninos chorões
ou enormes preguiçosos
- os meus filhos, mais dela,
que tudo é mais da mulher
e muito menos do homem,
o fanfarrão bêbado).
Mãe continua viva,
esbanjando saúde,
porém ferida pela idade provecta,
na qual muitos sofrem do mal de Alzheimer,
pena sob a máscara teatral 
que caracteriza a personagem de Alzheimer
em peça dramática que um médico escreveu
para os demais colegas representarem 
nas faces do pacientes
meros atores no exercício da doença,
dentre outros males que teimam em abundar,
a desdenhar a ciência
em sua estúpida e estapafúrdia presunção
( O sábio Alzheimer
que escreveu a tragédia grega
para ópera médica,
leu-a na face do macróbio
que, se sobrevivermos ao boom da vida,
poderemos poderosos, qual o truão,
 ter que representar
a tragédia do estro do douto Alzheimer).
( "isto é castigo..."
que Deus não mo dê!).
 

Mãe, canto sua alegria antiga assim,
que era minha felicidade de antanho,
não num tom elegíaco ou ditirâmbico,
mas com ordem de ode
eivada de nostalgia,
pois fica claro que nós, - todos!,
os maus filhos, que somos, - todos tolos!,
péssimos e ingratos seres humanos,
tratamos o outro ser humano,
no caso até a mãe,
não com respeito, carinho e amor,
nem com qualquer laivo de caridade
que ultrapasse o que é  mero verbo 
em lábios mendazes da barregã,
mas com desdém,
porquanto mesmo em se tratando de nossa mãe,
pessoa de proa de nossa vida,
que todo o amor semeou e doou para nós,
que nos embalou e consolou com carinho,
bálsamo que nunca mais usufruímos;
não obstante isso e tudo o mais
que não ouso narrar
por vergonha de constatar que tanto amor
teve o retorno de tanta indiferença,
pois  passamos  tratar nossa mãe,
que é a nossa vida,
como se morta fosse:
- tratamo-la como mula e trator que somos,
Massey  Ferguson,
- tratamo-la como se ela fosse
um jazigo vivo,
um túmulo aberto no peito
- da dor maior,
que é um dó maior...
que rasga e fere gravemente
- até nossa maldade infinita!
  Isso grito de mim
e sou meu crítico severo.
Mas a vida é assim 
e assim seremos todos tratados
pelo tratorista do dia
que sai para rasgar o ventre da terra:
roubar a terra para outrem
que lhe ordena a roubar
na doutrina da lei
dos escribas hipócritas
que o somos escrevendo.
Ó copioso amanuense!:
"Isto é castigo
que Amor de dá".
 

Mãe, não é verdade, ó mãe,
que ainda me escuta daí
mesmo com a baixa umidade no ar
que mal me faz respirar?! 
Mãe, que  faz o oboé expirar
na melodia do luar
e suspirar ao se lembrar
do poeta Inácio Quinaud,
do qual, ela, minha mãe,
narrou-me o drama,
a tragédia que terminou em suicídio! 
( O poeta vive sob a pressão do front,
da casamata, da taberna, da caserna, da Cúria...)
e do que suspira na lira da brisa
o árcade inconfidente:
"Isto é castigo
que Amor me dá".


Mãe,
que deixa pendoar o perdão
 para este filho impenitente, a este,
ou quem sabe no zênite, nadir... a oeste...
- este filho  sem sorte e sortilégio no norte
que precisa de muita penitência filial
à maneira do profeta Oséias.
Todavia, mãe, 
- a minha mãe!, 
não me cobra que eu espalhe 
um punhado de cinza na cabeça,
cilício e vestes de saco use
e abuse  como Deus quiser
- se quiser pela "Opus Dei", pois
"Isto é castigo 
que Amor me dá".
 
 
Mãe pode ter morrido para a poesia
do sublevado Alvarenga Peixoto
como morreu para muita coisa;
porém nós, mesmo em criança,
morremos todas as noites
e acordamos com a aurora
para que venha nos acordar
no fuso do dilúculo,
na lua embrulhada em teia de aranha,
toda branca, pálida,
pois todos somos roubados e furtados
de células, acervos de memória,
dentre a infinidade da riqueza
que foi e é nosso tesouro na vida,
sempre surripiado, bifado tesouro,
sem que nos socorra
o Código Penal Brasileiro
ou as leis internacionais
que berram e ladram,
mas somente põem o ricto do sarcasmo
em lábios entreabertos num sorriso irônico
do ladrão, que não é cão,
nem ladra feito um canino
- e também a ferida da berne
no boi,  vaca,  bezerro,
os  quais ruminam e berram,
erram pelo pasto vasto,
carreando a berne a mosca varejeira,
a fim de que o abençoado pão de cada dia
chegue à mesa do médico  veterinário
que  também merece sobreviver
e se alimentar de glúten,
caso não seja celíaco(celíaco!).
( "Isto é castigo
que Amor me dá").

Outrossim, além de não permitirmos
 paz aos vivos,
nem à nossa amada mãe,
em seus dias turvos
nos quais vê quase que tão-somente
o Ancião dos Dias
debruado nas madrugadas 
ouvidas em madrigais
e cheiradas em madressilvas,
- nós os irrequietos 
não deixamos nem os mortos ao limbo:
estão sempre nas nossas digressões,
visitam-nos em sonhos 
e os visitamos em cerimônias anuais,
se não dialogamos com eles 
escritos sob os signos,
afogados sob montanhas de signos
em livros, cartas, obituários, inventários, epitáfios
que são "proclamas" do mal-do-século,
em "Confissões" de Alfred de Musset 
e na vida extravagante de Lord  Byron,
um dos maiores poetas de Europa,
que jaz na Igreja de Santa Maria Madalena
em algum lugar da Inglaterra

de João-sem-Terra
e Ricardo Coração de Leão.

Em algum lugar
da terra de mãe
( terra em mim)
há uma rua simples e torta
com a porta aberta à lua morta

nos olhos do poeta Inácio Quinaud
morto
- como seremos sob sereno
 um dia, noite ou madrugada
 quando já não estaremos
íntegros sob o culto ao luar
na Rua Inácio Quinaud
que escura cura que escuta
o canto da cachoeira
 entrar nos seus casarios
- ouvidos do rio
com martelo e bigorna
( "isto é castigo 
que Amor me dá").

( PARA O LIBRETO "RECOLHA DE POEMAS E BALADAS PARA A RUA INÁCIO QUINAUD,
ESCRITO PARA O BALÉ E  A ÓPÉRA :"MÃE NO PAÍS DO "NONSENSE" COM SUAS  FILHAS ALICE MULTIFACETADA").

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

OUSÍA(OUSIA!) - wikcionariowikdicionarioglossario

Epikur.jpg

As metrópoles hoje não mais respiram nem deixam respirar . O asfalto  desdenha a água e não a retém nem a bebe, deixa-a para as bocas-de-lobos entupidas com lixo ( ou luxo de uma sociedade fundada no consumo); não segura a água nas paredes dos prédios de concreto armado : pedra mais dura e seca que a rocha originária, quiçá. Assim vivemos, peixes que somos ou fomos ontem no tempo geológico, sem água para respirar, com as narinas e a garganta seca e entupida por refrigerantes dulcíssimos,  fortuna de carboidratos.
A vida é vegetal, vegetativa, está nas plantas, na “planta” da glicose,  que é a planta, planta  que planta e cultiva a vida, na prancha da natureza arquiteta, e seus cultivos e cultivares que, quiçá, conhece e convive com o Arquiteto do Universo, o Ancião dos Dias. Sem os  gases, como o dióxido, o monóxido de carbono, o oxigênio, o nitrogênio e outros, não teremos “vegetividade” e,  consequentemente, não teremos vida mínima sequer,; vida  em que vige o plantio, o cultivo e  cultivares.
Obviamente o clima é mais importante que a cidade no que tange à temperatura, umidade e outros fatores climáticos; entrementes, a engenharia racional e sensível aplicada à uma cidade, por seus engenheiros e paisagistas à la Burle-Marx, pode mitigar os efeitos do clima ou  intensificá-lo até à tortura do corpo suado.
Estamos a morrer por não  sabermos  arquitetar cidades, pois não respeitamo-nos enquanto seres humanos, não amamos nossos filhos e netos o suficiente, nem a  nós mesmo ( que não ama a à sua estirpe, odeia-se ou então  é apenas um insensível ignorante perdido na natureza que o corrói com os germe e a estupidez,  que é sua derrocada, porquanto  quando ignoramos o outro ignoramo-nos inconscientemente e nos colocamos todos em perigo iminente, pois o homem sem o grupo de proteção, sob o qual vive, sendo chefe ou subordinado, não logra subsistir, mas entra em decadência social e dissolução da comunidade com morte certa.  É ensejar a crônica de uma morte anunciada,  processo que leva ao fim do homem pela dissolução da associação sob a qual se protegia e dava-se mútua proteção.
Não respiramos mais, senão mal, com pouca umidade no ar,o que nos mata devagarinho, paulatinamente; estamos distantes dos animais, do verde vegetal, dos odores das plantas, da terra que se ergue no vento e se molha na chuva, que traz mariposas de helicóptero auto-pilotável, mariposa que pousam aqui na minha mão e enchem de emoção o coração, atravessando a massa dos edifícios cujas  moles  podem ser avistadas de longe.
Em Nova York, além do Central Parque, já estão fazendo fazendas pequenas entre os arranha-céus  ou  nas  cercanias deles, pois o homem americano ( não digo povo, note!) é mui pragmático e percebe o prejuízo que as cidades moribundas são ara o homem: prejuízo econômico!,  porquanto é nisso que eles pensam, são obcecados pelo ganho –  otimizar os lucros e, na maioria das vezes, mitigar os custos, ou torná-los o mínimo possível,  com dispêndio de  apenas o necessário, pois as despesas, muitas das vezes, tomam parte considerável do lucro e tornam a operação contraproducente, se não inviável.  
De mais a mais, os norte-americanos, o povo pragmático, o homem pragmático,  está sempre atento e alerta contra os malefícios econômicos, políticos e sociais do desperdício,  pois  este encarece tudo, pesa mais que impostos e são tão graves ou mais que a corrupção porque a corrupção, conquanto  nem sempre seja  possível  de evitar,  pode ser minorada nos seus  danos, pois os bens ou numerários desviados podem ser, em  geral o são,  passíveis de restituição,  ao menos nos países em que as leis vem para viger sobre as cabeças de todos e não tão-somente servir de verdugo e cortar as cabeças da maioria dos cavaleiros sem cabeça, que não são lenda, neste caso específico,  nem metáfora,  mas realidade populacional que enche o espaço do campo e da cidade,  o que não ocorre com o custo da saúde pública que, se negligenciada, gruda a conta da inflação em cada parede de hospital e de empresas, governos, do estado, enfim,  e em todos os sentidos,  porquanto  uma doença crônica, que poderia ser evitada com profilaxia adequada, racionalização,  traz não só despesas várias e prejuízos enormes, bem como ocupa inúmeros profissionais razoavelmente remunerados e se alastra em prejuízos que vão ao bolso do indivíduo, então paciente, e volta ao erário inúmeras vezes para cobra  a conta da incompetência e da estupidez, que é elevadíssima e tomas grande parte da renda e marca com compasso e ritmo as relações sociais e econômicas, além de ser a mostra de políticas equivocadas ou negligenciadas  por um governo que, inapelavelmente,  acabará afetado a administração do próximo governo e, o que é pior, criará um costume de governo que com o passar dos anos e com as repetições, acabará como parte da cultura.
Pelo exposto, pode se depreender, sem dificuldade, porque o homem precisa ter o poder maior que o do estado e dos seus governantes que, em todos os lugares da terra, demonstraram que são fracassos. Todos os governos hoje no planeta terra são contundentes, redundantes, retumbantes fracassos,  motivos de decepções e frustrações do povo ( o homem de seu de categoria aristotélica quando de indivíduo humano virou povo, ou seja, foi-lhe usurpada  pela espada a sua substância então cortada pelou direito, que é a arma do estado, sempre escravocrata. O estado é o império sobre um só povo, ou antes, que transforma um conjunto  de homens da mesma etnia e língua em povo, ou seja, em escravos. Ao perder, ao ser usurpado da sua realidade ( de rei) de sujeito do mundo , o homem, enquanto ser, ousía (ousia!), substância primeira ou substância–prima do mundo,  viu-se  obrigado, coagido a se rebaixar a uma coisa, um povo, uma massa disforme e vária).
Para que o homem, enquanto indivíduo dentro de uma coletividade, tenha poder,  não importa a hierarquia,  é mister que tenha atitude, seja livre para ter atitude, o que não acontece com um povo, que, e geral, mormente no que o povo foi transformado, em massa, não passa de objeto de manobras de demagogos e outros. O homem é maior que o povo, pois o povo começa e termina no homem e não o contrário, conforme se apregoa. Chegou o tempo de acabar com os governos representativos,  que , de fato e de direito, não representam senão alguns grupos no pode r e vinculados aos senhores no poder, forma antiga de dominar pela força  bruta da espada romana, da cruz romana  e do direito romano, que substituiu a vetusta  religião e a adornou com a filosofia menor da Hélade , depois da filosofia maior de Aristóteles. A filosofia entrou na maioridade, na maturidade, na sua plenitude com o estagirita, passando pela juventude com Sócrates e Platão. Portanto, chegou a hora do  governo retornar ao homem enquanto indivíduo livre em cidades-estados em que todos são governantes, utilizando-se, evidentemente, de mecanismos políticos que permitam e tornem viável essa governabilidade. Um homem no governo a cada ano e que não retorne depois a um segundo tempo e governabilidade, pois isso tende a cristalizar a corrupção, que é apanágio do homem, exceto do homem de Aristóteles na Ética a Nicômaco ou nicomaquéia. Mas apenas ali, naquela obra  arrancada ao coração do filósofo.
Por outro lado, as instituições, as, quais hoje são colossais conglomerados,  teias de aranha onde o homem está preso e é morto diuturnamente,  tem que ser menores e submissas ao homem, pois o homem é quem cria as instituições e não o contrário : as instituições, empresas e o que seja, são feitas para o homem, para servir ao homem e não o homem oposto. A oração que reza que o homem passa e as instituições ficam é uma balela, um sofisma grosseiro, maldoso, pois subverte a realidade, aniquila a verdade que é posta por cada indivíduo e que sobrevive às instituições e às belas letras.Nos Evangelhos: é o sábado para o homem e não o homem para o sábado. Será que essa frase poderá instigar os homens-múmias que pensam que dirigem as instituições, mas que, no fundo, são marionetes delas?
Na atualidade quem atua, são atores e sujeitos que  não  o homem, mas as instituições, esses asilos para doentes mentais e enfermos do corpo e da alma: estados, igrejas, empresas, associações, etc. Mesmo o homem aparentemente mais poderoso do mundo, o presidente dos Estados Unidos da América , não tem poder algum, pois somente pode agir se consultar as instituições: Congresso Nacional, a mídia, os grandes bancos que comandam o mundo financeiro e que fazem da economia ma mentira enfeitada, ao invés de uma ciência séria. Quem manda, comanda, é a lei, as instituições também obedecem a lei, instituição magna do direito, elaboradas pelo estado, este ditador universal da terra  onde vive cada indivíduo humano prisioneiro delas.  Não há mais liberdade, nem para onde fugir.Vivemos à época da ditadura das instituições laicas e religiosas. Na Idade Média o comando da Europa tinha seu cerne na igreja Católica, que exercia seu monopólio e seu solilóquio. Hoje são as instituições que forma o estado de direito ou teocrático.
Fomos rebaixados a sujeitos gramaticais, nada mais. Descemos à sintaxe das palavras. Foi revogada nossa dignidade como sujeitos ontológicos e lógicos na proposição da substância de Aristóteles, tempo em que o homem tinha liberdade, pois o filósofo não era, decerto, nenhum nefelibata destrambelhado. Na filosofia do estagirita éramos a substância primeira, de onde  tudo provinha; éramos o sujeito lógico, ontológico, senhores do mundo que moldávamos a nosso talante. Hoje, tigres de papel, sujeitos da gramática, meras ficções de interlúdio, títeres das leis.  Só não nos transformaram em predicados do sujeito porque isso  é mera ficção, conquanto se faça isso por direito ou de direito, pois o direito tem o poder, o condão de ignorar os fatos e viver da ficção jurídica que pode dizer o que quiser que isso vira lei de besouro montanha abaixo, ó Epicuro de Samos! O que somos? Ou nos obrigam a ser?! De Samos não somos, nem do Jardim.
 Não somos mais o ser, a ousia,  a substância (“substantia”),  a essência (“essentia”), o sujeito da proposição, da enunciação, o sujeito da concretude, “einai”?!... Sim , somos; mas as leis venenosas armam sofismas e os mais tolos( a maioria absoluta, que comanda!) crê como uma moça parva ou uma mosca morta.
Finado esse anátema, que é o estado de direito, a república, morto o leviatã mitológico que a tudo e a todos domina implacável, o homem ficará somente com o capitalismo, que ele próprio, enquanto indivíduo, poderá dirigir como juiz de si e do sistema e onde os líderes emergirão naturalmente e, destarte,  inaugurarão uma  Era da inteligência inata, pois cada um terá a liberdade de falar e fazer aquilo que melhor sabem ou sabem com maior proficiência.. Somente assim nós todos, cada um de nós, enquanto indivíduos, poderemos dirigir nossa vida e os sistemas que pomos como pomos ( de ouro) no mundo como nossos filhos mentais, os  quais acabam monstrengos que nos devoram com o tempo, numa espécie de mito de Cronos  aos  avessos.
Testemos uma cidade-estado assim, nestes moldes aqui explanados grosso modo em alguma Geonímia.
 
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TOTENS(TOTENS!) - etimologia etimo glossario

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( No ab ovo e - "abre" ovo! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço,
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita(o!?) criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens(totens!) e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moendo na moenda, mó
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz em crucíferas)
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante.
Nossa senhora!
- dos pés intumescidos
na idade provecta,
orai por vós e por nós
atados a estes nós :
parte do corpo no envoltório do cós,
a alma em mós,
o espírito em pós
de doutrinas faladas, falidas
e na voz potente de Amós,
profeta e voz do Senhor,
que exprime nossos queixumes com forte clamor,
pois esta é a vida
firmado o pó
no nosso corpo de anjo
que ainda não decaiu
entre as folhas amarelas
que escrevem as elegias do outono amarelo,
nu e caduciforme em folhas decíduas.

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

ESTANHO(ESTANHO!) - etimologia etimo glossario

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
que reinvente, recreie-nos, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo.
Que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e contigua sendo-o
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo que retorne
com todo o seu cosmos
que fornecia corpo e alma
para aqueles seres humanos
naquele tempo
em que o templo agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra
e junto dele recitava o arcanjo e o serafim
preces sem fim
com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

Que eu possa visitar
o tempo em meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado de tempo
no qual eram crianças
e eu um pai inexperiente.

Que eu possa retomar o caminho
da casa paterna e materna
quando eu era criança
e conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata,
o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho(estanho!).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia
insuflada pela oboísta-criança
crie o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio com veneno
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...


Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 
Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

GAIO(GAIO SABER!) - wikcionario wikcionário


Quero demudar-me perto do marimbondo
estabelecer-me-ei ali
em sua circunvizinhança
como num casamento feliz
- numa casamata... : Em Terezín!...
Ei! Hei de ser feliz!,
terrificante terrier!
de gaio(gaio!) saber.

Hei-de viver nas adjacências
à morada do marimbondo
enamorado do xadrez
que o veste em avatar oblongo
tocado a gongo.
Adjacente à sua casa
ou caixa-de-marimbondo...
aspiro ser e assistir ao levante do ser!
em nome da gaia ciência.

Ei! Hei-de ser meio e fim
para a felicidade
- minha e alheia!
Ei! Hei-de ser feliz,
flor-de-lis!,
lótus sobranceira
sobre lodos
e lobos,
lóbulos frontais,
temporais...
gira sol!
Girassol!( "Helianthus annuus"),
gladíolo,
"Gladiolus sp",
"Gladiolus palustri", brevifolius...

Haverei de montar uma tenda
um tabernáculo
para lá viver
no ritmo que me ordena Alá
enquanto ordenho a vaca pintalgada
a mocha a malhada a preta a branca nelore
no cocho
no pasto
no vasto
antepasto
do desfastio!,
sem portar mosquete
ser mosqueteiro
mosquiteiro ter
espadachim chim sim ser
ou não ser
nem fazer a questão
com o arcabuz
no omoplata
o capuz...
num burel metido a doido
- doudo homem feliz
por uma perdiz
perdida
- perdido homem
perdidamente apaixonado!
pela folha verde
toda em liras
- numa lírica eremita peregrina
de um poeta doudo!
que habita casa louca
meia-telha e meia-lua,
meio São Francisco de Assis,
outra metade no filósofo cínico...

Ei! Hei-de ser feliz
como sempre quis
entre os miosótis
e os xis com pis radianos
e bis
- Biscaia,
praia e golfo de Biscaia...,
mar de Cortez
- e ai! tantos Tântalos!
a cavaleiro negro de Thanatus...
à sombra de Thanatus
- noite-madrugada fora
em foro íntimo
inclinada ângulos, graus,minutos
em zona sombria
com ponto de orvalho madrigal
e arroio ao arrozal banhado
num arrazoado rumorejante.

Ei! Eu que sou feliz
aquinhoado com todo bem d'alma
a consonar com a Nicomaquéia
ou com o riso escarninho  da Menipéia
tenho comigo que a noite é grande,
longa  demais para mim
sem ou com sua sobrepeliz
com tecitura de fios de estrelas
ou metal  para chafariz
em trama pelo tear urdida
em resenha de metáforas!

Eia! avante!, amazona, unicórnio, centauro...!...
( Mas... -  e se Deus!
renunciar antes da luz dilucular...?!...).

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

PERENIFÓLIA(PERENIFÓLIA!) - etimo terminologia nomenclatura

Sugar apple on tree.jpg
Aguarrás, terebentina.
O Brasil é a cara
de um país injusto:
oligarquias, oligofrênicos todo-poderosos,
Deus assente no ausente,
gente indigente...
crimes banais,
capitais 
- nas capitais
( Captais?!
Isso  é capital
para a travessia
da ponte-pênsil
entre o capital de Adão,
de Adam Smith,
Lorde  Keynes (Lorde?),
Karl Marx
e o pragma americanizado ao norte
em douto pragmatismo
dos pragmáticos de norte-América
- única ligeira filosofia ameríndia
a por a razão em regime
e regimento
antes do pau
que dá no vau do sul
as brasas da desordem
e do regresso eterno
ainda que tardio o dia
e a decrepitude do sistema
grude na atitude
do brasileiro em fumaça
frente ao braseiro
do diabo assado,
azado.
( Mas mais injusto sou
- eu, Orfeu, - que procuro?
- o Hades na Terra,
o guante Dante?,
pois ela é casada com outro
tem duas filhas
e não posso, Orfeu,
descer aos infernos
para tirá-la de Hades,
pois ela não está nos infernos.Selá.
Marca o ritmo do salmo de David.
David da funda
que matou Golias
era o mesmo David da harpa
que criou o saltério.
Ai! Davi e Betsabá!...
meus Deus!...
( Mas se todos somos
Davi de Betsabá
e Betsabá de Davi
-  e de fato o somos nas histórias
que rolam mil
como besouro-rola-bosta!...
Então como fugir covardemente ao destino
de amar incondicionalmente!...,
minha bela Betsabá?!...
-  ainda mais se não és Jezabel,
aquela mulher...: Jezabel!..
mas a apaixonada Betsabá
que deu à luz Salomão,
o mais sábio dos homens
e maior dos reis,
abaixo de Cristo!...
De mais a mais
as histórias são as mesmas
enroladas em si
escritas primeiro por dentro do claustro beneditino
pelo monge escriba
que é o corpo humano
em seu livro enrolado feito pergaminho
no DNA, um ácido Desoxirribonucleico,
biblioteca e Bíblia
da história de todos em conjunto
ou individualmente, na poesia,
que a história é narrada
em gestas trançadas no DNA
antes de estar apto o punho
para traçar signos linguísticos
ou a natureza em geoglifos e petróglifos
contar as Eras geológicas)).

Aguarrás, terebintina.
O  Brasil é a face da ignorância
e do  ranço avoengo, atávico:
gente demente
poder usurpado às elites
que gravitam sem  lei
que as una
no  uno do ser
que doa o ser
e a ontologia dá ao conhecimento
que assim desmancha a mancha
sem manche da estupidez
- peste negra
que grassa no dia grosso:
osso do osso
é isso, no entanto
- e tanto!

Cornalheira, terebinto ( "Pistacea terebinthus"),
planta da família botânica : família  Anacardiácea,
de onde provem o caju ( "Anacardium ocidentale")
e a mangua("Mangifera indica"),
queria mais : eu,
era morar mais ela
e não mais  longe dela,
enquanto é possível
que tenhamos filhos
que não vivam sub o jugo do egoísmo
queimando em brasas no pau-brasil.
Habitar em meio a uma floresta extensa-intensa
verstas e verstas longe
desta civilização de bárbaros bávaros
que tartamudeiam e pensam
em bar-bar genuíno
soçobrando de bar em bar
sem beira sem eira
amando ídolos de lata e papel,
anelídeos...
com azuis  teóricos na tese do caos
em acordes do violinista azul
que acolheu o anil
para aquecer toque nervosos
no violino Stradivarius
que vara a noite vária...
junto à ária esparsa no ar
da águia, harpia
em harpejos...,
pária
- de pátria...
onde há casta
- casta castiça
na língua
que castiga
com castiçal
a cantiga
e castra
o casto
no claustro...
( queda violino louco!
- tocando num lampejo
todo o verão de Vivaldi!...
com pleno vigor,
no viço do vício
- sexual!...:
a beijar sem medir a boca,
a língua, os dentes,
os lábios carnudos,
a saliva e a lambida...
ai! quanta ânsia de amor,
quão febril minha paixão por ela!,
imensa, intensa, não infensa ao delírio!...:
amor de ocasionar um cataclismo!
deixar intermitente  ciclo da água...).

( Amada, desejo ardentemente
morar verstas e verstas
dentro de ti!,
- do teu coração
e da boca aberta
e dos olhos arregalados...
- e do que mais economizo dizer
para não parecer obsceno
na graça  de Adam Smith
e John Maynard  Keynes
dentre outros ilustrados e ilustres ecônomos!
Todavia, toda vida que vivi aqui
o fluxo racional-político
não fluiu em tupi
na Pindorama pré-cabralina,
ironicamente, jocosamente,
empós alvoradas alvoraçadas em pó de mosquete
nomeada Terra da Vera Cruz
agora pau-brasil
em brasa sobre o anil
que dá apetite
de acepipe,
quindim,
quitute,
iguarias sem igual
pelo igarapé
cavada o calado na canoa
de bombordo a boreste,
piroga dos maoris...
quilha, carena,
Carina, constelação do hemisfério celestial sul,
Canopus, Canopéia,
Alpha Carinae...
seu céu adentro,
mui amada minha :
Cassiopeia
a constelar meu céu...).

Minha terra é das palmeiras
e também das Pindaíbas,
"Duguetia laceolata",
"Xylopia brasiliensis',
floresta ombrófila,
perenifólia(perenifólia!) ,
semidecidual...
mas não justiça
nem direito entre o ato e o fato
voejando na solidão
entre as asas das procelárias... 

  profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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